<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702</id><updated>2011-04-21T21:40:57.542-03:00</updated><title type='text'>http://arquivompb.blogspot.com</title><subtitle type='html'>Um espaço para Música Popular Brasileira seus expoentes e seus ícones.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://arquivompb.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110771074874169045</id><published>2005-02-06T15:25:00.000-02:00</published><updated>2005-02-06T15:25:48.743-02:00</updated><title type='text'>Carmen Miranda </title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;A Pequena Notável!!!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/carmen.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria do Carmo Miranda da Cunha não era brasileira, como muitos pensam. Nasceu em 9 de fevereiro de 1909 na freguesia de Marco de Canavezes, Província de Beira-Alta, Portugal. Veio para o Brasil ainda muito pequena, com apenas 10 meses de idade e foi criada bem no meio da boêmia carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Adorava cantar e isso lhe custou o emprego como vendedora de gravatas. O dono do estabelecimento a despediu por distrair os colegas que paravam de trabalhar para ouvi-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carmen Miranda é até hoje a cantora brasileira que mais fez sucesso no exterior. Dona de um estilo absolutamente único e particular, tanto na maneira de cantar como na performance de palco, teve uma vida de mito, cheia de glórias e dramas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aos 15 anos começou a trabalhar numa loja de chapéus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários compositores almoçavam na pensão, entre eles Pixinguinha e seu grupo, e Carmen foi ficando popular como cantora: cantava em festas, reuniões e festivais. Tinha uma interpretação diferente, um quase imperceptível sotaque português que fazia mais graciosa sua apresentação. Seu repertório era composto basicamente de tangos. Em 1928 Carmen conheceu o compositor e violonista baiano Josué de Barros, que, impressionado com o seu talento, iniciou a jovem no meio artístico. O compositor, igualmente talentoso, tinha o mérito de ter "introduzido a M.P.B. na Europa, antes da Primeira Guerra Mundial. Contudo, numa declaração de modéstia, Josué declarou em 1955 que a sua biografia podia ser escrita com três palavras: ‘eu descobri Carmen’."1 A partir daí Josué passou a acompanhá-la em recitais, ensinou-lhe músicas populares, e, contra a vontade do pai, que não queria ver a filha "metida com essa coisa de música", levou Carmen à Rádio Sociedade e depois a outras emissoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira gravação veio em 1929, pela Brunswick, tendo de um lado o samba "Não Vá Simbora" e o choro "Se o Samba É Moda", ambas de Josué. Carmen gravou alguns outros discos antes de estourar com seu primeiro grande sucesso, a marchinha "Pra Você Gostar de Mim (Taí)" (Joubert de Carvalho), que bateu recordes de venda, com 36.000 cópias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carmen Miranda era uma mulher baixinha...alguma coisa por volta de 1m 53. Em função de sua pouca estatura gostava de usar aqueles saltos enormes, plataformas mesmo de tão altos. Por causa disso o radialista César Ladeira a batizou, carinhosamente, de “ A pequena notável”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua estréia no cinema se deu em 1932 com o filme O Carnaval cantado no Rio, e no ano seguinte A voz do Carnaval, ambos de Adhemar Gonzaga. Atuou em outras produções, todas de Wallace Downey: Alô, alô, Brasil (1935); Estudantes (1935); Alô, alô, Carnaval (1936) e Banana da Terra (1939), seu último filme no Brasil, no qual interpretava O que é que a baiana tem? acompanhada pelo Bando da Lua. Foi nesse filme que criou o estilo que a consagrou no mundo inteiro: roupas de baiana, turbantes, balangandãs, sandálias plataforma, as conhecidas gesticulações dos braços e do corpo, o revirar de olhos, o sorriso contagiante, enfim, Carmen tinha muita bossa, simpatia e humor, o que aumentava seu prestígio. Em 1933 Aurora Miranda, sua irmã mais nova, passou a acompanhá-la como cantora em diversos shows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/carmen1.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carmen foi cantora exclusiva de diversas rádios: Victor (em São Paulo), Mayrink Veiga (onde foi "a primeira cantora de rádio a merecer contrato, quando todos recebiam somente cachês"2), Odeon e Tupi. Recebeu diversos slogans: "Cantora do it", "Embaixatriz do samba", "Ditadora risonha do samba" e, o mais significativo, "Pequena Notável", (pois era pequena mesmo, tinha 1,53 m de altura) sendo os dois últimos criados por César Ladeira, famoso radialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, gravou diversos discos, fez cinema, trabalhou em dupla com sua irmã Aurora, fez parte da história do lendário Cassino da Urca, onde, em 1938 usou pela primeira vez o traje de baiana que a celebrizaria mundo afora. No Cassino conheceu um empresário norte-americano que a convenceu a ir para os Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acompanhada pelo Bando da Lua, a maior estrela do Brasil deixou uma legião de fãs chorando na sua despedida e chegou à América em 1939 totalmente desconhecida e sem falar inglês. Em pouco tempo fez participações em programas de grande audiência, cantando músicas como "Mamãe Eu Quero", "Tico-tico no Fubá", "O Que É Que a Baiana Tem?" e "South American Way" e se tornou um fenômeno também nos EUA, onde chegou a ser a segunda estrela mais bem paga de Hollywood. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/carmennbc.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No total, participou de dez filmes em Hollywood e ficou conhecida como a Brazilian Bombshell. Em 1940 voltou rapidamente ao Brasil, onde a população a recebeu com euforia, à exceção do público do Cassino da Urca, que a tratou com indiferença e frieza. Arrasada, Carmen encomendou uma música sobre a situação, e gravou "Disseram que Voltei Americanizada" (V. Paiva/ L. Peixoto). Depois disso voltou para os EUA e se radicou em Beverly Hills, onde continuou sua carreira de cantora e atriz de cinema e televisão. Em 1954 as pressões da indústria do entretenimento causaram uma crise de nervos, e a Pequena Notável veio ao Brasil para se tratar e descansar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em 25 de março de 1941 Carmen foi convidada a deixar impressas a sua assinatura, as marcas de suas mãos e seus pés na calçada da fama. Só as grandes estrelas de Hollywood tinham esse privilégio: Carmen foi a única sul-americana a deixar suas marcas na famosa calçada.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas todo esse sucesso tem um preço e Carmen sentiu no corpo o cansaço e o esgotamento que tantos compromissos acarretaram. Volta para o Brasil em dezembro de 1954. Fica reclusa no Copacabana Palace Hotel durante quatro meses. Mas as suas obrigações com produtores americanos a obrigam a voltar para os estados Unidos. Durante um desses compromissos, teve um discreto desmaio. Poucos perceberam. Voltou para sua casa em Beverly Hills onde recebeu alguns amigos. A última pessoa que deixou a casa saiu às 3 e 30 da manhã. Foram as últimas pessoas a verem Carmen Miranda com vida. Foi encontrada morta logo depois. Era o dia 5 de agosto de 1955. Carmen morria aos 46 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carmen continuou sendo sempre lembrada por meio de shows e discos de homenagens, filmes, documentários sobre sua vida (como o premiado "Banana Is My Business", de Helena Solberg). Seu acervo está preservado no Museu Carmen Miranda, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/carmencaricatura.gif" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela mulher pequena , com bananas equilibradas na cabeças e sapatos de saltos plataforma deixou de ser uma cantora de renome internacional e virou um mito. Nunca nenhum brasileiro chegou tão longe em sucesso e fama como ela. Era realmente uma pequena notável....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 20 anos de carreira deixou sua voz registrada em 279 gravações no Brasil e mais 34 nos E.U.A., num total de 313 gravações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Que é Que a Baiana Tem?&lt;br /&gt;(Dorival Caymmi)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Que é que a baiana tem?&lt;br /&gt;O Que é que a baiana tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem torço de seda, tem!&lt;br /&gt;Tem brincos de ouro tem!&lt;br /&gt;Corrente de ouro tem!&lt;br /&gt;Tem pano-da-costa, tem!&lt;br /&gt;Sandália enfeitada, tem!&lt;br /&gt;Tem graça como ninguém&lt;br /&gt;Como ela requebra bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você se requebrar&lt;br /&gt;Caia por cima de mim&lt;br /&gt;Caia por cima de mim&lt;br /&gt;Caia por cima de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Que é que a baiana tem?&lt;br /&gt;O Que é que a baiana tem?&lt;br /&gt;O Que é que a baiana tem?&lt;br /&gt;O Que é que a baiana tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem torço de seda, tem!&lt;br /&gt;Tem brincos de ouro tem!&lt;br /&gt;Corrente de ouro tem!&lt;br /&gt;Tem pano-da-costa, tem!&lt;br /&gt;Sandália enfeitada, tem!&lt;br /&gt;Só vai no Bonfim quem tem&lt;br /&gt;(O Que é que a baiana tem?)&lt;br /&gt;Só vai no Bonfim quem tem&lt;br /&gt;Só vai no Bonfim quem tem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rosário de ouro, uma bolota assim&lt;br /&gt;Quem não tem balagandãs não vai no Bonfim&lt;br /&gt;(Oi, não vai no Bonfim)&lt;br /&gt;(Oi, não vai no Bonfim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disseram Que Eu Voltei Americanizada&lt;/strong&gt;(Luis Peixoto e Vicente Paiva)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Am               Bm7/5-  E7     Am&lt;br /&gt;Disseram que eu voltei americanizada&lt;br /&gt;                  E7&lt;br /&gt;Com o burro do dinheiro&lt;br /&gt;                 Am&lt;br /&gt;Que estou muito rica&lt;br /&gt;                 A7                 Dm&lt;br /&gt;Que não suporto mais o breque do pandeiro&lt;br /&gt;           B7                 E7&lt;br /&gt;E fico arrepiada ouvindo uma cuíca&lt;br /&gt;                     Bm7/5-&lt;br /&gt;E disseram que com as mãos&lt;br /&gt;         E7 Am&lt;br /&gt;Estou preocupada&lt;br /&gt;            A7&lt;br /&gt;E corre por aí &lt;br /&gt;                     Dm&lt;br /&gt;Que eu sei certo zum zum&lt;br /&gt;                 Bm7/5-  E7         Am&lt;br /&gt;Que já não tenho molho, ritmo, nem nada&lt;br /&gt;               F           E7           Am&lt;br /&gt;E dos balangandans já não existe mais nenhum&lt;br /&gt;                G7                   C7&lt;br /&gt;Mas pra cima de mim, pra que tanto veneno&lt;br /&gt;            Bm7/5-     E7  A7&lt;br /&gt;Eu posso lá ficar americanizada&lt;br /&gt;                    Dm         E7    Am&lt;br /&gt;Eu que nasci com o samba e vivo no sereno&lt;br /&gt;                    F               E7&lt;br /&gt;Topando a noite inteira a velha batucada&lt;br /&gt;                A7                Dm&lt;br /&gt;Nas rodas de malandro minhas preferidas&lt;br /&gt;                    G7                C7+&lt;br /&gt;Eu digo mesmo eu te amo, e nunca I love you&lt;br /&gt;                  F    Bm7/5-&lt;br /&gt;Enquanto houver Brasil&lt;br /&gt;             Am   Am/G&lt;br /&gt;Na hora da comida&lt;br /&gt;               F        E7          Am&lt;br /&gt;Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ta-hí&lt;/strong&gt;(Joubert de Carvalho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Int.: &lt;br /&gt;Taí&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz tudo pra você gostar de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh meu bem não faz assim comigo, não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem, você tem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me dar seu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor, não posso esquecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se dá alegria, faz também sofrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha vida foi sempre assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só chorando as mágoas que não tem fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história de gostar de alguém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é mania que as pessoas têm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me ajudasse Nosso Senhor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não pensaria mais no amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alô... Alô?&lt;/strong&gt;(André Filho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alô, alô, responde&lt;br /&gt;Se gostas mesmo de mim de verdade&lt;br /&gt;Alô, alô, responde&lt;br /&gt;Responde com toda sinceridade&lt;br /&gt;Alô, alô, responde&lt;br /&gt;Se gostas de mim de verdade&lt;br /&gt;Se não respondes&lt;br /&gt;O meu coração é lágrima&lt;br /&gt;Desesperado vai dizendo&lt;br /&gt;Alô, alô&lt;br /&gt;Ai se eu tivesse a certeza&lt;br /&gt;Desse seu amor&lt;br /&gt;A minha vida seria&lt;br /&gt;Seria um rosário em flor&lt;br /&gt;Responde então&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alô, alô&lt;br /&gt;Continuas a não responder&lt;br /&gt;E o telefone&lt;br /&gt;Cada vez chamando mais&lt;br /&gt;É sempre assim&lt;br /&gt;Não consigo ligação meu bem&lt;br /&gt;Indiferente não se importa&lt;br /&gt;Com os meus ais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Principais sucessos: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absolutamente, Joubert de Carvalho e Olegário Mariano, 1931 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus batucada, Synval Silva, 1935 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alô?...Alô?..., André Filho, 1933 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balancê, João de Barro e Alberto Ribeiro, 1936 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boneca de piche, Ary Barroso e Luiz Iglezias, 1930 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Burucuntum, Sinhô, 1930 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cachorro vira-lata, Alberto Ribeiro, 1937 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camisa listada, Assis Valente, 1937 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantores do rádio, Lamartine Babo, João de Barro e Alberto Ribeiro, 1936 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chattanooga choo choo, Haarry Warren, Mack Gordon e versão brasileira de Aloísio de Oliveira, 1942 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a hora da fogueira, Lamartine Babo, 1933 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chica chica boom chic, Harry Warren e Mack Gordon , 1941 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como "vaes" você, Ary Barroso, 1936 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram que voltei americanizada, Vicente Paiva e Luiz Peixoto, 1940 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz que tem, Vicente Paiva e Aníbal Cruz, 1940 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mundo não se acabou, Assis Valente, 1938 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dei, Ary Barroso, 1937 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Good-bye, boy, Assis Valente, 1933 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é lá com Santo Antonio, Lamartine Babo, em dueto com Mário Reis, 1934 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha embaixada chegou, Assis Valente, 1934 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moleque indigesto, Lamartine Babo, 1934 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na batucada da vida, Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1934 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tabuleiro da baiana, Ary Barroso, 1936 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dengo que a nega tem, Dorival Caymmi, 1940 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que a baiana tem?, Dorival Caymmi, 1939 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tic-tac do meu coração, Alcir Pires Vermelho e Walfrido Silva, 1935 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido Adão, Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago, 1935 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho de papel, Alberto Ribeiro, 1935 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ta-hi!, Joubert de Carvalho, 1930   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uva de caminhão, Assis Valente, 1939 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sonhos são gratuitos,transforma-los e realidade tem um preço&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110771074874169045?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110771074874169045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110771074874169045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/02/carmen-miranda.html' title='Carmen Miranda '/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110763298264600889</id><published>2005-02-05T17:45:00.000-02:00</published><updated>2005-02-05T17:49:42.646-02:00</updated><title type='text'>A Pequena Notável na TVE</title><content type='html'>&lt;strong&gt;HOJE NA TV CULTURA!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documentário traz a trajetória de Carmen Miranda &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TV Cultura exibe no Cultura Documento, a alegria de Carmen Miranda com o documentário A Embaixatriz do Samba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa aborda a trajetória da pequena notável nos dez anos pouco conhecidos de sua vida artística no Brasil, antes de se tornar estrela internacional, e o reflexo desta fase nos 14 anos que Carmen viveu nos Estados Unidos como a Brazilian Bombshell. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São exibidos trechos raros de suas participações em programas da televisão americana, como o Jimmy Durant Show, de filmes de época e dos musicais que lhe consagraram no Brasil e no exterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de depoimentos é possível conhecer mais sobre a vida de Carmen Miranda, nossa primeira figura multimídia, que atuou com desenvoltura e sucesso em todos os campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110763298264600889?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110763298264600889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110763298264600889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/02/pequena-notvel-na-tve.html' title='A Pequena Notável na TVE'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110728315500511656</id><published>2005-02-01T16:39:00.000-02:00</published><updated>2005-02-01T16:39:15.006-02:00</updated><title type='text'>Daniela Mercury </title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Daniela Maravilhosa Mercury&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/dani.gif" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio nunca me agradou seu estilo musical,principalmente no início de sua carreira bem atrelada ao Axé uma forma de expressão musical que eu não gosto mas respeito quem gosta.&lt;br /&gt;Depois fui conhecendo melhor essa cantora e percebi que além de uma voz límpida e poderosa existia algo mais nesta mulher.&lt;br /&gt;E o que eu percebi é  aquilo que brilha e resiste ao tempo: &lt;strong&gt;Qualidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que ela cante Axé,MPB,ou qualquer outra coisa o que  importa  é o resultado, sempre chama a nossa atenção a qualidade técnica e vocal de Daniela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Daniela passou a se afastar um pouco dos Axés e ousar cantar coisas mais refinadas,recebeu muitas críticas principalmente dos fâs.Eu adorei essa mudança que ocorreu de  2003 pra cá.&lt;br /&gt;Mas na verdade ela não mudou ela apenas ampliou seu acervo de canções, ampliou seu repertório para que um número maior de pessoas possam  admirar ainda mais seu talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu grande sonho de consumo é ver Daniela lançar  um CD interpretando TOM Vinícius e Buarque,ela já fez algo parecido em eventos de grande porte ,mas um CD assim  seria perfeito.&lt;br /&gt;A minha simpatia por Daniela Mercury  aumenta todo dia ,cada vez mais em escala exponencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/dani1.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt; Daniela mercury&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De família de classe média de Salvador, decidiu ser cantora aos 13 anos por influência de Elis Regina. Aos 16 começou a cantar em bares um repertório essencialmente de MPB, e em 1988 integrou a banda de Gilberto Gil como backing vocal. Fez parte do conjunto Companhia Clic e em 1991 partiu para carreira solo, gravando seu primeiro disco. No ano seguinte o segundo disco a firmou como principal cantora da axé-music, graças ao sucesso estrondoso de "Swing da Cor" (Luciano Gomes). Seus shows costumam atrair multidões, e no carnaval costuma apresentar-se em trios elétricos. Gravou outros CDs nos anos seguintes, com músicas principalmente dançantes e algumas inéditas de compositores afastados da axé-music, como Herbert Vianna. Entre seus maiores sucessos estão "O Canto da Cidade" (com Tote Gira), "À Primeira Vista" (Chico César), "Todo Canto Alegre" e "Rapunzel" (ambas de Carlinhos Brown). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1965 Daniela Mercury nascia sob o signo de Leão. Já se previa uma personalidade forte e exuberante. Criança levada, Daniela gostava de brincar com os garotos, jogar bola de gude e empinar papagaio. A feminilidade de menina se dirigia então para a dança, sua primeira paixão. Aos oito anos começava a dançar pelas mãos da tia Angela, na Escola Ana Nery. Eram os primeiros passos da bailarina que ainda não se adivinhava cantora.&lt;br /&gt;Filha de Liliana Mercury, assistente social descendente de italianos, e de Antônio Fernando de Abreu Ferreira de Almeida, mecânico industrial português que se radicou no Brasil aos onze anos, Daniela passou a infância numa casa com jardim e quintal em uma rua tranquila do bairro de Brotas, ao lado de seus quatro irmãos: Tom, Cristiana, Vânia e Marcos. A vida de classe média, modesta mas plena de projetos, era levada entre o gosto pelas brincadeiras e pela arte e a responsabilidade nos estudos. &lt;br /&gt;Os anos 60 e 70, da infância e adolescência de Daniela, formam talvez o período mais rico da música brasileira. E foram estes os anos marcados pela presença de grandes artistas baianos na cultura nacional. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia, antecedidos por João Gilberto, pontuavam para sempre a MPB. &lt;br /&gt;Crescer ouvindo artistas geniais - um privilégio dessa geração - vai influenciar o gosto musical e estético de Daniela, enriquecido ainda pelo convívio com a música clássica através da dança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/dani2.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a vida adulta, o norte de Daniela seria o balé. Seu hobby de criança se tornaria profissão assumida depois de cursar a Faculdade de Dança da Universidade Federal da Bahia (o primeiro curso de nível superior do gênero no país). Nessa época, estimulada pela turma de amigos de infância, Daniela começou também a soltar a voz. Daí para cantar em barzinhos foi um passo. Ainda adolescente, Daniela e a irmã Vânia começaram a cantar na noite de Salvador, apresentando shows de voz e violão. Vem desta época a paixão pelo repertório de Chico Buarque e Elis Regina - que Daniela até hoje adora cantar na intimidade dos amigos e familiares.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/dani3.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto a dança continuaria a ser o sonho de artista de Daniela. Sonho esse que se transformou em um encontro com as raízes da cultura popular da Bahia. Daniela foi conquistada pelo carnaval, no momento em que esta festa entrava numa ebulição criativa que iria mudar a postura cultural da Bahia e conquistar o mercado brasileiro da música. &lt;br /&gt;Com 19 anos, Daniela se casa com Zalther Povoas (de quem se separou em 1996), amigo de infância, com quem teve os filhos Gabriel e Giovanna que concilia os estudos regulares com a dança, que, como no caso da mãe, é sua paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/dani4.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/dani5.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se você acredita que pode ou acredita que não pode, você está certo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Henry Ford&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110728315500511656?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110728315500511656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110728315500511656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/02/daniela-mercury.html' title='Daniela Mercury '/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110718190134558283</id><published>2005-01-31T12:35:00.000-02:00</published><updated>2005-01-31T12:31:41.346-02:00</updated><title type='text'>Comunicado</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Atualização Semanal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/workpc.gif" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros colegas o tempo passa e as férias também.E agora vou voltar a minha rotina Universidade/trabalho assim terei menos tempo para o Blog e por isso ele será atualizado semanalmente e não mais todos os dias como de costume.Peço a compreenção de todos os amigos e amigas  e aos náufragos perdidos neste mar de informação.Um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E neste período de fim-de-ano e pré carnaval,tive tempo disponível para compartilhar com todos vocês que acessam o ARQUIVO momentos e histórias da nossa MPB,e vamos continuar assim.Essa MPb que é maltratada e mesmo assim reage e nos surpreende desabrochando flores onde antes era só terra.Isso ocorre porque temos raíz e a raíz da nossa cultura da nossa gente ninguémm pode podar com as foices do mercado,sempre haverá uma flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/flor.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tente mover o mundo.O primeiro passo será mover a si mesmo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Platão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110718190134558283?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110718190134558283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110718190134558283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/comunicado.html' title='Comunicado'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110684091505496437</id><published>2005-01-30T12:38:00.000-02:00</published><updated>2005-01-30T12:26:30.760-02:00</updated><title type='text'>Mielle e seu Genial Senso de Humor</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Heliscóptero ou Hélice Regina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elisbracosabertos.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação de Elis Regina com Ronaldo Bôscoli sempre foi agitada.&lt;br /&gt;Elis tinha o costume de balançar os braços enquanto cantava,fato que lhe rendeu apelidos como:Hélice Regina ou Eliscóptero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Ronaldo viu aquela “coreografia diferente” no  famoso -Beco das Garrafas- ele achou aquilo ridículo e foi falar com Miélle que produzia os espetáculos junco com ele.&lt;br /&gt;E neste momento Miélle vendo a aflição de Bôscoli responde tranquilamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-“Deixa Bôscoli, assim ela enterra a Bossa Nova de vez”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma frase cheia de humor que se tornou histórica na memória da MPB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110684091505496437?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110684091505496437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110684091505496437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/mielle-e-seu-genial-senso-de-humor.html' title='Mielle e seu Genial Senso de Humor'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110675952792289784</id><published>2005-01-29T15:12:00.000-02:00</published><updated>2005-01-29T15:11:16.343-02:00</updated><title type='text'>Roupa Nova</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Roupa Nova&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/roupa.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou adorador do Roupa Nova mas sem dúvida suas músicas românticas marcaram o coração de muita gente ,independentemente de suas composições serem associadas a novelas Globais,a qualidade do Roupa Nova é um fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente a música DONA é uma das que estão na minha mente e marcam uma fase da minha vida,traz boas lembranças,lembranças de um tempo em que era mais feliz...saudosismo talvez.&lt;br /&gt;Gosto muito de "DONA".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo carioca de música pop, foi formado em 1970 com o nome Os Famks. Depois de lançar dois compactos, mudaram o nome para Roupa Nova, em 1980, e no ano seguinte fizeram grande sucesso com a música "Canção de Verão". Depois disso firmaram-se como um conjunto comercial, com músicas bem trabalhadas e acessíveis. Além dos 13 discos próprios, participaram de gravações e shows ao lado de artistas como Gal Costa, Roberto Carlos, Fafá de Belém e outros. Também criam vinhetas e peças publicitárias. Entre seus maiores sucessos estão "Clarear" (Octávio Bournier/ Mariozinho Rocha), "Whisky A Go-Go" (Sullivan/ Massadas), "Dona" (Sá/ Guarabyra). O 15º disco do grupo, "Agora Sim!", foi lançado em 1999. Continuam se apresentando em todo o Brasil. Seus integrantes são: Kiko, Nando, Paulinho, Kleberson, Ricardo Feghali e Serginho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona desses traiçoeiros&lt;br /&gt;Sonhos, sempre verdadeiros&lt;br /&gt;Oh Dona desses animais&lt;br /&gt;Dona de seus ideais&lt;br /&gt;Pelas ruas onde andas&lt;br /&gt;Onde mandas todos nós&lt;br /&gt;Somos sempre mensageiros&lt;br /&gt;Esperando tua voz&lt;br /&gt;Teus desejos, uma ordem&lt;br /&gt;Nada é nunca, nunca é não&lt;br /&gt;Por que tens essa certeza&lt;br /&gt;Dentro do teu coração&lt;br /&gt;Tan, tan, tan, batem na porta&lt;br /&gt;Não precisa ver quem é&lt;br /&gt;P'ra sentir a impaciência&lt;br /&gt;Do teu pulso de mulher&lt;br /&gt;Um olhar me atira à cama&lt;br /&gt;Um beijo me faz amar&lt;br /&gt;Não levanto, não me escondo&lt;br /&gt;Porque sei que és minha&lt;br /&gt;Dona...&lt;br /&gt;Dona desses traiçoeiros...&lt;br /&gt;Não há pedras em teu caminho&lt;br /&gt;Não há ondas no teu mar&lt;br /&gt;Não há vento ou tempestade&lt;br /&gt;Que te impeçam de voar&lt;br /&gt;Entre a cobra e o passarinho&lt;br /&gt;Entre a pomba e o gavião&lt;br /&gt;Ou teu ódio ou teu carinho&lt;br /&gt;Nos carregam pela mão&lt;br /&gt;É a moça da cantiga&lt;br /&gt;A mulher da criação&lt;br /&gt;Umas vezes nossa amiga&lt;br /&gt;Outras nossa perdição&lt;br /&gt;O poder que nos levanta&lt;br /&gt;A força que nos faz cair&lt;br /&gt;Qual de nós ainda não sabe&lt;br /&gt;Que isso tudo te faz&lt;br /&gt;Dona, Dona...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O desejo do homem é pela mulher, mas o desejo da mulher é pelo desejo do homem &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110675952792289784?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110675952792289784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110675952792289784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/roupa-nova.html' title='Roupa Nova'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110666503641928118</id><published>2005-01-28T13:29:00.000-02:00</published><updated>2005-01-28T12:37:00.713-02:00</updated><title type='text'>Brasil...Brazil...</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Meu Brasil brasileiro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/bananas.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/maracana.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;///Brasil um país exótico,cheio de mistérios em sua famosa floresta, com mulheres selvagens e uma população que só sabe jogar futebol nas praias do Rio de Janeiro e pular carnaval. Onde todo mundo que pode se considerar um pouco civilizado,quer dizer com água luz e telefone, mora no Rio ou mora em São Paulo.///&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditem, se isto for publicado em qualquer jornal Europeu a notícia passa despercebida e ninguém se assusta.Por que é assim afinal que somos vistos por muita gente lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MPB é aceita lá fora 1º porque é muito boa mesmo e é consumida na sua maioria pela elite,seja ela do Brasil ou da França,Espanha,EUA....Infelizmente.&lt;br /&gt;2º Porque existe essa fantasia em relação a nós ,de país tropical e festivo.Para eles o Brasil só faz Carnaval e Futebol...nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando com um cara pelo ICQ ,ele mora na Noruega,conheci por acaso,conversa vai conversa vem e ele solta essa:&lt;br /&gt;-É verdade que a mulher brasileira é selvagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse:- como é que é ? Selvagem?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso ele mudou o ruma da conversa , acho que percebeu que eu não tinha entendido nada,ele tava falando sério?Selvagem como ?Como os povos primitivos em sua cavernas  ou na cama numa relação a dois com um som do Kenny G ao fundo? &lt;br /&gt;Bom seja como for eu nunca vou descobrir o que ele quis  dizer.Há há há ah ahaha!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como o estrangeiro nos vê é distorcida assim como nós também somos muito tapados e criamos fantasias e expectativas errôneas em relação não só a outros países como também entre nós.Por exemplo: como o gaúcho vê o paulista ou como o mineiro vê o matogrossense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu moro em Curitiba, percebo e acho engraçado as pessoas nos confundirem com os gaúchos ,ou pensar que todo mundo na região sul bebe chimarrão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também já cometi uns errinhos ...principalmente no que diz respeito ao vocabulário típico de cada lugar/ Vina ou Salsicha/Semáforo Sinaleira ou Farol ?/ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo adora nossa música mas só um brasileiro pode apreciá-la em sua essência.&lt;br /&gt;Ou quem mora aqui mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar que tem gente que prefere os “enlatados americanos”.Se for para ouvir música de fora ouça a Francesa a Espanhola a Portuguesa(linda a música portuguesa) ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para relembrar vai aí uma bela composição que tem tudo a ver com o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Querelas do Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composição: Aldir Blanc e Maurício Tapajós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brazil não conhece o Brasil&lt;br /&gt;O Brasil nunca foi ao Brazil&lt;br /&gt;Tapir, jabuti, liana, alamandra, alialaúde&lt;br /&gt;Piau, ururau, aquiataúde&lt;br /&gt;Piá, carioca, porekramekrã&lt;br /&gt;Jobim, akarore e jobim açu&lt;br /&gt;Oh, oh, oh&lt;br /&gt;Pererê, camará, tororó, olererê&lt;br /&gt;Piriri, ratatá, karatê, olará&lt;br /&gt;O Brazil não merece o Brasil&lt;br /&gt;O Brazil tá matando o Brasil&lt;br /&gt;Jereba, saci, caandrades,cunhãs, ariranha, aranha&lt;br /&gt;Sertões, guimarães, bachianas, águas&lt;br /&gt;E marionaíma, ariraribóia&lt;br /&gt;Na aura das mãos do jobim açu&lt;br /&gt;Oh, oh, oh&lt;br /&gt;Jererê, sarará, cururu, olerê&lt;br /&gt;Ratatá, bafafá, sururu, olará&lt;br /&gt;Do Brasil S.O.S. ao Brasil&lt;br /&gt;Tinhorão, urutu, sucuri&lt;br /&gt;O Jobim, sabiá, bem-te-vi&lt;br /&gt;Cabuçu, Cordovil, Caxambi, olerê&lt;br /&gt;Madureira, Olaria e Bangu, olará&lt;br /&gt;Cascadura, Água Santa, Pari, olerê&lt;br /&gt;Ipanema e Nova Iguaçu, olará&lt;br /&gt;Do Brasil S.O.S. ao Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ao tratarmos das críticas,devemos saber que as palavras e os gestos possuem uma enorme capacidade de magoar e machucar as pessoas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110666503641928118?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110666503641928118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110666503641928118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/brasilbrazil.html' title='Brasil...Brazil...'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110684340696881909</id><published>2005-01-27T14:23:00.000-02:00</published><updated>2005-01-27T16:26:27.793-02:00</updated><title type='text'>Elis Promoção da MPB FM</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Elis Elis Elis sempre Ela!!!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rádio MPB FM está com uma promoção fantástica.&lt;br /&gt;Que tal ganhar um DVD da Elis no programa Ensaio?&lt;br /&gt;Acesse o site da rádio &lt;a href="http://www.mpbfm.com.br"&gt;PROMOÇÃO ELIS REGINA &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;e saiba como.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elisensaio.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso,nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;CLARISSE LINSPECTOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110684340696881909?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110684340696881909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110684340696881909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/elis-promoo-da-mpb-fm.html' title='Elis Promoção da MPB FM'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110658249162860268</id><published>2005-01-27T13:55:00.000-02:00</published><updated>2005-01-27T13:18:28.030-02:00</updated><title type='text'>Chico Buarque na Isto é</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt; Televisão &lt;br /&gt;As cidades de Chico &lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na revista Isto É desta semana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gravada no Rio de Janeiro, em Paris&lt;br /&gt;e em Roma, série que estréia na &lt;br /&gt;quarta-feira 26 na DirecTV aborda &lt;br /&gt;parcerias, mulheres e a visão &lt;br /&gt;política do compositor e escritor &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Luiz Chagas&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/chico01.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passos ligeiros pelos calçadões cariocas, a figura prosaica de tênis, calça de algodão e camisa esporte à antiga faz tudo para permanecer anônima, mas é mesmo Chico Buarque, a unanimidade que não é burra, só para contrariar o aforismo de Nelson Rodrigues. Nascido no Rio de Janeiro e criado em São Paulo, o cantor, compositor, escritor e dramaturgo afirma entre “esses” e “erres” carregados que seu sotaque paulistano só aparece nos pés, daí a pressa. “Preciso me locomover para ter idéias, caso contrário o livro não anda, a música não anda, então quem anda sou eu, a serviço, a trabalho”, confidencia com aquele misto de seriedade e chacota que lhe permitem os olhos enormes e claros, “cor de ardósia”, segundo alguns. Imagens e declarações como essas são o trunfo de Meu caro amigo (no canal 605 da DirecTV), a ser exibido em horários alternados entre os dias 26 e 9 de fevereiro, primeiro episódio da série sobre Chico Buarque que Roberto de Oliveira dirigiu com recursos da Agência Nacional de Cinema (Ancine). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/chico02.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Chico lê o jornal &lt;br /&gt;no Café de Flore  &lt;br /&gt;Conduzido pelo próprio Chico, o programa inaugural, filmado no Rio, fala das parcerias do músico. Será seguido por A flor da pele, filmado em Paris, que vai ao ar a partir de 23 de fevereiro e gira em torno das mulheres presentes nas suas composições. Vai passar, o último da série, programado para o dia 23 de março, tem locações em Roma, onde morou em exílio voluntário, e focaliza o lado político de seu trabalho. Os três segmentos deverão sair em DVD até o final do ano. Mas Oliveira garante que tem material para pelo menos outros dez programas, garimpados nos arquivos da Rede Bandeirantes, em sua maioria trazendo projetos dirigidos por ele. Oliveira foi o responsável, por exemplo, pelo encontro histórico entre Elis Regina e Tom Jobim nos Estados Unidos, cujo DVD está programado para sair até março pela Trama. Amigo antigo de Chico, ele teve o privilégio de filmar o artista em fase de descontração, já que o retratado havia se transformado em uma verdadeira esfinge ao emendar o lançamento de um livro novo, Budapeste, com seu 60º aniversário, em 19 de junho do ano passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/chico03.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;O compositor caminha&lt;br /&gt;pelas ruas romanas   &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A avalanche de homenagens o deixaram ainda mais retraído. Além de discos, compilações e livros sobre sua vida e obra, o leque comemorativo inclui a exposição Chico Buarque – o tempo e o artista, em cartaz no Sesc Pinheiros, em São Paulo, com curadoria do sobrinho Zeca Buarque de Holanda, e até mesmo uma agenda para 2005 com textos do jornalista Oswaldo Mendes. Acostumado a se distanciar da música sempre que se dedica à literatura, Chico estava até mesmo duvidando se a chama da inspiração voltaria a arder – está há sete anos sem gravar um disco com composições inéditas. Bobagem. Aos poucos foi saindo da casca, ensaiando gravar com Zeca Pagodinho, participando do disco de Fernanda Porto e do tributo à violonista Rosinha de Valença, produzido por Maria Bethânia. Pois o especial Meu caro amigo abre com Renata Maria, música recém-saída do forno, marcando sua primeira parceria com Ivan Lins. Chico escreveu a música para a cantora Leila Pinheiro, e sua interpretação foi filmada na primeira quinzena de janeiro, sendo incluída na última hora no programa. Roberto de Oliveira espera que ele repita a dose nos episódios seguintes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para Chico, parcerias são presentes que devem ser retribuídos. Compara-as ao antigo hábito de nunca devolver vazio um prato recebido com guloseimas. Quando recebe uma melodia, sofre para criar uma letra para a música – chegou mesmo a dar bolo em ninguém menos que o argentino Astor Piazzolla. É diferente de quando compõe, pois música e letra saem junto, influenciando-se mutuamente. Secundado por imagens preciosas, Chico vai se explicando. Tom Jobim o ajudou e incentivou no começo, tornando-se exigente com o tempo, “deliciosamente implicante”, brinca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/chico04.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Exposição Painel retratando &lt;br /&gt;o artista na antológica Passeata&lt;br /&gt;dos Cem Mil, em 1968   &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A grande escola, conta Chico, foi trabalhar ao lado de Francis Hime, seu parceiro em Meu caro amigo. Sobre a dupla com Edu Lobo, com quem realizou poucos projetos, Chico afirma que ficou marcada porque várias das canções, como Acalanto e Beatriz, ganharam vida própria. Ao lado de Toquinho, o artista relembra passagens hilariantes de Vinicius de Moraes, e diante de Dorival Caymmi – que nunca foi seu parceiro, mas ídolo – tenta se soltar, cantando. O programa traz ainda Djavan, Gal Costa, Miúcha e um emocionante dueto com Elis Regina, cantanto Pois é na inauguração do Teatro Bandeirantes, em São Paulo. Segundo Roberto de Oliveira, Chico nasceu na televisão, nos festivais, tornando-se um dos primeiros a ter a carreira registrada em vídeo. Como durante anos o compositor recusou-se a aparecer na Rede Globo, a recuperação dessas imagens preenchem uma lacuna na sua história. E na de seus fãs.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110658249162860268?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110658249162860268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110658249162860268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/chico-buarque-na-isto.html' title='Chico Buarque na Isto é'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110683923807671323</id><published>2005-01-27T13:30:00.000-02:00</published><updated>2005-01-27T13:20:38.076-02:00</updated><title type='text'>Djavan- Feliz Aniversário-</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Djavan um jeito todo especial de Cantar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/djavan.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Feliz Aniversário Djavan !!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Djavan é um dos grandes intérpretes da nossa música comtemporânea no Brasil e tatuou no coração da gente muitos sucessos,pela qualidade indiscutível e um modo todo especial de cantar.&lt;br /&gt;As minhas preferidas são estas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FLOR DE LIS&lt;br /&gt;Djavan &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valei-me, Deus!&lt;br /&gt;É o fim do nosso amor&lt;br /&gt;Perdoa, por favor&lt;br /&gt;Eu sei que o erro aconteceu&lt;br /&gt;Mas não sei o que fez&lt;br /&gt;Tudo mudar de vez&lt;br /&gt;Onde foi que eu errei?&lt;br /&gt;Eu só sei que amei,&lt;br /&gt;Que amei, que amei, que amei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será talvez&lt;br /&gt;Que minha ilusão&lt;br /&gt;Foi dar meu coração&lt;br /&gt;Com toda força&lt;br /&gt;Pra essa moça&lt;br /&gt;Me fazer feliz&lt;br /&gt;E o destino não quis&lt;br /&gt;Me ver como raiz &lt;br /&gt;De uma flor de lis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que eu vi&lt;br /&gt;Nosso amor na poeira,&lt;br /&gt;Poeira&lt;br /&gt;Morto na beleza fria de Maria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o meu jardim da vida&lt;br /&gt;Ressecou, morreu&lt;br /&gt;Do pé que brotou Maria&lt;br /&gt;Nem margarida nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o meu jardim da vida&lt;br /&gt;Ressecou, morreu&lt;br /&gt;Do pé que brotou Maria&lt;br /&gt;Nem margarida nasceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© 1976 BMG Music Publishing Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OCEANO&lt;br /&gt;Djavan &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim&lt;br /&gt;Que o dia amanheceu&lt;br /&gt;Lá no mar alto da paixão&lt;br /&gt;Dava pra ver o tempo ruir&lt;br /&gt;Cadê você? Que solidão!&lt;br /&gt;Esquecera de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim&lt;br /&gt;De tudo que há na terra&lt;br /&gt;Não há nada em lugar nenhum&lt;br /&gt;Que vá crescer sem voce chegar&lt;br /&gt;Longe de ti tudo parou&lt;br /&gt;Ninguém sabe o que eu sofri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar é um deserto &lt;br /&gt;E seus temores&lt;br /&gt;Vida que vai na sela &lt;br /&gt;Dessas dores&lt;br /&gt;Não sabe voltar&lt;br /&gt;Me dá teu calor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem me fazer feliz &lt;br /&gt;Porque eu te amo&lt;br /&gt;Você deságua em mim&lt;br /&gt;E eu oceano&lt;br /&gt;Esqueço que amar&lt;br /&gt;É quase uma dor&lt;br /&gt;Só sei&lt;br /&gt;Viver&lt;br /&gt;Se for&lt;br /&gt;Por você &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© 1989 Luanda Edições Musicais Ltda.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110683923807671323?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110683923807671323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110683923807671323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/djavan-feliz-aniversrio.html' title='Djavan- Feliz Aniversário-'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110675597298856134</id><published>2005-01-26T13:58:00.000-02:00</published><updated>2005-01-26T14:50:56.956-02:00</updated><title type='text'>A MPB chegou na França </title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;A França não perde por esperar...vai ser demais!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/arco.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ano do Brasil na França dá destaque para música contemporânea&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da France Presse, em Cannes (França)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mangue beat, a bossa-nova contemporânea e o samba têm encontro marcado na França, a partir de março, como parte do Ano do Brasil, de acordo com uma mostra, sintentizando o evento, apresentada ontem no Midem (Mercado Internacional do Disco e da Edição Musical), em Cannes (sul), tendo como palavras chaves "o prazer" e "o descobrimento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na França é difícil para a música brasileira chegar ao grande público. Queremos mostrar que a música brasileira é mais que simpática", disse Jean-François Chougnet, comissário encarregado do evento "Brasil, Brasiles", do Midem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Trabalhamos para ajudar os artistas menos conhecidos a comparecerem também ao evento", afirma, por sua vez, André Midani, comissário encarregado do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido na Síria, Midani viveu na França antes de se instalar no Brasil, onde trabalha na indústria discográfica. Participou do lançamento comercial da bossa-nova nos anos 60 e acompanhou seu amigo Gilberto Gil, atualmente ministro da Cultura, no desenvolvimento do movimento Tropicália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados de março será inaugurada uma exposição dedicada à música popular brasileira na Cidade da Música de Paris, incluindo uma semana de concertos de 20 a 29 do mesmo mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Será um panorama completo e diversificado, com a presença de Maria Rita, que fará seu primeiro show na França, e uma das possíveis revelações do ano, Marcelo D2, que vem do hip hop, mas está no ponto de encontro de vários estilos", afirma Chougnet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espaço Brasil, que apresentará exposições, shows e espetáculos num palco de 2.400 metros quadrados, em Paris, será uma ocasião única para os franceses descobrirem estilos contemporâneos da música brasileira, como o mangue beat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado nos anos 90 pelo cantor e compositor Chico Science, o mangue beat mescla rock, hip hop e músicas tradicionais afro-brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desde o início da bossa-nova no fim dos anos 50, a música brasileira estava nas mãos de artistas oriundos da classe média, que tinham um discurso militante. Hoje em dia esse panorama mudou, pois agora são os negros e as pessoas vindas das favelas que se expressam por meio da música", diz Midani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em nossa programação musical, há a idéia de que certos artistas consagrados podem vir a cantar de outra forma", disse ele, revelando que será o cantor Lenine (autor da canção oficial "Sob o Mesmo Céu"), que se apresentará no Teatro Zenith de Paris, em junho, com a orquestra nacional de Ile-de-France.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o último símbolo forte será a presença de Henri Salvador como padrinho do evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Henri representa França e Brasil", disse Midani. Viveu quatro anos no Brasil e sua música lembra a música brasileira. É originário da Guiana Francesa, graças a qual França e Brasil compartilham uma fronteira", conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ninguém é tão grande que não possa aprender e nem tão pequeno que não possa ensinar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110675597298856134?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110675597298856134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110675597298856134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/mpb-chegou-na-frana.html' title='A MPB chegou na França '/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110659038293287905</id><published>2005-01-26T12:49:00.000-02:00</published><updated>2005-01-26T12:44:57.346-02:00</updated><title type='text'>Capital da Cultura O GLOBO</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Curitba meu amor!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19/01/2005 - 21h31m&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/curitiba.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Parabéns minha Curitiba,entre os leitores  do Jornal o Globo, Curitiba fica em 2ºlugar empatada com São Paulo e só não vence o Rio de Janeiro.Também pudera vencer o Rio...há há há há O Globo é um jornal carioca,é natural e legítimo o Rio de Janeiro em 1ºlugar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o resultado completo da pesquisa sobre a capital cultural do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Globo Online&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Rio de Janeiro - 42% &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 ) Curitiba -11% &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) São Paulo - 11% &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Salvador - 9% &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Ouro Preto - 9% &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6)Brasília - 7% &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Recife - 5% &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) São Luís - 3% &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Paraty - 3% &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Olinda - 2% &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20/01/2005 - 11h30m&lt;br /&gt;Cariocas ilustres avaliam o resultado da pesquisa que apontou o Rio como capital cultural do Brasil&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/cristo.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Leonardo Lichote - Globo Online&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIO - Para os leitores do Globo Online, o Rio de Janeiro continua lindo, continua sendo a capital cultural do Brasil. A capital carioca foi apontada por 42% deles na enquete feita pelo site, que listava dez possíveis candidatas: Brasília, Curitiba, Olinda, Ouro Preto, Paraty, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luis, São Paulo. A pesquisa foi motivada pela notícia de que, a partir de 2006, o projeto Capital Cultural Brasileira (CBC), com apoio do Ministério da Cultura, escolherá um município para ocupar o posto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio é o berço das escolas de samba e a bossa nova, a cidade que reúne o maior número de museus do país e que preserva traços de distintos períodos históricos em sua arquitetura. Em outras palavras, tem um passado que o credencia como capital cultural, sem dúvida. Mas nos últimos 25 anos, o crescimento da violência urbana, a mudança da geografia da cidade - que se encastelou em condomínios fechados - e o aumento da segregação social macularam um tanto esse perfil. Para muitos, porém, o charme se mantém e a votação é mais que justificada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Outro dia, Ruy Castro me mandou um mail perguntando se eu ia à "Gafieira do Raul" - conta Moacyr Luz. - A idéia de convidar Raul de Barros para uma pequena temporada, e o fato do show ganhar um apelido na mesma hora, "Gafieira do Raul", é profundamente carioca, a cara da cultura do Rio de Janeiro. Ouvi na televisão um dia desses uma frase de Drummond, que dizia que quando se vê o amanhecer no Rio, parece que todas as coisas à nossa volta namoraram durante a madrugada toda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moacyr resume sua percepção da cidade: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Rio exige, para ser entendido, inteligência para ver sua beleza natural, o compromisso de se saber um tambor para o país e, ao mesmo tempo, o descompromisso da cerveja na porta de casa, lavando o carro em Maria da Graça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua fala, Moacyr reforça o que já tinha dito em parceria com Aldir Blanc, a clássica "Saudades da Guanabara", dos versos: "Brasil/ Tua cara ainda é o Rio de Janeiro". Outra carioca apaixonada, Mart'nália, também canta a cidade em "Pé do meu samba", que Caetano fez para ela ("Você é a Festa da Penha/ A Feira de São Cristóvão/ É a Pedra do Sal/ Você é a Intrépida Trupe,/ A Lona de Guadalupe/ Você é o Leme e o Pontal"). Sua opinião não podia ser diferente: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela é mesmo a capital cultural, por tudo que representa, pela mistura. Se não fosse a violência seria perfeito - diz a cantora, que aponta seus cartões postais: - É a Lapa, o Monobloco, a Lagoa, Vila Isabel, Cacique de Ramos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta Chacal relativiza: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A cultura do Rio é forte, mas existe hoje em estado potencial. Artistas moram na cidade, gravadoras estão aqui, mas faltam eventos, projetos - acredita. - O Rio lança as modas, as idéias, e São Paulo fatura com elas. Mas há outras cidades, como Recife, por exemplo, que têm uma vida cultural muito rica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor de teatro Claudio Botelho - parceiro de Charles Möeller em musicais de sucesso como "Ópera do malandro" e "Company", que ajudaram a definir uma cara carioca para o gênero - também vê os problemas, mas acredita que o Rio "encontra soluções criativas": &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todas as criações no Brasil na área de musicais nasceram aqui, apesar de São Paulo ter dinheiro para fazer as grandes montagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora do teatro, ele também vê a cidade com bons olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Rio tem uma vida cultural arejada, que você vê na Lapa, por exemplo. Aquela mistura de música brasileira, boemia e consumo é a cara do Rio - diz, avaliando algumas outras candidatas. - São Paulo tem mais dinheiro, as capitais nordestinas têm a tradição regional forte, e Curitiba tem uma pretensão de modernidade com a qual não simpatizo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Junior, coordenador do Grupo Cultural Afro Reggae - Ong que é uma referência internacional em trabalho sócio-educativo - faz o contraponto. Na opinião dele, o Rio de Janeiro como capital cultural do país "é uma ilusão". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Rio vive dessa ilusão de choppinho no calçadão de Ipanema, o que pode fazer sentido para o Ruy Castro, mas não para mim - provoca. - Votei em São Paulo na pesquisa. A cidade é hoje, sem dúvida, a mais importante em termos de produção e de consumo de cultura. O Sesc, por exemplo, faz coisas incríveis lá. Mas podia ter votado em Recife, Salvador ou São Luís, que têm uma produção cultural maravilhosa. Ou Belo Horizonte, de onde saíram o Grupo Corpo e o Galpão, além de ter uma vida de boteco e uma cultura afro-brasileira forte. Na verdade acho, que são várias capitais culturais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio estaria entre elas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem coisas que só o Rio produz, uma certa miscigenação. Como o cruzamento de hip hop e samba de D2, a mistura de tambores afromineiros e funk carioca da própria banda AfroReggae e mesmo o funk, a manifestação cultural mais forte da cidade - diz, antes de concluir: - Mas também tem coisas que só poderiam existir em São Paulo, como o Mano Brown. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110659038293287905?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110659038293287905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110659038293287905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/capital-da-cultura-o-globo.html' title='Capital da Cultura O GLOBO'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110666487683301486</id><published>2005-01-25T12:58:00.000-02:00</published><updated>2005-01-25T12:54:36.833-02:00</updated><title type='text'>Maestro Tom Jobim</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Tom Jobim 25/01/1927&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Aniversário Tom Jobim.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/tompiano.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;A Música do Brasil é hoje reconhecida e admirada em todo o mundo e Tom jobim participou muito para que isso se tornasse uma realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composta por Toquinho e Vinícius de Morais em homenagem ao grande maestro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chama-se "Carta ao Tom 74". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua Nascimento Silva Cento e Sete,&lt;br /&gt;Você ensinando pra Eliseth,&lt;br /&gt;As canções de "Canção do amor demais",&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra que tempo feliz,&lt;br /&gt;Ah! que saudade,&lt;br /&gt;Ipanema era só felicidade,&lt;br /&gt;Era como o amor vivesse em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa famosa garota nem sabia,&lt;br /&gt;A que ponto a cidade turvaria,&lt;br /&gt;Esse Rio de amor que se perdeu,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo a tristeza da gente era mais bela,&lt;br /&gt;E além disso se via da janela,&lt;br /&gt;Um caminho de céu e o Redentor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É meu amigo só resta uma certeza,&lt;br /&gt;É preciso acabar com essa tristeza,&lt;br /&gt;É preciso inventar de novo o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110666487683301486?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110666487683301486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110666487683301486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/maestro-tom-jobim.html' title='Maestro Tom Jobim'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110657695360527201</id><published>2005-01-24T12:29:00.000-02:00</published><updated>2005-01-24T12:29:13.606-02:00</updated><title type='text'>MARGARETH MENEZES Festival de verão de Salvador</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.arquivompb.blogspot.com/"&gt;Festival de Verão Salvador&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/margareth.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARGARETH MENEZES FECHA FESTIVAL DE VERÃO DE SALVADOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lulu Santos, Maria Rita, Roupa Nova, Timbalada e muito mais. O Festival de Verão 2005, em Salvador, foi encerrado na noite de ontem. Magareth Menezes encerrou na noite deste domingo a sétima edição do evento, realizado no Parque de Exposições. A cantora animou a platéia com os sucessos Toté de Maiangá, Dandalunda, Do Céu, do Mar e do Campo, Alegria da Cidade e Faraó. Também foram interpretadas canções de outros artistas como Maimbé, Sorte Grande (Poeira), Faraó e a nova música de trabalho, Abanaê. Numa homenagem ao samba, Magareth cantou Isso aqui o que é, É Hoje e Peço a Deus. A apresentação teve a participação do percussionista Peu Mauhay e seu grupo Pneumáticos, que toca com tambores acoplados a pneus&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110657695360527201?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110657695360527201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110657695360527201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/margareth-menezes-festival-de-vero-de.html' title='MARGARETH MENEZES Festival de verão de Salvador'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110648617938529716</id><published>2005-01-23T11:16:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T11:16:19.386-02:00</updated><title type='text'>Maria Bethânia é Maravilhosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.arquivompb.blogspot.com/"&gt;Grito de Alerta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não é pecado ouvir Bethânia é uma Tentação!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/maca.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a Maria Bethânia é maravilhosa isso todo mundo sabe,mas é possível escolher uma apenas uma canção? Acredito que não.Por isso eu vou escolher para postar aqui a música pela qual eu me apaixonei por Bethânia,sabe aquela 1º música que chama nossa atenção e depois não tem jeito ela já instalou-se no nosso coração.&lt;br /&gt;Comigo foi assim com &lt;strong&gt;Grito de Alerta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É ou não é uma música de tirar o fôlego?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonzaguinha - Grito de Alerta &lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G G7+ G7&lt;br /&gt;Primeiro você me azucrina, me entorta a cabeça&lt;br /&gt;Am&lt;br /&gt;Me bota na boca um gosto amargo de fel&lt;br /&gt;Cm &lt;br /&gt;Depois vem chorando desculpas, assim meio pedindo&lt;br /&gt;G&lt;br /&gt;Querendo ganhar um bocado de mel&lt;br /&gt;C D7 Bm&lt;br /&gt;Não vê que então eu me rasgo, engasgo, engulo&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;Reflito e estendo a mão&lt;br /&gt;Am F&lt;br /&gt;E assim nossa vida é um rio secando&lt;br /&gt;D7&lt;br /&gt;As pedras cortando e eu vou perguntando: até quando?&lt;br /&gt;G G7+ G7&lt;br /&gt;São tantas coisinhas miúdas, roendo, comendo&lt;br /&gt;Am&lt;br /&gt;Arrasando aos poucos com o nosso ideal&lt;br /&gt;Cm &lt;br /&gt;São frases perdidas num mundo de gritos e gestos&lt;br /&gt;G&lt;br /&gt;Num jogo de culpa que faz tanto mal&lt;br /&gt;C D7 Bm &lt;br /&gt;Não quero a razão pois eu sei o quanto estou errado&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;O quanto já fiz destruir&lt;br /&gt;Am F&lt;br /&gt;Só sinto no ar o momento em que o copo está cheio&lt;br /&gt;D7&lt;br /&gt;E que já não dá mais pra engolir&lt;br /&gt;C D7 Bm&lt;br /&gt;Veja bem, nosso caso é uma porta entreaberta&lt;br /&gt;Am&lt;br /&gt;Eu busquei a palavra mais certa&lt;br /&gt;D4/7 D7 Dm G7&lt;br /&gt;Vê se entende o meu grito de alerta&lt;br /&gt;C D7 Bm&lt;br /&gt;Veja bem, é o amor agitando meu coração&lt;br /&gt;Am&lt;br /&gt;Há um lado carente dizendo que sim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D4/7 D Dm G7 (C D7 G)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110648617938529716?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110648617938529716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110648617938529716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/maria-bethnia-maravilhosa.html' title='Maria Bethânia é Maravilhosa'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110648564778132731</id><published>2005-01-23T11:07:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T11:07:27.780-02:00</updated><title type='text'>Maria Rita em Salvador</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.arquivompb.blogspot.com/"&gt;Maria Rita em Savador e depois para o Mundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/mrsalvador6.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Maria Rita esteve maravilhosa em Salvador ,eu não pude ver de perto, imagine só conseguir sair de Curitiba e chegar a Salvador nesta época do ano? &lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/mrsalvador.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente se eu fosse rico! Hah aha ahhaha.&lt;br /&gt;Mas a imprensa e fãs que passaram por lá confirmam o sucesso e a receptividade do povo.Ainda mais o povo da Bahia que adora receber visitas e tem como vocação natural o turismo.Também pudera Salvador é um dos lugares mais lindos do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/mrsalvador.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vejo Maria Rita fazendo sucesso aqui ali e acolá eu penso que suas ambições são principalmente o Brasil mas também tem um lado muito forte focado no exterior.Basta ver os shows em Portugal e depois pela Europa Agora nos EUA, México ...e uma coisa é certa, para conseguir sustentar uma carreira assim é preciso abrir mão de um recurso escasso&lt;br /&gt;-O Tempo-.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/mrsalvador2.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;No mínimo é preciso que ela fique 6 meses lá fora e 6 meses por aqui para tentar consolidar uma carreira inernacional,eu digo consolidar mesmo já que a aceitação dela lá fora também é muito boa e com a ajuda dos “Grammy” as portas  abrem um pouco mais facilmente.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/mrsalvador3.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;As perguntas que não querem calar é: &lt;br /&gt;Maria Rita vai investir pesado na carreira internacional?&lt;br /&gt;Vai ficar como a Bebel Gilberto,cantora maravilhosa que direcionou sua carreira essencialmente para fora do Brasil?&lt;br /&gt;Vai conseguir equilibrar Europa e EUA com a Terra Brasilis?&lt;br /&gt;Ou vai fazer como a mãe fez ,nas palavras de Elis regina,”-Sou cantora brasileira e vou cantar no Brasil”por mais que eu ame Elis eu sei que se ela tivesse uma chance como o Tom Jobim teve de cantar com um Franc Sinatra por exemplo ela seria reconhecida não somente a maior do Brasil mas do Mundo...&lt;br /&gt;Quer dizer, é muita coisa pra se pensar e fazer.Mas eu sei que Maria Rita vai saber o que fazer e quando fizer estarei sempre do seu lado.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/mrsalvador4.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/mrsalvador5.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110648564778132731?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110648564778132731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110648564778132731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/maria-rita-em-salvador.html' title='Maria Rita em Salvador'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110641076669658248</id><published>2005-01-22T14:19:00.000-02:00</published><updated>2005-01-22T14:19:26.696-02:00</updated><title type='text'>Porque Hoje é Sábado</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.arquivompb.blogspot.com/"&gt;Dia da Criação de Vinícius de Moraes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como hoje é sábado porque não lembrar o poetinha para relaxar um pouco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento há um casamento&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um divórcio e um violamento&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um homem rico que se mata&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um incesto e uma regata&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um espetáculo de gala&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há uma mulher que apanha e cala&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um renovar-se de esperanças&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há uma profunda discordância&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um sedutor que tomba morto&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um grande espírito de porco&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há uma mulher que vira homem&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há criancinhas que não comem&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um piquenique de políticos&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um grande acréscimo de sífilis&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um ariano e uma mulata&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um tensão inusitada&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há adolescências seminuas&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um vampiro pelas ruas&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um grande aumento no consumo&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um noivo louco de ciúmes&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um garden-party na cadeia&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há uma impassível lua cheia&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há damas de todas as classes&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Umas difíceis, outras fáceis&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um beber e um dar sem conta&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há uma infeliz que vai de tonta&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um padre passeando à paisana&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há um frenesi de dar banana&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há a sensação angustiante&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;De uma mulher dentro de um homem&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há a comemoração fantástica&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Da primeira cirurgia plástica&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;E dando os trâmites por findos&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.&lt;br /&gt;Há a perspectiva do domingo&lt;br /&gt;Porque hoje...&lt;strong&gt; é sábado.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110641076669658248?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110641076669658248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110641076669658248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/porque-hoje-sbado.html' title='Porque Hoje é Sábado'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110632851780927011</id><published>2005-01-21T15:28:00.000-02:00</published><updated>2005-01-21T15:28:37.810-02:00</updated><title type='text'>Um dia qualquer</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.arquivompb.blogspot.com/"&gt;Uma tela em Branco&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/tela.bmp" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tela em branco.&lt;br /&gt;Nada pode ser tão assustador do que uma tela em branco.&lt;br /&gt;Sabe,quando o cursor do mouse fica piscando,aquela barra piscando te esperando e esperando a próxima letra...ela pisca quase num ritmo cardíaco(tum, tum, tum) e você não reage, fica ali 10 ou 20 segundos olhando pra tela com um olhar de súplica ou de cansaço e não acontece nada, não te ocorre nada?&lt;br /&gt;Pois é, tá bem assim hoje.&lt;br /&gt;Ontem foi um dia difícil para mim,mas não foi tão ruim assim foi apenas difícil.&lt;br /&gt;Contrariando a lei Murphy não deu tudo, tudo errado,foi até bom.Porque recebi&lt;br /&gt;uma notícia muito boa e uma notícia ruim,no mesmo dia, mas dane-se! Ninguém disse que viver é fácil não é mesmo?&lt;br /&gt;Este blog não tem essa linha pessoal,aliás é unicamente focado em fatos e notícias da MPB,muita gente utiliza os Blogs, e eles nasceram para este fim,  com o objetivo de fazer um diário on –line ou coisa parecida,eu acho isso muito legal,para quem tem facilidade de expressão e fica à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje tive vontade de variar,quebrar um pouquinho o ritmo o estilo.&lt;br /&gt;Já que eu estou aqui divagando e dividindo meus problemas com vocês ,que são meus amigos e amigas temos provavelmente muita coisa em comum, pelo menos o prazer de ouvir uma boa música,não é mesmo?!Quero agradecer a quantidade de  e-mails e algumas manifestações de carinho,no meu livro de visitas, que recebi devido ao &lt;strong&gt;Especial Elis Regina&lt;/strong&gt;,muito obrigado mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que apenas uma só pessoa se sentisse melhor e gostasse da homenagem eu ficaria realizado,mas foram muitos!Imagine só como estou!A Elis e muita gente neste país cheio de talentos, merecem ser lembrados,merecem todo nosso carinho.Valeu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/pensador.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110632851780927011?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110632851780927011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110632851780927011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/um-dia-qualquer.html' title='Um dia qualquer'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110623138944401370</id><published>2005-01-20T12:39:00.000-02:00</published><updated>2005-01-20T12:33:51.330-02:00</updated><title type='text'>O Acaso</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.arquivompb.blogspot.com/"&gt;O Acaso&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/labirinto.bmp" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;O Acaso.&lt;br /&gt;O acaso é realmente uma loucura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem poderia imaginar que lá na década de 50 no Rio Grande do Sul, a maior cantora do Brasil escolheria cantar porque não podia comprar um piano para continuar seus estudos,ou que a funcionária de uma companhia de lâmpadas,que se tornou um ícone da MPB,foi para a música logo após sua demissão,ela cantava no trabalho e era lindo!niguém podia fazer nada além de ouvi-la.Você poderia imaginar o senhor dos palcos o mestre Gilberto Gil trabalhando para a Gessy Lever na área administrativa?Pois é,aconteceu...Imagine se na época ele tivesse uma promoção? O que seria de nós sem Domingo no Parque?&lt;br /&gt; O que seria de nós sem Gilberto Gil cantando ao lado de Caetano nos festivais da Record?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a mocinha que substituiu Nara Leão em um show na Bahia acabou se tornando na voz mais límpida linda e perfeita do Brasil.Eu falo com meus amigos brincando que a// voz da Gal é tão perfeita que mesmo ouvindo ela em LP de vinil fica igual ao CD//&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria de nós sem a voz masculina mais linda de todas,se Milton Nascimento não fosse adotado em uma época difícil para se fazer adoções,Milton teria a chance de ser Milton?&lt;br /&gt;Histórias assim não faltam ,ao que parece a vida leva a gente  aos //trancos e barrancos// e acaba dando tudo certo.Ou quase.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110623138944401370?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110623138944401370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110623138944401370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/o-acaso.html' title='O Acaso'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110623124820361272</id><published>2005-01-20T12:27:00.000-02:00</published><updated>2005-01-20T12:27:28.203-02:00</updated><title type='text'>Maria Rita em Ipanema</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.arquivompb.blogspot.com/"&gt;Cidade maravilhosa, Garota maravilhosa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/cristo.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/mariaritacadeira.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a cidade maravilhosa recebe a paulistana Maria Rita Mariano,cantora talentosa,amor da minha vida,expoente da nova geração.&lt;br /&gt;A magia da nossa música renova-se sempre resistindo a tudo e a todos,é como se por mais que alguns não queiram amanhã o sol da nossa MPb sempre volta a brilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque amanhã será um lindo dia da mais louca alegria que se possa imaginar(Putz...será que estou plagiando o Guilherme?)Amanhã não ,hoje!&lt;br /&gt;O rio de janeiro está mais bonito(será possível?)mais feliz.O talento da Maria Rita está no ar no som na luz está em nós.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110623124820361272?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110623124820361272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110623124820361272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/maria-rita-em-ipanema.html' title='Maria Rita em Ipanema'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110614901387618589</id><published>2005-01-19T13:36:00.000-02:00</published><updated>2005-01-19T13:48:42.863-02:00</updated><title type='text'>Elis Regina Especial </title><content type='html'>&lt;a href="http://www.arquivompb.blogspot.com/"&gt;Não quero lhe falar meu grande amor...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis Regina parte 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 anos sem Elis Regina  &lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elisautografo.gif" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elis40.gif" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos e amigas.Hoje exatamente hoje, completa-se 23 anos que Elis Regina morreu.Nesta data eu tinha apenas 4 anos de idade e infelizmente não fui um contemporâneo(foi apenas 4 anos) da maior cantora de todos os tempos,mas não importa quanto mais o tempo passa, mais e mais fãs da Elis aparecem,e isso acontece porque ela foi única. &lt;br /&gt;Quando estamos distraídos ouvindo alguma coisa da MPB inevitavelmente a voz de uma gauchinha vai chamar sua atenção e você pode se perguntar:&lt;br /&gt;-Opa! Que voz é essa? Que mulher é essa? Como canta bem essa tal de Elis regina...&lt;br /&gt;Pronto mais um fã, mais um apaixonado.Não há idade para se ouvir Elis.&lt;br /&gt;E para lembrar esta data que marcou profundamente toda uma geração e uma legião de fãs eu fiz um Especial com alguns textos sobre a pimentinha,espero que gostem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Agora o braço não é mais o braço erguido num grito de gol. Agora o braço é uma linha, um traço, um rastro espelhado e brilhante. E todas as figuras são assim: desenhos de luz, agrupamentos de pontos de partículas, um quadro de impulsos, um processamento de sinais. E assim ­ - dizem - recontam a vida. Agora retiram de mim a cobertura da carne, escorrem todo o sangue, afinam os ossos em fios luminosos e aí­ estou, pelo salão, pelas casas, pelas cidades, parecida comigo. Um rascunho. Um forma nebulosa, feita de luz e sombra. Como uma estrela. Agora eu sou uma estrela." &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Elis Regina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elisvoice.gif" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 19 de Janeiro mais ou menos na hora do almoço o Brasil parou para tentar entender o que havia acontecido com Elis. Foi tudo muito rápido. No dia seguinte todos os princioais jornais do país davam a notícia que por mais difícil de acreditar e dolorosa era a mais pura verdade .Elis morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“ Perdemos Nossa Melhor Cantora”&lt;/strong&gt;  Jornal da Tarde 20/01/1982.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“ Brasil Chora Morte de Elis”&lt;/strong&gt;  A Notícia ,SC,20/01/1982.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“ O Brasil sem Elis Regina”&lt;/strong&gt; Folha de São Paulo,20/01/1982&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem poderia te esquecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Não quero lhe falar meu grande amor...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Como nossos Pais-Belchior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;What can I Say to you Bonita&lt;br /&gt;What magic words capture you(Like a soft evasive ) Mist&lt;br /&gt;You are Bonita you fly away when love is new.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Bonita-Tom Jobim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tu ris ,tu mens trop&lt;br /&gt;Tu pleures,tu meurs trop&lt;br /&gt;Tu as le tropique&lt;br /&gt;Dans le sang et sur la peau&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Joana Francesa_-Chico Buarque)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capoeira posso ensinar&lt;br /&gt;Ziquizira posso tirar&lt;br /&gt;Valentia posso emprestar&lt;br /&gt;Mas liberdade  só posso esperar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Upa Neguinho-Edu Lobo /Guarnieri)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Até a lua se arrisca num palpite&lt;br /&gt;Que o nosso amor existe &lt;br /&gt;Forte fraco alegre ou triste&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Madalena-Ivan Lins/Ronaldo Sousa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha dor é perceber &lt;br /&gt;que apesar de termos feito tudo tudo o que fizemos&lt;br /&gt;Ainda somos os mesmos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não...&lt;br /&gt;...Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Como nossos Pais-Belchior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qua quara qua qua quem riu...&lt;br /&gt;Qua quara qua qua fui eu....&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Vou deitar e Rolar-Baden/Paulo Pinheiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu quero uma casa no campo &lt;br /&gt;Onde eu possa ficar do tamanho da paz&lt;br /&gt;E tenha somente a certeza do limites do corpo e nada mais....&lt;br /&gt;Onde eu possa plantar meu amigos meus discos e livros e nada mais...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Casa no Campo-Rodrix/Tavito)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E quando eu sinto que teus braços se cruzaram em minhas costas &lt;br /&gt;Desaparecem as palavras outros sons enchendo o espaço &lt;br /&gt;Você me abraça a noite passa &lt;br /&gt;Me deixas Louca....&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Me deixas Louca-Manzanero/versão: Paulo Coelho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dei pra mal dizer o nosso lar&lt;br /&gt;Pra sujar teu nome &lt;br /&gt;Te humilhar e me vingar a qualquer preço&lt;br /&gt;Te adorando pelo avesso&lt;br /&gt;Pra mostrar que ainda sou tua&lt;br /&gt;Até provar que ainda sou tua...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Atrás da Porta-Chico Buarque/Hime)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas é preciso ter força é preciso ter raça é preciso ter gana sempre&lt;br /&gt;Quem trás no corpo a marca Maria Maria mistura a dor alegria.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Maria Maria- Nascimento/Brant) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Laia ladaia sabadana ave maria (2x)&lt;br /&gt;Se é praga ou oração ,mil vezes cantarei&lt;br /&gt;Laia ladaia sabadana ave maria (2x)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Reza –Edu Lobo/Guerra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; De tardezinha essa menina se namora&lt;br /&gt;Se enfeita se decora&lt;br /&gt;Sabe tudo não faz mal&lt;br /&gt;Ah,como essa coisa é tão bonita,ser cantora ser artista&lt;br /&gt; Isso tudo é muito bom.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Essa Mulher-Joyce/Ana Terra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil&lt;br /&gt;Mas sei que uma dor assim pungente&lt;br /&gt;Não há de ser inultilmente a esperança .&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(O Bêbado e a Equilibrista-Bosco/Blanc)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Ponta de areia ponto final&lt;br /&gt;Da Bahia –Minas estrada natural&lt;br /&gt;Que ligava Minas ao porto ao mar&lt;br /&gt;Caminho de ferro mandaram arrancar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Ponta de Areia-Nascimento/Brant)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu hein Rosa se manca segura essa banca de escrupulosa&lt;br /&gt;Eu hein Rosa o meu jogo é na retranca área muito perigosa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Eu Hein Rosa-João Nogueira/Paulo Pinheiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A alma é um céu&lt;br /&gt;O coração uma lua&lt;br /&gt;Você é uma estrela&lt;br /&gt;Nessa paisagem noturna&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Viveiros&lt;br /&gt;Minha homenagem a Elis Regina nas palavras do poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depoimentos do meio artístico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista "Amiga TV-Tudo", de 1982&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;                   Desde cedo, ao ganhar seu piano de brinquedo, a menina pobre de Porto Alegre (Rio Grande do Sul) mostrou suas aptidões musicais. Adorava cantar sorrindo com os olhos pequenos e estrábicos fechados, como que para se entregar mais a música. A exceção de sua mãe e da avó, os demais parentes foram contra a escolha de Elis pela carreira artística. Uma de suas tias, preconceituosa, não se conformava de vê-la no programa "O Fino da Bossa" abraçando o "crioulo" Jair Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elisejair.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Elis Regina teve força para vencer os obstáculos familiares e sociais. Aos 12 anos, já cantava como crooner em bailes, contrariando sua tia e a professora de francês que dizia que ela não era digna de freqüentar uma sala de aula, ao lado de meninas de família. Como resposta à comparação que a professora fizera, entre cantora e prostituta, Elis usou de sua significativa força, dando-lhe um bofetão. A fama de agressiva e temperamental sempre a acompanhou, embora ela provasse várias vezes ser sensível. Foram inúmeros bailes, até que surgiu um convite para gravar na Continental. Em 1965, Elis ganhou de Edu Lobo e Vinícius de Moraes (que a batizou de "Pimentinha") a música "Arrastão" e de Francis Hime e Rui Guerra "Por Um Amor Maior", defendida no 1º Festival de Música Popular Brasileira, na TV Excelsior. Vencedora com Arrastão, inaugurou uma nova postura cênica, mexendo com os braços desordenadamente e gingando o corpo.&lt;br /&gt;Elis com Jair Rodrigues: O FINO DA BOSSA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Elis passou a comandar, na TV Record, o programa "O Fino da Bossa", um marco na história da música popular brasileira. Durante quatro anos, o programa foi êxito de audiência mas, com o surgimento da Jovem Guarda de Roberto Carlos, viu seus índices caírem. Criou-se, então, uma rivalidade entre os gêneros musicais. Em seguida, comandou o programa "Frente Única", onde se apresentavam os antigos companheiros de O Fino: Chico, Vandré, Caetano, Gil, Rodrigues, Edu Lobo, entre outros. Findo o programa, Elis e Jair fizeram, durante alguns meses, o "Dois na Bossa", na TV Excelsior. Depois, decidiu que não seria mais cantora de televisão "que somente funcionasse num programa". Esta fase se encerrou com o lançamento do disco Dois na Bossa-3 que marcava o fim da dupla Elis e Jair. O próximo disco da cantora trazia várias músicas de Edu Lobo, a quem ela dedicou o trabalho e este passou a ser seu compositor preferido. Seguiu-se a época do Tropicalismo e o brado de Elis contra as guitarras elétricas ainda soava na frase "mais que nunca é preciso cantar o que é nosso". De início, obviamente. Elis não aceitou o movimento que Caetano e Gil fundaram. Mais tarde, declarou: "Eles estavam mexendo muito com minha cabeça e eu caí na arapuca. Caetano é o maior poeta vivo da música popular brasileira." Elis passou então, junto com Gal Costa, a ser uma das maiores defensoras da música e poesia dos baianos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis e os anos de Chumbo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Em 75, a cantora passou a ter posição política definida e num quadro do show fazia uma alusão ao fato que, até então, todos desconheciam: seu envolvimento com o Exército. Elis tinha-se recusado a fazer um comercial sobre as duzentas milhas brasileiras e foi obrigada a fazer uma propaganda sobre a Semana da Pátria. " - Fui interrogada e senti que eles haviam vasculhado minha vida. Tive a maior sensação de impotência da minha vida, mas eles sentiram que eu estava tão de babaca no pedaço e resolveram me soltar. Senti a fraqueza de ser um ser popular na carne. Então, quando eu vejo show para fundo de greve, eu primeiro investigo. Se tiver patrão no lance eu não vou. Show do tipo do 1º de Maio do Riocentro que ninguém vê para onde vai o dinheiro, eu não participo. Eu sou do tempo em que se armava um palco num pátio de fábrica e se cantava. E é o pátio da fábrica que eu quero e gosto." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/eliscotovelo.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A partir de Falso Brilhante, todos os shows, à exceção de Essa Mulher (de 79), tinham posicionamento político. Transversal do Tempo, em 79, cuja idéia nasceu de um engarrafamento no trânsito paulista, quando a cantora estava grávida de Maria Rita, contava nos cenários, repertório e figurinos um pouco da história do pais nos últimos tempos. Entretanto, foi com Saudades do Brasil, encenado em 80, que Elis, com vários bailarinos, mal-vestidos, como todos os brasileiros, contava a trajetória de nosso povo. "O Brasil efeito de pessoas feias, mal-vestidas e mal-alimentadas. Se o cara vai no show e se assusta é porque está se vendo no espelho. Este é um anti-show por excelência. Colocamos anúncio no jornal e as pessoas, que não são bailarinos profissionais, se apresentaram. Assim aconteceu com os músicos. Todos são filhos de operários do ABC. Gente que nunca teve a oportunidade de subir ao palco." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em seu último espetáculo, O Trem Azul, que percorreu o Brasil no ano de 1981, ela já abandonara seus ideais políticos e a vontade de redescobrir sua origem proletária. Num disco e show alegre em que dançava e imitava Renato Aragão, Baby Consuelo, Cid Moreira, ela mostrava estar de bem com a vida, inaugurando o deboche e a sátira no palco. "Amo viver. Viver é lindo. Nos últimos anos compliquei demais minha vida afetiva. Quero tirar as coisa ruins que absorvi. Me purifico com a música e cantar é o que gosto e sei fazer. E o que sempre propus." (Marco Muylaert) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher de temperamento forte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O último show ao vivo de Elis Regina foi Trem Azul, no Anhembi (São Paulo), no final de 1981. Como sempre, a cantora, em sua carreira de mais de 20 anos, extasiou o público, arrancando comentários como. "Depois dela ninguém mais devia pisar neste palco" ou "Ouvi Elis cantar, já posso morrer". Elis morre deixando a marca de suas atuações. Cada apresentação sua em rádio, TV ou no palco fica na lembrança. O seu ar empinado faz a gente recordar seu início de carreira em São Paulo, quando no auge do Fino da Bossa, Elis Regina já ganhava o apelido de "Pimentinha". Nunca admitiu que se pisasse nos seus calos, e não escolheu armas contra aqueles que desejavam destruí-la. Brigou, sim; brigou muito. Mas enfrentava os inimigos. Não poupou críticas a Cláudia e Claudete Soares, na mesma época do Fino da Bossa, na TV Record. Na mesma emissora, onde fazia um especial sob o comando do primeiro marido, Ronaldo Bôscoli, Elis, simplesmente dizendo-se cansada, se recusou a posar para o fotógrafo do jornal Última Hora de São Paulo, que inauguraria com Elis, vestindo um costume idealizado pelo costureiro Denner, a nova fase colorida do periódico. Outro episódio que bem caracterizava seu temperamento irascível se registrou no auditório do Clube Círculo Militar, quando um expectador lhe dirigiu um gracejo que envolvia seu atual marido, César Camargo Mariano. Desorientada, ela atirou o microfone ao chão, que acabou atingindo levemente um espectador sentado na primeira fila. Houve muita confusão e Elis, seus músicos e o marido tiveram que sair do local quase escoltados. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ELA TINHA CERTEZA QUE IA CONQUISTAR O RIO" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista Renato Sergio escreveu seu primeiro show e conta aqui todos os detalhes da estréia na noite carioca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Um dia isso tudo vai ser meu! O braço esticado, o dedo em riste riscavam o horizonte do Clube Marimbás ao morro do Leme, num gesto lento, numa panorâmica cinematográfica, da direita para a esquerda. Estávamos - Elis e eu - sentados na parte de dentro (era inverno no Rio e a noite estava fria para se ficar no terraço) de um bar-restaurante chamado Alcazar, no Posto 6 de uma Copacabana de 1963 ainda não aterrada. Ela tinha saldo de um dos poucos ensaios para um show com Simonal, que nunca chegou a ir à cena, no antigo Teatrinho de Bolso da Praça General Osório (onde depois existiu a boate Privé), numa Ipanema bucólica que não volta mais. Eu era editor de um noticiário chamado Telejornal Pirelli, que ia ao ar todos os dias às 15 para as oito da noite, menos aos domingos, lido pelo Léo Batista, com comentários do Heron Domingues. Mas, como sou um músico frustrado, compensava minhas carências melódicas participando das equipes de alguns programas musicais da velha TV Rio, naquele tempo campeã de audiência (as outras eram a TV Tupi e a TV Continental). Escrevia os scripts de um programa chamado Garçon Garante o Espetáculo, apresentado pela cantora Marlene, devidamente maquilada por um moço chamado Astolpho, depois transformado em Rogéria, o travesti. Também escrevia as falas de outro moço que começava a aparecer na televisão, aos sábados à tarde (com um Tremendão e uma Ternurinha) chamado Roberto Carlos. Enfim, eu participava, como podia, de tudo que pintava, em letra e música. Por isso estava ali, naquele bar, vendo e ouvindo, para nunca mais esquecer, o gesto e as sete palavras que mais me impressionaram em toda a minha vida, pela certeza absoluta que expressavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um dia isso tudo vai ser meu!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A gente tinha caminhado - me lembro bem do termo caminhar, meio curioso para um paulista que havia chegado ao Rio quatro ou cinco anos antes - da Praça General Osório até o Posto 6, a pé. Elis falando, falando, falando, entre longos silêncios. "Estranha, essa menina" - eu pensei. Na verdade estava fascinado diante de uma personalidade tão forte, principalmente - sorry, Jane Fonda - numa mulher. Ela falante, eu fascinado, íamos. E ela repetiu, pela terceira vez: "Um dia Isso tudo vai ser meu!" Um dia, eu estava na redação do telejornal, quando um amigo, Roberto Jorge, filho da atriz Gracinda Freire, veio me convidar para fazer um show com uma cantora fantástica, que havia topado a parada. Era Elis (que todo o mundo só chamava de Elis, até hoje não sei por quê). A proposta do Roberto era de fazermos juntos, eu escrevendo o script e ele dirigindo, nós dois produzindo. Era um desafio. Porque era no Bottle's, um barzinho do Beco das Garrafas onde tinha nascido a bossa nova, numa etapa posterior às reuniões da casa de Nara Leão. Segundo Roberto Jorge, o dono não acreditava muito na coisa, nem conhecia a moça, mas ia arriscar. Seu nome: Alberico Campana (hoje, um dos sócios da badalada Churrascaria Leblon), um italiano responsável por muita gente boa que anda por aí na música popular brasileira. Topei. Pela frase. Roberto e eu fomos até a Florentina, para conversar sobre o show, como é que podia ser feito. Bebemos mais do que tratamos do show. Só no dia seguinte é que me veio a idéia, relendo papéis velhos: eu tinha escrito um show para o Tamba Trio de Luizinho Eça, Hêlcio Milito e Bebeto. Estava tudo ali. E inédito, porque era a primeira vez que textos e poesias brasileiros entrariam na noite, entremeados de canções, tudo interligado. Rescrevi, no ato. E começamos a visitar o Beco, todas as noites, para ela conhecer e ficar conhecida. Parecia uma garotinha diante dos presentes de uma árvore de Natal. Não conseguia se encostar na cadeira, de tão envolvida pelo que via e ouvia. O baterista Edson Maluco Machado, especialmente, a alucinava. A canja era uma instituição local: tocar por tocar, pelo prazer de fazer música, porque o dinheiro era pouco (ou nenhum). E todos davam canja, de Sérgio Mendes, sem barba e sem dólares, a Jorge Ben, ainda Jorge Babulina; de Marcos Vale a Edu Lobo, ainda "o filho do Fernando Lobo". O Quarteto em Cy estava fazendo o show do Bottle's, com as Cynaras e Cybeles originais, recém-chegadas da Bahia, bem antes dos Caetanos e Gaís da vida. João Gilberto era o deus de todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Elis morava na Rua Barata Ribeiro, 200, num apartamento que, da porta de entrada, já se via tudo. Ela, a mãe, o pai, o irmão menor, e todos os gaúchos desgarrados que chegavam ao Rio sem pousada certa ou sem verba para se abrigar melhor enquanto as coisas não melhoravam. Seu pai - nunca soube o nome dele - era o sujeito mais calado que eu tinha visto até então: só fazia fumar. E muito. Era um cigarro que ficava pendurado no canto da boca e não cheirava lá muito bem. Um homem muito estranho. Tão estranho, que só deixava a filha, Elis, sair comigo. Com outros, ele ia junto. Acho que era porque meus cabelos já estavam começando a embranquecer, sei lá. Ou porque o gauchão era trilegal e eu não sabia. Lembro dela, rindo, muito, porque não conseguia abrir a porta do apartamento. Mais de duas da madrugada, nós dois de volta de nova noitada no Beco, vendo e ouvindo os monstros (grandes que estavam nascendo por lá). Eu, responsável pela sorte da moça, cavalheiro, aguardando que ela entrasse para dormir. E ela não conseguindo entrar, porque havia um hóspede deitado bem na frente da porta. A lotação do apartamento estava mais do que esgotada. Começaram, por fim, os ensaios daquele que seria o seu primeiro show na noite. O Bottle's não tinha mais do que 40 metros quadrados, um balcão mínimo e um palco (palco?) pouquinha coisa maior. Ao piano, Salvador, um crioulo maravilhoso, recém-chegado de São Paulo e sonhando com Nova Iorque, onde hoje é famoso e prestigiado, como Dom Salvador. Na bateria, Do Um Romão, então marido de Flora Purim (da qual todos os músicos do Beco fugiam, na hora em que ela queria dar canja, cantando; todos a achavam desafinadissima, inclusive eu), hoje em Los Angeles e Nova Iorque, depois de tocar com o Sérgio Mendes, já famoso; no baixo, acústico, enorme, Gusmão, agora meio desaparecido. As falas, entre uma música e outra, corriam por conta de Íris Lettieri, a inconfundível voz que anuncia chegadas e partidas no Aeroporto Internacional do Galeão. Cada ensaio era como se fosse uma estréia: pra valer. Ela dava tudo de si, sempre. Era a primeira a chegar, a última a sair. E queria começar o pocket-show (era assim que a gente chamava os espetáculos do Beco, que eram shows-de-bolso, na verdade) com The Lady is a tramp. Foi duro convencê-la de que era melhor começar com uma música brasileira, apesar de sua belíssima pronúncia cantando em inglês. Foi quando Edu, ainda Eduardo Lobo, tímido e candidato a namoradinho, freqüentador assíduo dos ensaios, compôs, a pedido nosso, uma música para abertura. Silvio César fez outra, para encerrar. O nome era uma gíria local: Sosifor (corruptela de "Só se for agora"). Na véspera da estréia, Lennie Dale, que tinha um show no vizinho Little Club, veio ajudá-la no comportamento cênico: daí nasceram aqueles movimentos de braço, depois, sua marca registrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Estréia. Casa cheia. O que significava 80 pessoas. Superlotação, de Maracanã em dia de Flamengo e Vasco disputando campeonato carioca, para o minúsculo Bottle's. Jorge Babulina Ben e Zê Kéti sentados no chão. Gente por todo lado. Espiões dos outros dois bares do Beco, firmes e fortes. De repente, quem entra? O fiscal do Juizado de Menores. E Elis só faria 18 anos meses depois. Escondemos Elis no sótão do Bottle's onde mal cabia uma dúzia de garrafas. Ela coube, sabe lá Deus como. Ficou quase uma hora lá em cima; cá embaixo, nós, argumentando com o tal fiscal. Me lembro, era um gordo e de cabelo cortado recruta do Exército. Como já era o país do "vamos dar um jeitinho", jeitinho foi dado. Sob a promessa de que, no dia seguinte, a permissão paterna estaria transformada em documento. Não entrou nem um tostão no lance, juro (pelo menos do meu bolso). Luzes apagadas, começa o espetáculo. Delírio. As luzes, sobre os músicos e sobre ela, eram na base da lanterna, dessas de pilha e tudo, nas mãos dos garçons da casa. Roberto Jorge fumava: eu bebia. Ela cantava (e como cantava!); íris falava (e como falava !. Era música e poesia. Muitas palmas, muitas.Assim  foi. Mais ou menos duas semanas depois, a casa cheia (dias antes Heron Domingues tinha ido assisti-la e chorou de emoção; nunca tinha ouvido uma voz tão comovente, logo ele, de voz tão comovedora) e nada de Elis chegar. Eu e Roberto Jorge, Alberico e Salvador, Do Um e Gusmão e todo mundo nervoso, sem saber o que tinha acontecido. De repente, o telefone. Era ela. De São Paulo, dizendo que não tinha teto e não podia voltar para fazer o show daquela noite. Eu olhei pro Roberto, ele pra mim. Tinha teto pro Simonal, pro Jorge Ben, pro Sérgio Mendes, pro Marcos Vale, tinha teto para todos, menos para ela. Qualé? Não teve show. Naquela mesma noite, eu e Roberto Jorge começamos a bolar um novo show, pra quando ela chegasse de São Paulo (quando tivesse teto para ela)já visse outro cartaz na porta. Tinha. Leny Andrade, Raulzinho do trombone-de-piston (hoje com seis ele-pés gravados nos Estados Unidos, como solista principal, com o nome de Raul de Souza), Antônio Adolfo ao piano, um Monjardim primo da Maísa no baixo elétrico e não me lembro mais quem, na bateria. E duas tumbadoras: Jorginho Arena e Rubens Bassini (que foi para os Estados Unidos com Sérgio Mendes e está por lá até hoje). Na porta o cartaz anunciava: Tamosai (corruptela do nome da música que abria e encerrava o show: Estamos Aí). Elis chegou. Não deu uma palavra. Virou as costas e foi-se. Uma semana depois era nossa concorrente, fazendo um show no Little Club, agora com Miéle e Bôscoli, Lennie Dale, Luiz Carlos Vinhas e tal. Nós, de Leny Andrade &amp; Cia. Nunca mais Elis falou comigo. Diziam até que ela daria entrevista para qualquer jornalista brasileiro, menos pra mim. Vieram me dizer Isso. Depois, soube que disseram a ela que eu entrevistaria qualquer pessoa, menos ela. Mentiras. Nem ela nem eu estávamos preocupados com uma briga que não houve. Apenas eu tinha achado que ela deveria ter sido sincera e contar a verdade - talvez algum show de última hora, dinheiro vivo, em São Paulo - naquela tal noite que "não tinha teto". E ela, enfurecida com a solução que eu e Roberto tínhamos dado, exatamente para enfurecê-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Não nos falamos exatamente durante 17 anos (também não nos cruzamos, em lugar nenhum, durante todo esse tempo). Até que ela veio mostrar, no Canecão, um dos seus mais perfeitos espetáculos: Saudade do Brasil. Uma coisa altissimamente profissional e comovente. Fui à estréia e me arrepiei. Dias depois, voltei. Minha mulher me intimou: "Vamos falar com ela?" Disse que não ia, que era a última coisa que eu faria na vida. Mas fui. Camarim dela. Minha mulher, eu, e poucas pessoas. na salinha de espera, branca e bonita. Quando Elis saiu, minha mulher foi a ela, falou qualquer coisa. Elis olhou para mim, um para o outro, e veio o abraço, demorado, apertado, chorado. Parecia filme mexicano da Peimex. Ou novela da Glória Magadan. Mas eram apenas duas pessoas que, por contingências, quase imposições da vida, tinham deixado de se falar, de se enriquecer mutuamente, durante tanto tempo. Chorei, e mostrei os olhos, vermelhos, para ela. E me lembrei do dia da estréia do seu primeiro show na noite carioca, aquele já narrado, do Bottle's: eram 10 da noite, Elis passando a mão sobre a cabeça de meu filho Renato, no berço, com meses de idade (hoje ele é universitário), para dar sorte (e deu), antes de enfrentar as feras. Com maquilagem emprestada lá de casa, então na Rua Canning, 22, eu inquilino do Fernando Sabino. E me lembrei também daquela outra noite, anterior, a do Alcazar. O tal dia em que tudo seria seu tinha chegado. Mas ela não parecia uma pessoa feliz. De uma entrevista que fizemos então, guardei uma frase que pode ser repetida como um retrato dessa mulher maravilhosa: "E mais provável me encontrar na cozinha do que numa chaise-longue fazendo cara de Barbara Strelsand." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis era assim., &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis Regina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elishermeto.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Entrevista concedida a Veja(25/10/1978), a Regina Echeverria, durante a temporada do show Transversal do Tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja — Como foi que sua experiência no engarrafamento se transformou num espetáculo?&lt;br /&gt;ELIS — Eu tinha um contrato assinado com o Teatro Leopoldina em Porto Alegre. E, entre fazer um recital, um concerto simplesmente, preferi chamar algumas pessoas para dirigir, iluminar e coisas do tipo. Aí foram surgindo idéias. Aquele engarrafamento me deixou uma impressão muita forte, principalmente porque eu estava grávida e me senti indefesa naquela hora. Tinha helicópteros de um lado, cavalos de outro, gente correndo por todos os lados. E eu estava ali, sem ter escolhido isso. Estava fechada dentro de um táxi, com medo, sem poder falar com o chofer, porque você nunca sabe com quem você anda, e o Ubaldo tomou conta de mim. A analogia veio depois, porque na hora você faz a fotografia, a ampliação vem depois. Quer dizer, assisti, ao vivo, a falta de respeito que está solta pelo ar. A falta de respeito existe para com o rio, a pessoa, a árvore, o passarinho. Esse desrespeito, na verdade, criou uma situação de impasse. Você sabe que o sinal de trânsito só vai ser aberto quando o guarda resolver abrir. Enquanto isso, você está dentro de um táxi e tudo acontecendo. Você imagina saídas, mas o sinal não abriu, o que podemos fazer? Ficamos sentados dentro de um táxi, numa transversal do tempo, esperando. Não te perguntam nada, não te pedem opinião.&lt;br /&gt;* "Transversal do Tempo" estreou em Porto Alegre, seguindo depois para Lisboa, Roma, Milão, Paris, Barcelona, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Curitiba. Roteiro e direção: Maurício Tapajós e Aldir Blanc. Cenários e figurinos: Melo Menezes. Direção musical: César Camargo Mariano.&lt;br /&gt;Veja — Isso tudo está jogado no espetáculo?&lt;br /&gt;ELIS — Está dentro do espetáculo. A angústia, a claustrofobia e também as várias fugas. A alienação que pode vir através dos embalos de qualquer dia da semana. Na realidade, não é um espetáculo feito para dançar. Alerto que os bailantes se sentirão muito agredidos, portanto não me cobrem. Se quiserem assistir, já estou avisando antes. Também não estou dizendo que todo espetáculo deva ser assim e também não quero dizer que todos os outros farei desta forma. Mas eu peço desculpas, usando as palavras do Vitor Martins: "Me perdoem, os dias são assim". A partir do momento em que resolvi que minha arte deve ter ligação com a realidade em que vivo, mínima que seja, lamento imensamente a cara amarrada, a falta de espaço, a falta de amigos. Também não fui preparada para isso, é o que me está sendo dado para digerir. Gostaria que fosse diferente. Mas também, como a maioria das pessoas, estou esperando o guarda acionar a mudança de cor no sinal. Enquanto isso, eu canto um sinal de alerta.&lt;br /&gt;Veja — Esse sinal de alerta pretende exatamente o quê?&lt;br /&gt;ELIS — Mostrar o momento político de impasse em que vivemos e o resultado dos momentos políticos que nos trouxeram a esse impasse. O partido político com o qual você conta para ser de oposição arregla e 41 saem da sala, se escondem debaixo do tapete ou no banheiro, só pode ser. Isso é uma porcaria quando você está nas portas do 15 de novembro e tem que votar nesse partido de novo. Agora, vai votar no outro? Não, vota nesse e continua tudo na mesma. Esse é o impasse, a falta de escolha, a falta de espaço, de ar, de confiança, de relaxo.&lt;br /&gt;Veja — Você acha que depois do "Falso Brilhante" não havia condições de apresentar um simples recital?&lt;br /&gt;ELIS — O artista não pode aceitar, em hipótese alguma, a rotulação de fora para dentro, quer dizer, toda e qualquer ação de cima para baixo tem que ser, imagino, rechaçada. Eu não posso, de nenhuma maneira, me sentir coagida. Porque, se eu começar a aceitar esse tipo de imposição de fora para dentro, eu estarei aceitando o rolo compressor. E me parece que várias áreas da nossa sociedade brigam hoje em dia, justamente, para não aceitar o rolo compressor.&lt;br /&gt;Veja — Estaria aí a explicação para as diversas fases de sua carreira?&lt;br /&gt;ELIS — Acho que sim. E também explica a precipitação de uma série de pessoas que não permitem ao ser humano desenvolver-se naturalmente. Existe uma série de lacunas que precisam ser preenchidas. Então, quem tiver disponibilidade para carregar o fardo, vai ser usado, na medida em que ele deixa ser usado. Eu falo isso porque quando pintei tinha 20 anos e sequer quiseram me permitir, num determinado momento, fazer as estripulias normais de uma adolescente. Já começaram jogando nas minhas costas uma sobrecarga violentíssima, que talvez eu tivesse condições de arcar com ela agora, aos 33. Foi uma violência, mas se foi cometida, eu permiti. No final das contas, uma mão lava a outra. E as diversas fases pelas quais fui passando determinaram-se, evidentemente, por um processo de amadurecimento e também por sufocos momentâneos. Parti do princípio de que uma cabeça conturbada não consegue organizar atos lúcidos. Então, acho que agindo, agitando, sentindo capacidade para desenvolver, criar, retomar e iniciar uma série de coisas, não é possível fazer julgamentos. Julgar uma pessoa de 33 anos chega mais ou menos na raia do ridículo. Eu ouvi pessoas dizendo que o Chico Buarque já era, quando ele tinha 25 anos de idade. A verdade é que, naquele momento, o que interessava era outro tipo de manifestação musical que estava pintando no país. E, no entanto, temos aí o Chico Buarque quase entronizado, a figura de nosso segundo patriarca.&lt;br /&gt;Veja — Em termos de postura artística, de escolha de repertório, no que exatamente o tal rolo compressor chegou a você?&lt;br /&gt;ELIS — Teve uma fase infantil, ou juvenil, eminentemente romântica. Foi quando cheguei ao Rio de Janeiro e comecei a cantar músicas que se pareciam muito com o que eu ouvia na aula do professor Jorge, o zorro vingador dos meus 18 anos. E, como toda pessoa que está saindo da escola, não participando de nada efetivamente, não lançando profundidade em nada, acaba se tornando superficial. Eu achava que era correto porque assim eu tinha ouvido e batia com meu conceito de justiça. Mas era muito romântico.&lt;br /&gt;Veja — Foi uma fase mais emotiva do que verdadeira.&lt;br /&gt;ELIS — Exato. Depois, evidentemente entrou uma coisa que me chamou muita a atenção, que foi a paixão pelo som da minha voz. Quer dizer, uma pessoa estrábica, baixinha, gordinha, pobre, tudo ao contrário, de repente vira a cinderela. E cinderela mesmo, com abóbora à meia-noite e fada madrinha — que era a TV Record, o "Fino da Bossa". Mas as pessoas não dão tempo nem desculpam a infantilidade. Isso realmente é uma pobreza. Eu me vi, de uma hora para outra, na sala com o príncipe e podia até ser que o sapatinho de cristal coubesse no meu pé. E uma certa bronca que tenho é que não me deram nem tempo para curtir este barato. Começou uma polêmica em torno de minha pessoa com falatórios sobre coisas que eu realmente tinha feito e outras que diziam que eu havia feito. E então confundiu, embolou o meio de campo e até organizar tudo de novo demorou uns cinco, seis anos. Se a pressão não fosse tão forte, talvez eu tivesse passado por essa fase não cinco anos, mas um ano e meio.&lt;br /&gt;Veja — No final das contas, a sua fase de deslumbre durou mais do que devia?&lt;br /&gt;ELIS — As pessoas muito jovens, quando se sentem pressionadas demais, parece que fazem questão de reincidir no erro, para mostrar que elas é que estão certas. E foi assim não só com a minha carreira, mas com minha vida pessoal também. Até que eu fiquei grande, virei mãe, cresci. Já não tinha mais mãe, eu era a mãe. Aí voltei a me dar o direito de administrar minha vida e fazer dela o que bem entendesse, desde dormir com quem quisesse até trabalhar com quem resolvesse. E até mais recentemente eu me mandar profissionalmente, eu ser meu próprio patrão. Acho que esse processo, mesmo lento, é uma chance que deveria ser dada a toda e qualquer pessoa. Porque, afinal, quem não deu as suas mancadas?&lt;br /&gt;Veja — Você considera um erro, então, a sua fase perfeccionista, quando muitos te acusavam de ser uma cantora técnica e fria?&lt;br /&gt;ELIS — Durante um certo tempo eu achava que havia um certo exagero por parte das pessoas. De uns tempos para cá — inclusive por causa da constante reafirmação dessa fase tecnicista —, eu fui dar uma ouvida nos discos que gravei nessa época. Era uma questão de me confrontar comigo mesma e saber onde estava a sementinha que gerou tudo. Confesso que 80% do que fiz, eu refaria de uma forma completamente diversa.&lt;br /&gt;Não sei se estava errado porque eu estava errada, ou porque hoje estou completamente diferente, minha cabeça mudou estupidamente de dois anos para cá. Objetivamente, acho que a crítica existe e não é infundada. Agora, o que determinou, eu também não estou mais a fim de saber, porque estou vivendo em 1978 e faz muito tempo que chutei a análise para escanteio.&lt;br /&gt;Veja — Não seria, no caso, uma supervalorização da técnica de cantar, de se apresentar, onde a sua antiga emoção deixou de existir?&lt;br /&gt;ELIS — Talvez a emoção estivesse motivo. Talvez, se ela saísse, seria algo tão massacrante para mim que a saída foi correr, fugir da raia. Agora, técnica de cantar eu tenho e vou morrer tendo. Hoje talvez eu esteja muito mais tranqüila em relação ao passado e mesmo ao presente, para poder até controlar o grau de emoção que posso soltar, para não me machucar. Você não pode ser uma Joana D’Arc todos os dias porque acaba realmente queimada. O que consegui com o tempo foi não bloquear a emoção, deixar que ela venha, mas não ser a Joana D’Arc, não ter pena de mim. Eu sou uma profissional, quando estou no palco represento de verdade, mas sei que estou apenas representando. Quem me ensinou isso foi o Ademar Guerra, ele explicou até onde podemos ir para chegar na emoção e o que fazer para que a emoção continue presente diariamente. Mas que você tenha consciência de que está representando e não se mate todos os dias. Todo mundo precisa de técnicas para viver. O que tenho na garganta é um instrumento. Se o pianista precisa estudar anos a fio para executar seu instrumento, por que eu não tenho que estudar também para usar minha garganta, ou saber usar o microfone que é o meu instrumento auxiliar, que amplia minha voz?&lt;br /&gt;O problema é que existe muita fantasia em torno da minha profissão. É muito paetê, muita lantejoula, mas no fundo esse é o verdadeiro falso brilhante. É mentira tudo o que cerca a minha atividade. Eu como igual a todo mundo, durmo, gosto de ser elogiada, quando sou criticada fico ressentida, mas vou procurar depois saber o que aconteceu. Só que eu dou capa de revista e outros não dão. &lt;br /&gt;Veja — Essa guinada na sua vida, há dois anos, se explica no espetáculo "Falso Brilhante"?&lt;br /&gt;ELIS — Não, o "Falso Brilhante" foi a eclosão de uma guinada que começou há seis anos. Foi mais ou menos como um quebra-cabeças, juntando pecinhas. E o problema todo era reconstruir esse quebra-cabeças. A conclusão foi enfim o espetáculo, mas também não foi uma explosão para ser aquela e acabar. Estou dizendo que estou viva, quero fazer minhas coisas, continuar não aceitando a rotulação de fora para dentro, de cima para baixo. E vou continuar a vida inteira de camicaze por uma questão de temperamento. É isso que me faz ficar de pé, me instiga, me põe em questionamento eternamente.&lt;br /&gt;Veja — Esse seu comportamento está colocado em "Transversal do Tempo" e tem recebido algumas críticas. Chegaram a dizer que o show tem um tom panfletário.&lt;br /&gt;ELIS — Panfletário porque o dom da contestação é propriedade privada de uns três ou quatro no país. Disseram também que o show falava de coisas passadas, que aconteceram em 1968. Agora, eu não tenho culpa se essa pessoa está vivendo num bairro em que não acontecem coisas que estão acontecendo no meu. Estou vendo. Vi no Recife, em Belo Horizonte, Salvador, Curitiba. Será então que só eu estou vendo? Então os jornais estão mentindo todos as dias. O que você pode discutir é a necessidade ou não de uma pessoa fazer um espetáculo desse tipo. Aí eu pergunto: dá licença de eu achar que sim? Eu sou assim, não fui sempre, fiquei. Azar o meu. Agora, otimista eu continuo sempre.&lt;br /&gt;Veja — Foi a propósito desta postura que se acabou ressuscitando o fato de você ter se apresentado nas Olimpíadas do Exército em 1969.&lt;br /&gt;ELIS — Eu cantei nessas Olimpíadas e o pessoal da Globo todo também participou. Todos foram obrigados a fazer. E você vai dizer que não? Eu tinha exemplos muito recentes de pessoas que disseram não e se lascaram, então eu disse sim. Quando apareceu isso eu procurei o Aldir Blanc e disse: "Poxa, que sacanagem". E ele falou: "Você cedeu como cederam os 90 milhões". Agora, é fácil acusar. Quero saber o que essa pessoa estava fazendo quando eu estava cantando nas Olimpíadas. E tem mais, numa situação excepcional, idêntica, eu não sei se faria de novo. Porque eu morro de medo. Faço todos os espetáculos me borrando de medo todos os dias. Faço, mas com medo. E se mandar parar eu paro, porque medo eu tenho.&lt;br /&gt;Veja — Outra acusação que geralmente fazem à sua pessoa é de ser geniosa, temperamental. É verdade?&lt;br /&gt;ELIS — Acho isso uma grande irresponsabilidade. Irresponsabilidade em relação ao tipo de informação que você passa adiante sobre uma certa pessoa. O tipo de mentalidade e imagem, conceito que está criando a respeito de uma pessoa. Como é que eu posso dizer, por exemplo, que o Jair Rodrigues é um cara que toda vez que canta faz de uma única maneira, se faz oito anos que não trabalho com ele? Como é que você pode dizer que uma pessoa "é" alguma coisa? Digo isso porque as pessoas que costumam fazer este tipo de crítica não me vêem há muito tempo. As pessoas não dão chance a ninguém de se modificar, de evoluir, de regredir. Porque no dia em que ela tiver que reorganizar o seu fichário na pasta ou no compartimento Elis Regina, vai dar muito trabalho. Eu não tenho a menor intenção de ser simpática a algumas pessoas. Me furtam o direito inclusive de escolher. Sou obrigada a aceitar quem passar pela minha frente. Me tomam por quem? Uma imbecil? Então eu não tenho gosto, não tenho preferência, não tenho padrões, modelos, nada disso? Sou algo que se molda do jeitinho que se quer? Isso é o que todos queriam, na realidade. Mas não vão conseguir, porque quando descobrirem que estou verde, já estarei amarela. Eu sou do contra. Não vai me dirigir não. Decifra-me ou devoro-te? Não vai me devorar e nem me decifrar, nunca. Eu sou a esfinge, e daí? Nesse narcisismo generalizado, me dá licença de eu ser narciso um pouquinho comigo mesma? De fazer comigo o que bem entender, ser amiga de quem quiser, de levar para minha casa as pessoas de quem eu gosto? Qual é a faceta que estou mostrando pra você? A de uma profissional de música e ponto final. Porque bem poucas pessoas vão conhecer a minha casa. Sou a Elis Regina de Carvalho Costa que poucas pessoas vão morrer conhecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis e Tom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elistom.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Oi pessoal. &lt;br /&gt;Devido ao lançamento do DVD-Áudio de Elis e Tom, resolvi colocar aqui uma matéria de Walter Silva para a Folha de São Paulo de abril/1974, dois meses antes do lançamento oficial do disco "Elis e Tom", que foi em junho do mesmo ano, onde ele teve a oportunidade de ouvir o tape original muito antes do LP ser colocado à venda e pode fazer comentários à respeito do disco e de cada música. Assim, todos poderão ter a oportunidade de saber um pouquinho mais desse disco que pra mim (e com certeza pra muitas pessoas), é sem dúvida um dos maiores e melhores encontros da música popular brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar de ítens que ele cita, como por exemplo, a música "Bonita", que sabemos que não foi incluída no disco... de um breve comentário de um filme que Elis ia fazer... das três horas de duração da gravação para o especial para a TV Bandeirantes... sem contar que, geralmente um artista grava mais músicas do que as que vão no disco, para assim poder escolher e colocá-las no LP... entre outras coisas. De resto, ficamos aqui chupando o dedo mais uma vez... e ansiando Elis cada vez mais! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*--*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*&lt;br /&gt;                                          FOLHA DE SÃO PAULO - 17/04/1974 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    ELIS E TOM, NUM DISCO MUITO ESPECIAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em absoluta primeira audição nacional a Folha Ilustrada ouviu o disco de Elis Regina e Tom Jobim gravado nos estúdios da MGM em Los Angeles. Roberto de Oliveira, empresário de Elis Regina, ligou seu possante equipamento de som e o crítico Walter Silva ouviu este importante encontro dos dois maiores nomes da música popular brasileira." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Era muito importante e necessário o encontro. Só que os caminhos levavam Elis e Tom cada um pro seu lado, impedindo que o encontro se concretizasse. Ora os compromissos internacionais, ora as mudanças de cidade em cidade, diferentes circunstâncias não permitiam que nosso maior autor e nossa maior intérprete se fixassem e juntos trabalhassem. &lt;br /&gt;    Foi preciso que até o acaso contribuísse, para que, em Los Angeles, Elis e Tom se vissem dentro de um estúdio e nele unissem seus trabalhos. Muito mais do que um encontro histórico, foi um encontro de saudades. As saudades de Tom e as de Elis representavam a saudade de toda uma época importante para os destinos de nossa música popular. Esse instante ficou registrado. A "Phonogram" espera lançar o resultado do encontro em junho, quando, somado ao espetáculo que ambos farão (em apenas uma apresentação) no Teatro Municipal de São Paulo e ao show de Elis Regina no Teatro Maria Della Costa, muitos ficarão sabendo da importância desses dois nomes da divulgação de nossos usos e costumes musicais. &lt;br /&gt;    Elis dizia: &lt;br /&gt;    - Tom me assusta um pouco. Sei não, mas é importante demais conviver com esse monstro sagrado de nossa música e a responsabilidade de gravar ao seu lado balança um pouco qualquer pessoa. &lt;br /&gt;    Depois de um rápido primeiro contato, Elis concluiu: &lt;br /&gt;    - Foi maravilhoso e Tom é divino. Nunca vi pessoa mais simples e encantadora. Ele é como suas músicas e estou muito à vontade, apesar de comovida. &lt;br /&gt;    Os estúdios da MGM em Los Angeles, estavam superlotados de músicos brasileiros e norte-americanos, entre os quais o autor de "The shadow of your smile", Mendel, que ficou entusiasmado com o som de Tom e com a divisão rítmica de Elis. &lt;br /&gt;    Presentes ainda a cantora Eydie Gourmet, Eumir Deodato, Oscar Castro Neves, que até participou da gravação tocando violão em algumas faixas, e toda uma "patota" de músicos que lá foram pra curtir o som brasileiro de Tom, Elis e César Camargo Mariano. &lt;br /&gt;    Houve um momento em que o técnico teve que pedir a alguns que se retirassem, pois estavam atrapalhando a gravação. &lt;br /&gt;    Nada foi antecipadamente preparado. As conversas iam surgindo, as músicas eram sugeridas e sendo gravadas. &lt;br /&gt;    Elis e Tom, mais César Camargo Mariano, pareciam ter ensaiado toda a vida, tal a afinidade que os unia. &lt;br /&gt;    Ora no piano elétrico, ora no piano convencional, Tom e César se revezavam e o balanço da "cozinha" ia se entendendo com o que Elis queria para acompanhá-la. &lt;br /&gt;    Roberto de Oliveira, empresário de Elis, ficou tão à vontade que até achou tempo para um pulinho até Houston, onde assistiu a uma feira de material técnico de televisão, ficando entusiasmado com as camaras que operam desde, com uma simples luz de vela, até à explosão de dois mil watts, corrigindo-se automaticamente. &lt;br /&gt;    Na sua volta, o disco estava quase concluído. &lt;br /&gt;    João Gilberto mandou chamá-lo em Nova Iorque e acertou com Roberto uma apresentação em televisão em São Paulo, faltando apenas marcar a data exata. O preço já está combinado: doze mil dólares. &lt;br /&gt;    Entre outras coisas resultantes da gravação do disco de Elis com Tom Jobim, ficou acertado que Elis fará apresentações nos Estados Unidos, mas "numa boa", segundo disse Roberto, e não como tantos artistas brasileiros têm feito. Elis irá pelo seu preço, ou seja, no mínimo quatro mil dólares por apresentação e em programas de real importância e locais de primeira categoria. &lt;br /&gt;    O repertório escolhido pelo produtor Aloisio de Oliveira foi dos mais espontâneos, sem obedecer a qualquer injunção artística ou comercial. As músicas foram sugeridas e não impostas. A impressão que se tem ao ouví-las, é que foram gravadas na própria sala de visitas da gente, tal a naturalidade encontrada. &lt;br /&gt;    Como disse Roberto de Oliveira, foi um encontro de saudade e "nada mais brasileiro do que isto". &lt;br /&gt;    Toda a gravação foi filmada. Com duração de três horas, suas partes serão montadas no Brasil, para exibição num especial a ser apresentado pela TV Bandeirantes e produzido pela Clack. Esse disco de Elis não interrompe a séria de lançamentos (um por ano) feita anualmente pela sua gravadora. &lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*--*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elisetomvaranda.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIO &lt;br /&gt;---------- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁGUAS DE MARÇO (Tom Jobim): &lt;br /&gt;Essa consagrada composição abre o disco (pelo menos na fita original, que poderá vir a ter outra montagem e ainda outros instrumentos acrescidos), com Tom e Elis cantando juntos. Domínio total nos aspectos rítmicos e melódicos. Tom mostra uma segunrança nunca antes revelada como cantor. O som agudo da piano com flauta em uníssono, já usado por Tom em outras gravações, está presente mais uma vez, muito mais como marca registrada do que como necessidade harmônica. Termina entre risos, quando Elis imita o jeito de Tom cantando. Uma festa em família de músicos, onde o piano elétrico de César Camargo Mariano prepondera com aquele balanço inconfundível. Tom e Elis até brincam no contraponto final da letra, dando um verdadeiro show de divisão rítmica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POIS É (Tom Jobim / Chico Buarque): &lt;br /&gt;Composição antes só gravada por Chico, mostra como Elis é segura e como o bom gosto de Tom Jobim se casa com a incrível facilidade interpretativa de Elis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODINHA (Tom Jobim / Baden Powell / Vinícius de Moraes): &lt;br /&gt;Antes só havia sido gravada pela cantora Lenita Bruno, que tem uma voz de contralto e uma escola lírica evidente e por Elizeth Cardoso. Elis abrandou um pouco as notas mais agudas, acrescentando uma suavidade bem poucas vezes revelada em suas interpretações para músicas desse gênero. Aqui Tom aparece também como arranjador, depois de mais de dez anos sem escrever um arranjo. As flautas (instrumentos prediletos do arranjador Tom Jobim) prevalecem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRIGAS NUNCA MAIS (Tom Jobim / Vinícius de Moraes): &lt;br /&gt;Nessa conhecida composição da dupla mais importante de nossa música popular, dois estilos de balanço se mostram com muita evidência. O de Tom e o de César Camargo Mariano. Elis sorri e quem ouve canta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOTOGRAFIA (Tom Jobim): &lt;br /&gt;Aqui, Elis "estraçalha", para usar um termo bem conhecido no ambiente musical. Nota-se nesta faixa um som muito especial do excelente guitarrista Helinho, que se incorporou agora ao grupo que acompanha Elis. Ele já havia participado da gravação do LP de Maria Alcina. Elis aparece como uma nova cantora, e que aliás é muito comum em nossa melhor intérprete. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SONETO DA SEPARAÇÃO (Tom Jobim / Vinícius de Moraes): &lt;br /&gt;Tom desinibido, seguro, afinado, cantando com seu próprio arranjo e a presença enorme de Elis. As cordas regidas por Bill Hitchcock são o ponto alto, junto com o belo de Vinícius. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÓ TINHA DE SER COM VOCÊ (Tom Jobim / Aloísio de Oliveira): &lt;br /&gt;Ritmo bem presente e aquele balanço incrível de Elis, para esta linda composição lançada no show "O Remédio é Bossa" (Teatro Paramount, 1964) pelo próprio Tom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRISTE (Tom Jobim): &lt;br /&gt;Luisão (contrabaixo) abre a faixa com uma "paulada" de ritmo e, não se intimidando, acompanha Elis, nesta música que será usada pra mostrar a solidão de Brasília, num filme com Elis, que será rodado brevemente. Ainda uma vez presença marcante do guitarrista Helinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR TODA A MINHA VIDA (Tom Jobim / Vinícius de Moraes): &lt;br /&gt;Elis dá a esta música puramente descritiva de Tom um tratamento que nunca antes lhe fora dado. Percebem-se nela cores belas, pálidas e suaves, dentro da imensa capacidade de descrever de Tom e interpretar de Elis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORCOVADO (Tom Jobim): &lt;br /&gt;Começa com ritmo mais lento e flautas e cordas revezando-se e misturando-se, antes da entrada de Elis, que dá a esta composição uma das suas melhores interpretações. Ao final há um "scat" entre Tom e Elis, que enriquece sobremaneira a faixa, apoiado pelas flautas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BONITA (Tom Jobim / Ray Gilbert): &lt;br /&gt;Elis canta em inglês, exatamente como a música foi feita para Silvinha Teles interpretar. Ao piano, Tom vibra e acrescenta mais ainda à faixa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RETRATO EM BRANCO E PRETO (Tom Jobim / Chico Buarque): &lt;br /&gt;Nesta faixa multiplica-se a responsabilidade de Elis. Depois da interpretação de João Gilberto no especial feito com Caetano e Gal na TV Tupi, pouco se lhe poderia acrescentar. Elis não só acrescenta, como supera. Das mais importantes faixas do disco, esta que é das mais lindas composições de nossa música popular. Incríveis a seguranda e a seriedade de Elis nesta música. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHOVENDO NA ROSEIRA (Tom Jobim): &lt;br /&gt;Dentro do pouco comum andamento de 6/8, Elis e Tom escrevem mais um capítulo da história de nossa música popular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE TINHA DE SER (Tom Jobim / Vinícius de Moraes): &lt;br /&gt;Simplesmente acompanhada pelo piano de Tom, Elis mostra o quanto é grande a sua categoria ao cantar coisas sérias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INÚTIL PAISAGEM (Tom Jobim / Aloisio de Olvieira): &lt;br /&gt;Elis e Tom, mais uma vez com muita naturalidade, vão mostrando esta bela página criada por Silvia Teles, dentro de um clima de muito equilíbrio interpretativo. Dão realmente a impressão de que deveriam estar cantando juntos há mais tempo. Uma faixa empolgante e rica de variedades harmônicas e interpretativas. &lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*--*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que gostem. &lt;br /&gt;Abraços&lt;br /&gt;Leandro - Campinas/SP &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P.S.: Genteim... afff... deu um trabalho ter que digitar tudo isso... mas, vale a pena... tudo pelo amor à música e divulgação do que é bom, já que as próprias gravadoras não fazem isso, fazemos a nossa parte!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leandro ,está aqui registrado toda a minha consideração por você ter digitado este texto (Elis e Tom)maravilhoso da Elis que só pude ter acesso a ele graças a sua boa vontade, atenção e carinho.&lt;br /&gt;Um abraço.&lt;/strong&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulisses Giovani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elis1973.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nada será como antes...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110614901387618589?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110614901387618589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110614901387618589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/elis-regina-especial.html' title='Elis Regina Especial '/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110614805685937015</id><published>2005-01-19T13:18:00.000-02:00</published><updated>2005-01-19T13:20:56.860-02:00</updated><title type='text'>Elis Regina Especial 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Porto Alegre-Rio de Janeiro-São Paulo-Mundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis Regina parte 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Imperial: "Só eu sei a verdade sobre seu primeiro disco"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis Regina foi a maior cantora do Brasil. Eu participei exatamente da sua iniciação profissional, aqui no Rio, e presenciei suas primeiras emoções. Em 1967, quando eu trabalhava na TV Record, um editor me contratou para que eu escrevesse um livro contando as histórias dos lançamentos de Elis Regina, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wilson Simonal, Rosemary, Vanusa, Eduardo Araujo, Silvinha, Renato e seus Blue Caps e outros artistas que eu havia ajudado de alguma maneira no inicio de suas carreiras. Escrevi muita coisa e o livro não saiu porque ainda não tive tempo de pesquisar os fatos, ordenar as datas etc. Agora, com a morte de Elis Regina, eu mexi nos meus arquivos e fiz um resumo do que havia escrito naquela época sobre Elis. A vida de Elis tem várias fases distintas. Seria bom untá-las em um só livro (e, para Isso, eu conto a verdadeira estória do seu primeiro LP) e desfazer as dúvidas que existam sobre essa fase, que ela não gostava de falar. Até negava. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ÉPOCA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             O Rio vivia intensamente o inicio dos anos 60 com o "rock" apresentando-se como a nova mania da juventude carioca. Eu produzia e apresentava "Os Brotos Comandam" na TV Continental, "Festival de Brotos" na TV Tupi e "Os Brotos Comandam", na Rádio Guanabara. Escrevia uma coluna na "Revista do Rádio", "O Mundo É dos Brotos", e produzia discos de música jovem para todas as gravadoras. Eu era uma espécie de "expert" em juventude, tanto que, quando Bill Haley velo ao Brasil, eu fui contratado para apresentá-lo e fazer o "show" de abertura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Nazarethno de Brito era diretor artístico da gravadora Continental e estava sendo pressionado pelo departamento de vendas do Rio Grande do Sul para fazer um LP com uma gauchinha de apenas 15 anos que fazia algum sucesso em Porto Alegre. Nazarethno me mostrou algumas músicas que Elis havia gravado numa fita como teste. Eu gostei muito da cantora e aceitei o convite de produzir o seu LP. Mas, como a Continental não tinha verba, o disco ficou para uns seis meses depois. Eu estava tão empolgado com a Elis que resolvi intervir no negócio. Telefonei para a Continental gaúcha e conseguiu que ela custeasse a vinda de Elis ao Rio, pagando as passagens e a estada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O REPERTÓRIO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Procurei o maestro Severino Filho, que topou fazer um preço camarada pelos arranjos do LP. O técnico de som do estúdio da Continental era o Lourival Reis (Vavá), que fez comigo um esquema de total aproveitamento de tempo de gravação e, dias depois, eu apresentava um plano incrível ao Nazarethno para a gravação do LP. A Continental iria pagar apenas ao maestro Severino e seus músicos durante 6 horas por dia. Mostrei ao Nazarethno que iria fazer o LP da Elis com as economias que eu havia feito na gravação de um LP dançante de Lêo Jordan, nome sofisticado com que o Nazarethno havia batizado o pianista Paulinho, um cego muito bacana que tocava no Drink. Não precisei de argumentar muito para que o Nazarethno topasse, desde que o LP fosse gravado naquelas condições, isto é, com custo baixíssimo. - Bota uns "rocks", uns sambinhas balançados, uns de dor-de-cotovelo e alguns tipo bossa nova. Quero um LP bem diversificado", recomendou o Nazarethno. Os contatos com os diretores de Porto Alegre foram imediatos e, numa segunda-feira ás 10h da manhã, eu conhecia, nos escritórios da Continental, na Rua Pedro Lessa, a gauchinha Elis Regina, que o Nazarethno apresentava como Élis, com acento no E (paroxítona). Elis estava acompanhada de seu pai, um homem simples, tranqüilo, que nunca se meteu em nada. Sorria, calado e balançava a cabeça aprovando os nossos planos para a filha. Expliquei a pressa imensa que tinha e comecei a mostrar as músicas que Elis ouvia e adorava, ainda sob o impacto da realização do seu sonho maior: gravar um disco. - Imperial, você já ouviu o disco de boleros que Edye Gourmé gravou? Eu gostaria de gravar alguma coisa assim. disse-me Elis. - Bolero, não, Elis. Talvez um samba-canção, dor-de-cotovelo, mas bolero não pode. Bolero é coisa cafona e quero fazer de você uma intérprete de música jovem. Vi que Elis ficou triste e, para não magoá-la, eu prometi: - Olha, vamos fazer esse disco dirigido á juventude. Já bolei até o nome: "Viva a Brotolândia". Depois sim, no próximo, eu faço um LP de canções românticas para você. - Com boleros?, insistia Elis. - Com boleros, respondi, no estilo de Edye Gourmé. Isso foi o que ficou do primeiro papo com Elis; a promessa de gravar um futuro LP de boleros, que era o gênero que ela mais gostava. Saímos da Continental e fomos até a casa de Roberto Menescal, que morava na Galeria Merescal, em Copacabana (Rio). Eu, Elis e seu pai escutamos muitos sambas bossa nova, entre eles "Barquinho". No fim, Menescal me deu uma fita com as músicas e fomos embora. - Não gostei de nada, disse ela. Esse negócio de bossa nova não tem vida. Prefiro os boleros de Edye Gourmê. E assim o primeiro LP de Elis Regina, contrariando até as determinações do Nazarethno de Brito, não possuiu nenhuma bossa nova. Nós tínhamos apenas a segunda e terça-feira para escolher as músicas. Quando nós escolhíamos uma música, o Severino rapidamente tirava o tom e fazia o arranjo. Na quarta feira, às 9h, no estúdio da Continental, perto da Praça Mauá, iniciamos as gravações. A primeira música a ser gravada foi "Amor Amor" que, apesar de ser de minha autoria, aparece no disco como sendo de Bill Caesar (pseudônimo inventado pelo editor musical Fernando Cesar). Nós gravávamos com os músicos até umas 4 horas da tarde, numa média de quatro músicas por dia. Aí começávamos a colocar a voz e o coro. Logo na primeira tentativa, Elis ficou muito tensa. Vavá, o técnico, resolveu apagar todas as luzes do estúdio e foi nesse clima que ela gravou o seu primeiro LP: no escuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           O Wilson Simonal era meu secretário, um tipo de quebra-galho pra tudo que eu fazia. Ele já cantava profissionalmente no Drink e aparecia na hora em que Elis colocava a voz para dar alguns conselhos. Era a única pessoa que ficava com Elis no estúdio. Embora para a Continental esse fosse mais um LP normal, para mim e todos que participaram da produção era um LP especial. Na sexta-feira, à noite, o LP estava pronto. Todo mundo contente porque havíamos feito um bom trabalho dentro do tempo previsto. - O que é que você achou? perguntou-me Elis. - Sensacional. respondi. Você vai ser a nova Celly Campello. - Eu não quero ser Celly Campello. Eu vou ser Elis Regina. completou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PROMOÇÃO &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;            Elis voltou para o sul e eu imediatamente peguei uma fita do LP, Iniciando o trabalho de promoção. Naquele tempo, o produtor, além de fazer o disco, tinha também que promovê-lo. Levei a fita ao Jair de Taumaturgo, que era diretor da Rádio Mayrink Veiga e produzia o programa de maior audiência do rádio carioca, chamado "Peça Bis ao Telefone". Jair gostou e começou a programá-la dia sim, dia não. Eu colocava uma porção de amigos e amigas de sobreaviso. Quando Isac Izaltman anunciava a música com Elis, um verdadeiro batalhão de pessoas ligava para a rádio pedindo para tocar a música de novo. Eu esperei uma semana para tocar no meu programa. Fiz um concurso: arranjei com o Carlinhos Azevedo, hoje o chefe de mídia da MPM, um bolo de sorvete da Kibon, diariamente, para sortear entre os ouvintes que identificassem a voz de Elis. Como ela era desconhecida, o Simonal fazia uma marmelada para que alguma fã que estava no auditório acertasse e, no fim, nós mesmos acabávamos comendo o bolo de sorvete. A mesma coisa eu fazia nos meus programas de TV. Eu badalei o nome &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O LANÇAMENTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  Apesar da onda que eu fazia, minha penetração era muito pequena e, quando Elis chegou para o lançamento do LP, dois meses depois da gravação, era ainda totalmente desconhecida do grande público. A Continental bolou um esquema promocional iniciando pelo Rio e São Paulo. Elis veio para ficar uns 10 dias no Rio. Era uma segunda-feira e eu só esperava que Elis chegasse na terça. dia de "Os Brotos Comandam", na TV Continental. Eu estava fazendo o programa de rádio, quando o Simonal, da técnica, fez sinal para eu olhar para trás. Olhei e vi Elis com um baita sorriso, ao lado do Zequinha, divulgador da Continental. Eles me fizeram uma surpresa. Foi sensacional o reencontro. Imediatamente fomos para o microfone e dissemos tudo que queríamos no ar, com o LP tocando ao fundo. Eu li a contracapa do LP onde dizia que estava lançando aquela que seria a maior cantora do Brasil. Aí começou outra guerra. Não me lembro do esquema armado pela Continental e não sei se Elis veio com o pai novamente ou se dessa vez já trouxe a família. Diariamente eu a pegava nos escritórios da Continental e juntamente com o Zequinha, que era o divulgador exclusivo da Elis, começávamos a rodar as rádios. Fomos a todos os programas de disc-jóqueis que havia no Rio. O disco agradava e todos ajudaram muilto. Diariamente, fazíamos o meu programa na Guanabara e a primeira vez que Elis cantou numa estação de TV do Rio foi no programa "Os Brotos Comandam", TV-Continental. A música foi "Amor, Amor", acompanhada por Renato e seus Blue Caps. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   Um dia, eu precisava ir aos estúdios do Herbert Richers pegar o roteiro de um filme que Ia fazer. Elis mostrou-se fascinada em conhecer um estúdio de cinema. Dispensamos o Zequinha e fomos até o estúdio. No caminho, ela me fez parar numa loja de discos e comprar um LP de boleros da Edye Gourmê. "Olha, Imperial - dizia ela toda sorridente -' é assim que eu quero o meu próximo LP." Depois disso, ela foi para São Paulo e não nos vimos mais. Guardei boas recordações daqueles tempos de luta pela realização de um trabalho bonito que chegou a ter algum sucesso de vendagem e execução. Sempre que podia, eu ouvia o LP da Edye Gourmê e me arrependia de não ter gravado o bolero que Elis tanto queria. Cheguei à conclusão de que Elis tinha razão. Edye e seus boleros eram sensacionais. Em algumas músicas de Elis nota-se profundamente a influência de Edye em sua carreira. Mais tarde, fui para São Paulo, contratado pela Record para escrever e musicar o show "Si Monal", que estava estourando com "Mamãe Passou Açúcar Ni Mim", música de minha autoria. Nessa mesma época Elis ganhava o Festival da Record com "Arrastão" e apresentava o programa "O Fino da Bossa". Aí se iniciou sua trajetória pela Bossa Nova, um ritmo que veio para concorrer com a Jovem Guarda. E multas brigas surgiram por causa disto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cynira Arruda: "Elis, baixinha danada, você foi uma grande mulher!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Liguei o som numa FM no exato momento em que o locutor comentava que a Elis havia se sentido mal e fora levada para o Hospital das Clínicas (São Paulo). Antes de ouvir a conclusão da noticia, o telefone tocou. Era meu ex-marido avisando-me da morte de sua cantora predileta e que, durante uma época importante da nossa vida, freqüêntava muito nossa casa. Ela me assustava por sua determinação e personalidade. Na extensão do telefone meu filho mais velho. A rádio soltando a voz morta, para sempre viva, calando fundo na alma. As palavras de Belchior: "Ainda somos os mesmos que os nossos pais." &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110614805685937015?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110614805685937015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110614805685937015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/elis-regina-especial-2.html' title='Elis Regina Especial 2'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110614688783946085</id><published>2005-01-19T13:01:00.000-02:00</published><updated>2005-01-19T13:01:27.840-02:00</updated><title type='text'>Elis Regina Especial 3</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.arquivompb.blogspot.com/"&gt;Agora eu sou uma estrela&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Elis Regina parte 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elisquadro.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUITO FRANCA, A PIMENTINHA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Trinta e seis anos. Parada cardíaca. O primeiro pensamento é que não deva ter sofrido as agonias das dores das doenças incuráveis nos hospitais. Confundindo a cabeça, já embaçada pelas lágrimas nos olhos, a consciência de que seus filhos são tão pequenos e que precisam tanto dela. "Melhor que qualquer sonho é viver." A ultima vez que a vi, foi pela televisão e, coincidentemente, foi o último programa a que assisti pela TV, porque a casa em que eu estava, no Guarujá (São Paulo), só pegava a TV-Educativa e foi exatamente uma entrevista com ela. Como sempre, falando sem meias palavras. Acusou o sistema de trabalho das gravadoras. Mostrou sua lucidez, a certeza de saber o seu lugar dentro do panorama artístico e cultural no setor musical. Colocou a necessidade de abrirmos os olhos porque estão fazendo trabalhos que, por opção, veiculam marginalmente sem optarem pelos canais que massificam suas obras. Falou da importância desses movimentos continuarem sendo marginalizados.Descontraída, com as pernas sobre os braços da poltrona, naquele jogo da verdade que fascinava seus entrevistadores por seu talento, ela dava respostas objetivas, sinceras, cortantes e fazia denúncias. Em nenhum momento, a falta decoragem de se expor e mostrar um aspecto que pudesse ser - e era - agressivo nos limites da antipatia. Eu pensava: ela tem uma impertinência irritante. Não era sem motivos chamada de "pimentinha". Ardia. Punha para fora o que tinha vontade. Seguiu sempre o caminho da perfeição e qualidade. Nada da facilidade do popularesco, dos obas e olás. Parece-me que foi há um século que minha mãe, Virgínia de Moraes, chegou em casa com um disco de uma cantora vinda do Sul e uma dedicatória concedida por ela durante a entrevista feita por mamãe em seu programa, na Rádio Record. Depois, as festas na minha casa, os papos a que compareciam Jorge Ben, Roberto Carlos, Caetano, Erasmo, Wanderléa, Gal e Rita Lee. Na varanda onde eu escrevia, sem pensar em fazê-lo profissionalmente, conversávamos e eu ouvia dela palavrões como "ponto e vírgula", coisa absolutamente incomum 'na ocasião, pronúncia perfeita e que soava antipática nas palavras em inglês inseridas nas frases. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;BRILHO, LUZ, MUITA FORÇA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fascinava-me o tipo de humor; a inteligência, a força, a garra, o brilho, a luz. E aquele sorriso, o gargalhar apertando os olhos, escancarando as gengivas. Cabelos rentes, todo um contexto personalíssimo. Depois, as lembranças do terraço famoso da casa dela com o Ronaldo Bôscoli, na Avenida Niemeyer (Rio). Lá, a Angela Diniz, mais mil pessoas, mil papos inteligentes, adoráveis por serem polêmicos. Nessa ocasião, estávamos sempre juntos. Influências decisivas na minha vida. Depois, numa tarde, eu fui levá-la para buscar o João, seu filho com Ronaldo, numa escola da Avenida Rebouças. Fazia multo tempo daquelas manhãs de sol no seu terraço carioca. Nessa tarde cinza de São Paulo, ela me falou do César Camargo Mariano de uma forma tão doce como eu nunca tinha sentido nela. São muitas as minhas lembranças com a maior cantora do país. Estou arrasada. Acabei de saber, no rádio, dessa noticia. A babá entrou correndo e outra vez me contou, num grito, a morte de Elis. Eu, que iria vê-la no encerramento do Festival do Guarujá, agora vou vê-la morta. Elis, baixinha danada, você foi uma grande mulher! (Cynira Arruda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não tinha pernas bonitas como a Nara Leão"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               O braço erguido, o símbolo que Elis criou no inicio da carreira e que virou a marca registrada da cantora Uma figura frágil, pequenina, mas decidida e dinâmica. Elis Regina foi certamente o maior enigma do show business brasileiro, mas foi também uma mulher de vida exposta, uma mãe super dedicada e sobretudo uma temperamental. Não se achava bonita, mas dizia em repetidas entrevistas que era engraçadinha, que tinha um certo charme nos seus pouco mais de metro e meio. "Usava salto alto e roupas largas para parecer mais velha e não gostava quando me consideravam menina." Educada de maneira rígida, nascida numa família pobre (O pai era torneiro mecânico), Elis trazia dentro de si inúmeros conflitos da adolescência: "Não me sentava em lugar onde havia sentado um homem porque tinha medo de engravidar." Só teve permissão de vir ao Rio quando aceitou um convite para se apresentar em companhia do pai, numa gravadora, a convite de Carlos Imperial. No Rio, Elis procurava levar uma vida discreta e, mesmo aos 19 anos, quando apareceu com seu jeito cheio de ginga, não chamou a atenção pelo seu charme, época em que as minissaias estavam em moda e "eu não tinha pernas bonitas como a Nara Leão". Mas, em 64, tempo da Bossa Nova, Elis já era um sucesso e no ano seguinte a critica a apontava como a Pimentinha. Nesta época, os fofoqueiros já diziam que Elis estaria de romance com Jair Rodrigues, seu parceiro no O Fino da Bossa, o que ela sempre desmentiu. Também apontavam Edu Lobo como seu namorado, por estarem sempre juntos. Mas, foi Ronaldo Bôscoli, 14 anos mais velho, quem conquistou o coração da cantora. Elis aos poucos começou a se sentir segura e era o jornalista, já famoso como empresário, o motivo de sua ausência nas rodinhas de boêmia da época. Os jornais começaram a noticiar o namoro e, depois de rompimentos e reconciliações, Elis e Ronaldo casaram-se no civil e na pequena capela Mayrink, no Alto da Boa Vista. "Estou apaixonada e tudo vai dar certo", declarava chorando no ombro do então marido, ao sair da igreja. Dai para frente, Elis amadureceu. Começou a alçar vôos mais altos na carreira e sonhava ao mesmo tempo em "parar para sentir o gostinho da vida caseira". Dizia também: "Eu não fui preparada para cantar. Nasci normalmente em Porto Alegre e queria ser professora, ter filhos e cuidar da casa. De repente, tudo isto aconteceu." Era alegre e ao mesmo tempo tímida, doce e furiosa quando não conseguia as coisas, e Ronaldo Bóscoli, certa vez, declarou numa revista que "Elis é astronauta. Eu sou computador. Não posso falhar. Somos casados com esta distância e esta insistente independência". Comenta-se que o casal entrava e saía de crises, até que Elis anunciou a gravidez. "Eu me lembro quando estávamos namorando. Era tanta confusão que eu disse para ele: se eu compro esta casa, você casa comigo?" Elis recordava a fase em que comprara, com o sonho provinciano dos gaúchos. a mansão da Av. Niemeyer para morar com um "maridinho na base do véu e grinalda". Em 18 de junho de 70, nascia João Marcelo. Elis estava feliz. Mas o casamento não deu certo. Elis crescia verticalmente em sua carreira e os desencontros aumentavam. Em maio de 72, o juiz de uma Vara Civil do Rio decretava o desquite, ficando Elis com a guarda de Marcelo e Ronaldo com a obrigação de dar três salários mínimos ao menino. Novas confusões, porque "eu não deixava que Ronaldo levasse Marcelinho na Rocinha, onde morava". A confusão era tanta que os dois acabavam seguidamente no juizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Descasada. Elis foi em frente. até que conheceu numa festa o maestro César Camargo Mariano: "Eu mandei um bilhetinho para ele convidando-o para vermos um filme na televisão de minha casa", confessava em recente reportagem. Foi um grande amor que durou cerca de nove anos e um saldo de dois filhos - Pedro (hoje com sete anos) e Maria Rita (com cinco) - nascidos em São Paulo. Tudo parecia dar certo e Elis chegou a confessar que "estava bem e que até o sonho de ter uma filha tinha conseguido realizar". Elis vivia em fase de sucesso. lotando as casas onde se apresentava com o marido, e o disco da dupla agradava. Estava mais bonita, vaidosa e cheia de planos. O primeiro desentendimento grave do casal, segundo informações, teria sido durante o show Transversal do Tempo há dois anos, quando Elis caiu no palco e desmaiou. "Ela está doent, tem problema de coluna e se recusa a descansar ou procurar médico", disse Mariano aos jornalistas paulistas. Ainda veio Falso Brilhante e, no show Essa Mulher, César Camargo Mariano desaparecia da vida particular e profissional de Elis Regina. Este ano, na curta temporada de Trem Azul em São Paulo. ela dizia: "Nunca deixei de rir, é que estou rindo menos", sem poder esconder um certo ar de tristeza. "Não me caso mais. César foi tudo que tinha que ser. Estou só a fim de dar minhas beliscadas." Elis dizia isto rindo, mas há quem afirme que ela sentia multa solidão e que fazia planos de voltar à psicanálise que um dia renegou, dizendo "Freud não está com nada". Há outros que dizem que Elis mantivera um romance com um jovem de 20 anos, mas a verdade é que Elis Regina começou a morrer nos braços de seu último amor: o advogado paulista Samuel MacDowel de Figueiredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ELIS FOI EXPLORADA E ESPOLIADA EM SEUS SENTIMENTOS" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, um depoimento sincero de Ronaldo Bôscoli sobre Elis Regina. Declarações que passam a limpo a convivência com Elis e o que ficou daquele período. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               A vida de Elis Regina sem contradição, e a maior de todas as contradições foi a sua morte: Elis, que era careta, morreu de tóxico! Elis Regina, para mim, estava entre as dez maiores cantoras brancas do mundo. Ela nasceu com o dom de cantar e soube desenvolvê-lo porque sempre esteve em contato com pessoas maravilhosas da música. Mas se ela soube desenvolver o canto, ela não soube desenvolver sua vida. Elis não conseguiu ser mulher porque teve que ser o homem de toda a família, conforme suas próprias palavras, em varias entrevistas. Ela não conseguiu ser suave, doce, meiga, afável, embora eu soubesse que ela fosse capaz disso tudo. Porque a Elis que eu conheci e com quem eu convivi, mulher, mãe, amante, companheira desveladissima, era exatamente assim. Só que Elis foi explorada e espoliada em seus sentimentos e uma pessoa que se vê nessas condições não tem outra solução que a de partir para a agressividade, para a inconseqüência, para a contradição. O que era a Elis dos últimos anos? Uma mulher que hoje dizia uma coisa, amanhã, outra completamente diferente. depois de amanhã, voltava atrás e assim ia sendo a sua vida. Elis nasceu para ser mulher. Não conseguiu. Não a deixaram ser como ela realmente era. Elis foi traída por seus próprios amigos com rarissimas exceções. Ela entrou errado na vida: tinha tudo para ser suave e doce e criou uma dificuldade enorme de comunicação. Ela não teve condições de desenvolver um temperamento meigo, carinhoso, doce e delicado de sua personalidade. Ela foi agredida demais. Todo mundo partiu com sede voraz para essa mina de diamante bruto que Elis era. O que sobrou então de Elis? Uma pessoa descrente da vida, sofrida e amargurada. Mas, por trás dessa amargura, havia uma pessoa carinhosa e meiga e eu, sentindo a transparência com que ela passava essas qualidades, mergulhei de cabeça no relacionamento com ela. Eu a conheci em 68, no Beco das Garrafas, num show em que ela cantava e a Iris Lettleri dizia poesias. Era uma época em que eu era jornalista da Manchete e começava a Investir como produtor na vida noturna. Depois do show, disse aos amigos que queria conhecer aquela voz. Queria ver a cara daquela mulher. Me apaixonei pela voz e pela mulher. Convidei-a para trabalhar num show, ali mesmo no Beco das Garrafas, com o Bossa 3 (Luis Carlos Vinhas), Gaguinho e Marly Tavares e foi ai que Elis explodiu. Porém, forças ocultas fizeram com que ela cometesse sérios deslizes. Ao mesmo tempo em que trabalhava no Beco, Elis era obrigada a fazer shows fora e o resultado disso era que todo o sábado ela caia doente. Até que eu descobri a jogada e chamei-lhe seriamente á responsabilidade. Foi uma discussão horrivel, tremenda, que acabou dando no que deu. Tudo isso foi levando Elis a vestir uma armadura, a usar uma carapaça que nada tinha a ver com a essência de seu ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 TÓXICO? Nunca soube de qualquer dependência dela. Pelo contrário, a Elis que viveu comigo dois anos e de quem eu estava separado há oito era supercareta. Ficava tonta de uma taça de vinho branco que eu lhe oferecia (eu gostava de beber nas refeições). Mas sabe-se lá o que fizeram da cabeça dela nesses oito anos. Nossa última conversa foi dia 30 de dezembro pelo telefone. Estávamos acertando a vinda do João Marcelo para ficar comigo uma temporada, um assunto que a gente começou a conversar em outubro. Naquela época, Elis admitia que vinha tendo uma conduta errada comigo, me deixando esses últimos cinco anos sem ver o menino, escondendo o João Marcelo de mim. Em outubro, Elis se convencia de que era preciso urgentemente desmanchar a situação, que o João Marcelo precisava voltar a conviver comigo, saber que tinha um verdadeiro pai, porque até então quem vinha segurando a barra de pai do menino era o César Camargo Mariano, um cara a quem eu sou muito grato. Muito bem, estava tudo certo para o João vir no dia 30 ficar comigo assim como os dois filhos do César ficariam com ele. Tudo muito bem até que Elis desistiu: "Ronaldo, não vou mais mandar o garoto. Ele vai ficar é aqui!" Claro que isso me chocou e eu resolvi enfrentar a parada, liguei de volta e quem me atendeu foi Celina, secretária da Elis e a resposta foi mais chocante ainda: "João Marcelo estava a fim de vir e desistiu." E o casamento? Eu era o "bom" na época: namoradinhas, produtor bem sucedido, jornalista, o chamado " de bem com a vida". Eu e Elis nos conhecemos, nos apaixonamos e nos casamos. Com separação de bens e pacto pré-nupcial. O que cada um comprasse depois do casamento pertenceria a cada um e não ao casal. O fato de termos casado com separação de bens demonstra claramente que eu nunca explorei Elis, nunca me aproveitei dela, nunca fui só "seu marido". Pelo contrario. Quem estava cheia de dividas quando casou, era ela. Então por que não deu certo? Por causa das fofocas, dos mal-entendidos, do disse-me-disse, das piadinhas, das "noticias", por causa das viagens. Era um dos dois viajar pra começar o falatório: "Ronaldo tá galinhando no Rio enquanto a Elis tá trabalhando em São Paulo" etc., etc., coisinhas do gênero quando não vinha coisa muito pior. Na verdade, eu matei nosso casamento quando não aceitei ser empresário dela. Pra mim, era facílimo! Ficaria em casa telefonando, agendando, acertando contrato e tome 20%. De 20% em 20%. quanto Ronaldo não teria hoje? Mas eu não quis ser explorador e disso se aproveitaram para nos deturpar, para nos agredir, para jogar um contra o outro. Os desentendimentos normais entre casais, no nosso caso, eram multiplicados por mil. Por quem? Pelos "amigos", os falsos amigos, Foram dois anos assim. Elis ia ficando cada vez mais ferina, incongruente, descrente, contestadora. Eu jamais me curvei. Ela não mudava de Idéia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nem no enterro pude ficar com meu filho"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           O casamento não poderia ir pra frente. Logo nós, que no início, pensávamos em ter três filhos. Elis teve três; eu, apenas, um! E novamente as contradições: ao mesmo tempo em que ela atropelava sentimentos, ela demonstrava a mãe desveladíssima que era. Quando tivemos aquele problema sério de saúde com o João Marcelo, eu via Elis correr de porta em porta, pedindo ajuda às vizinhas para salvar o menino. Mãe como poucas. O que levou Elis à morte? Essa minha opinião é muito pessoal: Elis começou a se cercar de becos sem saída. Essa loucura toda em que ela se envolveu, essas intimas e profundas contradições, acuaram Elis, desesperaram Elis e mataram Elis. Não acredito em induzimento a suicídio: acredito sim que Elis estivesse fortemente desesperada e cometido o que cometeu. Quem admitiria uma Elis, firme do jeito como era, ir para a televisão e assumir romance com o Fábio Jr? E os meninos, como ficam? Por muito menos, o João Marcelo teve que sair do colégio. Eu insisto. Como ficaram as cabecinhas das crianças. do meu filho e as do César? Atitudes como essas trazem sérias conseqüências. Por que dizer isso de público? Contudo, eu penso que ainda havia uma tábua de salvação para Elis: Samuel MacDowell de Figueiredo. Esse Samuel, um cara equilibradíssimo, senissimo, um cara fora do meio artístico, absolutamente sereno, chegou tarde para Elis. Para uma Elis que havia destruido o amor por um ex-marido e envolvido um filho. Samuel seria o cara a dar mais força a ela mas, infelizmente, ele chegou tarde. Samuel era a última tentativa sadia de Elis se reencontrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Toda a minha luta agora é pelo João Marcelo. Tentei falar com o menino no velório e a família de Elis não me deixou. No dia seguinte ao enterro, tive de ligar oito vezes para o apartamento até conseguir falar com ele. E quando consegui, suas respostas eram sempre monossilábicas: "E", "Sei", "Sim". "Não", "Tá", "Té logo". Oito vezes telefonando para explicar: "Filhinho, preciso falar contigo. Preciso te encontrar pra conversar legal contigo." Não deixaram. Uma pena porque vai me obrigar a ir novamente para a Justiça e novamente essa criança vai se ver numa polêmica de adultos. Vou até o fim nessa batalha: afinal, quem decide a posse da criança é a Justiça e não a família. E, pela Justiça, João Marcelo é meu e me pertence! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Mais digna, mais intensa, Elis é a mulher mais forte, mais perfeita que eu jamais vi. Nao só como minha companheira de 11 anos mas também como verdadeira mulher. Como mae, Elis é a pessoa mais carinhosa, mais dedicada, mais compreensiva que eu jamais vi. Nao estou supervalorizando: tive outras experiências e o que estou dizendo é com absoluta consciência embora me considere suspeito para falar. Eu e Elis tínhamos a mesma filosofia, nosso relacionamento era muito perfeito; vai ser dificil repetir tudo isso. Como colega, Elis é uma pessoa muito respeitada. Respeitava colegas, músicos, incentivava músicos e batalhava muito pela classe. Elis vivia as 24 horas do dia preocupada com a classe e com a música, dal o respeito de toda a classe por ela. Todos sabem que, no Brasil, existe um certo preconceito de músico contra cantor mas, no caso de Elis, isso nunca foi verdade: qual o músico neste pais que não gostaria de trabalhar ou de ter trabalhado com ela? Elis, a perfeita companheira. Como cantora, e ai vai outra opinião suspeita, eu a tenho na conta de uma das três maiores cantoras do mundo (as outras duas seriam Barbara Streisand e sarah Vaughn. Depois dessas três, é que se começaria a falar em Liza Minelli etc.). Em março, retomariamos um projeto que teria sido deflagrado em meados de 81 mas que acabou sendo transferido.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110614688783946085?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110614688783946085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110614688783946085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/elis-regina-especial-3.html' title='Elis Regina Especial 3'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110614679116454808</id><published>2005-01-19T12:59:00.000-02:00</published><updated>2005-01-19T12:59:51.166-02:00</updated><title type='text'>Elis Regina Especial 4</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.arquivompb.blogspot.com/"&gt;Nem ter filho é melhor que cantar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis Regina parte 4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César Mariano: "Elis estava feliz, inteira e feliz" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Elis marcaria o lançamento de sua carreira internacional. Elis e eu trabalharíamos com Quincy Jones, possivelmente iríamos retomar os contatos com Wayne Shorter, conversaríamos com o ex-produtor de John Lennon, uma série de contatos enfim que corresponderíamos que se pensava de Elis no exterior: todos levavam muita fé nesse projeto. Durante 11 anos, fomos, éramos uma pessoa só, vivendo as 24 horas de cada dia numa união perfeita. Não havia tempo para se fragmentar marido e mulher; os dois formavam uma coisa só. Elis era muito importante na minha vida como importante foi ter gerado com ela duas crianças e participado da vida de uma outra. Diante de tudo isso, tudo o que por vezes teria acontecido, acabava sumindo diante da profunda beleza, diante da humanidade de Elis. Elis era um gênio e um gênio é um gênio, tem vários gênios. Elis tinha pontos de vista sólidos que nenhum ser humano impediria de levar adiante. Fosse a hora de cortar o peixe na cozinha, fosse a hora de brigar pela classe, qualquer que fosse a classe. Elis era uma mulher inteira, saudável, feliz. Por que a separação? Porque entendemos que nossas missões estavam cumpridas. Elis e eu éramos espiritualistas. Não no sentido religioso mas no sentido, digamos, científico. O ciclo estava completo. Não existiam problemas de forma alguma; houve apenas a necessidade de cada qual seguir o seu caminho. E foi o que resolvemos, em nome das crianças principalmente, parar para pensar. Cada um tomou o seu rumo. Isso foi há seis meses. Quanto ao que o Ronaldo disse de mim, eu digo que não fiz mais do que a minha obrigação. Se a sua intenção foi a de me elogiar, eu agradeço, mas acredito que esse elogio não me cabe. Ronaldo era o pai material de João Marcelo, porém o pai presente, o pai espiritual, era eu. João me chama de César (e não de pai) e isso terminou passando para os meus filhos que, no trato direto, também me chamam de César, a não ser que haja estranhos diante deles. Meu relacionamento com o Ronaldo sempre foi muito legal. Eu agora estou pleiteando uma reunião, encontrar-me com ele, para resolver sobre as crianças. Os três devem ficar comigo, com o João Marcelo sempre perto do Ronaldo. Isto atendendo ao próprio pedido do menino, que disse claramente que não quer ficar longe dos irmãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elismamae.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;"Falarem em suicídio é um disparate" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Considero o resultado do laudo cadavérico um grande absurdo. Não tive condições ainda de pensar profundamente no assunto, mas em principio me pareceu um grande absurdo. Foi surpresa para mim esse resultado. Mais: não acredito em hipótese alguma em suicídio. Com essa disposição da Elis de viver, falar em suicidio é um disparate. Pensando em tudo, vejo que paira uma grande incoerência. Não sei explicar. Eu tinha muito contato com Elis e não sei explicar o que estava acontecendo. O tempo talvez nos mostre tudo mais claro. Acho que em tudo isso há uma coisa multo positiva. Pelo menos, as pessoas prestarão atenção nisso. Cuidado: essas coisas matam; deixam buracos enormes nos que ficam. Por ironia do destino, talvez tenha sido um alerta geral. Nos contatos que tive com músicos e colegas, todos se mostraram perplexos, apavorados. Só que esse alerta velo em hora errada, com alguém que não tinha nada a ver. Vivi 11 anos com Elis e nunca soube de qualquer aproximação dela com isso que dizem que a matou. A grande surpresa que estávamos preparando para Elis teria acontecido na véspera de sua morte: planejávamos chegar segunda-feira a São Paulo e comunicar a ela que alguns arranjos de base que o disco que ela começaria a gravar dia 25 estavam prontos e feitos por mim. No sábado anterior, eu tinha telefonado para Elis e avisado a ela que chegaria a São Paulo na segunda para conversarmos, rever os filhos etc. Elis me pediu que não viesse: ela sabia que eu tinha sofrido há pouco um sério acidente de moto (quebrei três dedos da mão direita e você pode avaliar o que isso significa para um pianista) e preferiu que eu ficasse no Rio me recuperando. Mas mesmo assim eu combinei de ir e então, diante dela, revelaria a surpresa. Não foi possível: algumas bases do disco que estou produzindo para o Cauby não ficaram prontas e eu não pude ir. Mas assumi comigo mesmo o compromisso de que o trabalho iniciado com Elis não vai terminar. Esse disco tinha que sair: era uma coisa muito forte, uma produção em que a palavra marcante era viver. O disco de Elis seria uma exaltação a vida, pode-se dizer as-sim. Pretendo dar sequência nele. Eu e meus filhos vamos prosseguir. Elis era uma alegria, era vida jorrando pelos poros. Vamos prosseguir: eu, nossos filhos e quem mais estiver envolvido. 17 de março era a data marcada para o lançamento do disco, a data de aniversário de Elis. Nessa data, pretendo fazer alguma coisa. Não sei o que é. Só sei que vou fazer. Este depoimento me é também muito útil para demonstrar, sem demagogia, minha total solidariedade ao Samuel. Eu quero, publicamente, endossar tudo o que ele disse a imprensa. Há pelo menos 7 anos que Samuel está em nossas vidas; em todos os momentos profissionais e pessoais. Fico multo feliz de ter sido o Samuel a pessoa a ficar com ela.Nesses últimos seis meses, Elis era uma pessoa muito feliz: graças a Samuel, graças aos filhos, graças ao público. Se eu tenho alguém para me segurar, alguém em quem me apoiar, alguém que me deixe de pé, esse alguém é o Samuel. Graças a Deus, pude constatar que, na sua última semana de vida, Elis estava feliz. absolutamente inteira e feliz!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110614679116454808?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110614679116454808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110614679116454808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/elis-regina-especial-4.html' title='Elis Regina Especial 4'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110614668021245935</id><published>2005-01-19T12:58:00.000-02:00</published><updated>2005-01-19T12:58:00.213-02:00</updated><title type='text'>Elis Regina Especial 5</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.arquivompb.blogspot.com/"&gt;Simplesmente Elis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis Regina parte 5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elistunai.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elisbracosabertos.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;28 de janeiro de 1976&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transformação de Elis &lt;br /&gt;A história de uma cantora brasileira,&lt;br /&gt;desde seus tempos de 'Clube do Guri'&lt;br /&gt;até o despontar de suas preocupações&lt;br /&gt;com sua gente e com seu tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era fim de ano. Tempo de festas - melancólicas ou não. Num dos centros nevrálgicos do shopping natalino, a avenida Brigadeiro Luís Antônio, em São Paulo, estreou a 17 de dezembro de 1975 o show "Falso Brilhante". Apesar da época ingrata, a première deu o que falar. Os críticos paulistas, com vigorosa unanimidade, apontaram o espetáculo como o melhor do ano. Os 1.200 lugares do Teatro Bandeirantes, palco da celebração, passaram a ser disputados no câmbio negro pelo dobro, o triplo, do preço normal. Lotação esgotada praticamente todas as noites. Enfim, como há muito não se via, algo de apoteótico na música popular brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores do feito: a cantora Elis Regina, o conjunto liderado por César Camargo Mariano, a diretora Míriam Muniz e, inusitadas mas indispensáveis citações, o cenógrafo Naum Alves de Souza, e Lu Martin, criador dos figurinos. Em tudo e por tudo, um show essencialmente musical - povoado de recursos cênicos de indiscutível bom gosto e eficácia. A própria classe teatral, beneficiada e grata, reconheceu o acerto das invenções e engrossou o coral de hosanas que saudou as surpresas ensaiadas durante três trabalhosos meses por Elis &amp; Cia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 30 anos, diante de microfones desde os 12, não foi à toa que Elis incorporou ao seu time e às suas apresentações gente e coisas do teatro. A "Baixinha", como afetuosamente a chamam os amigos, queria mostrar algo mais que uma linda voz. E heróica, garbosamente, exibe o corpo miúdo, 1,53 metro, 46 quilos comandados por um célebre sistema nervoso. Mais coisas, porém ostenta a cantora. Seu cérebro, por exemplo. Em vez de um enfileirado de canções, Elis e os companheiros redigiram um instigante roteiro, onde idéias, emoções e ação colorem e enriquecem os números musicais. Afinal, tinham todos uma mesma história para comunicar, a do artista brasileiro, o brilhante falso de que fala o título. E eles a contam, retratando, paralelamente, o seu país e o seu tempo. Com muito humor e a possível clareza. Apesar do estrepitoso sucesso de crítica e público, porém, o espetáculo um dia vai acabar. E por mais numeroso que tenha sido o contingente de seus espectadores, arrebanhados nas temporadas e excursões que Elis &amp; Cia. ainda pretende realizar, ainda assim constituirá apenas uma pequena parte de sua platéia ideal, que seria o país inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena. Porque "Falso Brilhante", mais que um mero cartaz entre as atrações noturnas de qualquer cidade, tem o condão de bulir com a criatividade alheia. Revela timbre de clarim, inspira quixotadas, sugere saídas. Virá um disco, é certo, pela gravadora Phonogram. Os trabalhos no estúdio se desenvolvem freneticamente. Já estão prensadas várias músicas do show - como "Los Hermanos" , de Ataualpa Iupanqui, "Corno Nossos Pais" e "Velha Roupa Colorida", de Belchior, "Um Por Todos, Todos Por Um", "Jardins da Infância"  e "O Cavaleiro e os Moinhos", todos da dupla João Bosco/Aldir Blaric, "Fascinação", de Marchetti e Armando Louzada. E mais, Elis faz questão, "Tatuagem", de Chico Buarque de Holanda. Do LP participarão apenas, como antes, a voz da cantora e a arte de seus músicos. Não parece pouco, pode-se argumentar. Mas é ou será (prevê-se o lançamento do disco para depois do carnaval). Farão falta os gestos, as luzes, as entonações, as roupas, a reação invariavelmente empolgada da platéia, as cores e formas do cenário. Ao que tudo lindica, um disco previamente condenado a ser um falso brilhante. Principalmente porque não conterá, em nenhuma de suas dez programadas faixas, a intensa história que Elis Regina Carvalho Costa, uma cantora brasileira, corajosamente relata no espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, gaúcha, de Porto Alegre, bairro dos Navegantes, onde nasceu pobre, estrábica e sob o signo de Peixes. Era a primeira filha do operário Romeu e Ercy, senhora de prendas domésticas. E teve uma infância entediantemente normal. Ela mesma reconhece: "Fui uma criança medíocre, na acepção do termo". Permaneceu filha única até os 4 anos, quando nasceu Rogério, o Zéio, seu único irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis Regina ama descaradamente sua família. Na rua Califórnia, no bairro paulistano do Brooklyn, moram, em calçadas opostas do mesmo quarteirão, dois núcleos da família Costa. De um lado, Elis, o marido César Camargo Mariano e os filhos, João Marcelo, de 5 anos, nascido de seu casamento com Ronaldo Bôscoli, e Pedro Camargo Mariano, de 9 meses. Do outro, papai Romeu, mamãe Ercy e mano Rogério. Nas duas casas existe sempre, a qualquer hora do dia ou da noite, alguém da outra. Na Trama, firma que a família fundou para empresariar a carreira da filha cantora, Rogério trabalha como operador de som e administrador. E Romeu fiscaliza. "A palavra é um tanto pesada", Elis vacila, "mas a sua função é a de um capataz, saca? Ele confere tudo, um cão de fila, digamos assim". Por que uma equipe tão familiar? "Ora, em primeiro lugar, eles gostam de mim", assegura a Baixinha. "Em segundo, não estão a fim de me prejudicar. Terceiro, são hiperdotados para os cargos que ocupam. E tem mais uma coisa. Se alguém vai ganhar, que ganhem os meus. Só tomará champanha comigo quem comeu grama comigo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ligação estreita e amorosa com os parentes, aliás, sempre foi inabalável. Foi a pedido de vovó Donana e pela mão de mamãe Ercy que Elis mostrou pela primeira vez em público sua "vozinha afinadinha', numa sala da Rádio Farroupilha, de Porto Alegre. Tinha 12 anos de idade e um nervosismo tão grande que sofreu, ao cantar, hemorragia nasal e uma patética diarréia. O casaquinho de astracã branco ficou todo manchado de vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aquela menina tinha uma personalidade muito forte", lembra Ary Rego, animador do 'Clube do Guri", o programa de rádio onde Elis debutou ensangüentada.  "Para ela, tudo precisava ser bem feito. Era muito organizada e exigente. Havia até garotas com vozes melhores do que a dela. Nenhuma, contudo, demonstrou o capricho e a disposição de Elis." José D'Elia, pianista que a acompanhava, também se recorda da garota de melena encaracoladas, óculos redondos de aro dourado. "Ela era a estrelinha do programa. Só tirava os óculos na hora de se apresentar. E sempre cantava rindo, de olhos fechados."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira música que interpretou foi "Lábios-de Mel", um velho sucesso de Angela Maria. "Aliás, ela e Cauby Peixoto são até hoje meus ídolos prediletos. Não abro mão para ninguém." Na parede do escritório da residência de Elis, autografada e emoldurada, existe de fato um foto de Cauby. É uma casa de poucos metros de frente, mas bastante comprida, um quintal transformado em jardim, multas plantas nos vários recantos de cada cômodo. Na vasta sala de visitas, protegida por um macio e grosso tapete verde-escuro, espalham-se as dezenas de corujas decorativas que César coleciona. Quadros primitivos cobrem suas paredes. Móveis confortáveis, muitas almofadas abrigam os visitantes. Da cesta de revistas transbordam jornais da imprensa nanica. Num canto, nada menos que nove volumes, que Elis confessa ler simultaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sua curiosidade abarca assuntos tão diferentes como as aventuras do Super-Homem, surrupiadas do filho João Marcelo, e a correspondência do ginecologista francês Frederick Lebover. "Há sempre um bule de água quente sobre a mesa da sala. Não para o chimarrão, como seria de se esperar num lar gaúcho, mas para as seguidas infusões de café solúvel que Elis prepara, ela mesma, a cada instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sou muito ligada. Minha pilha está sempre nova, saca? Comigo não tem aquele negócio de motor amaciando. Sou do tipo McLaren, Ferrari, 300 por hora o dia inteiro. Você já pensou o que é ter permanentemente a seu lado uma pessoa ligadona assim?" César, o marido, 31 anos, pianista e arranjador, parece permanentemente tranqüilo e satisfeito. Se o ritmo da mulher tem o estilo Fórmula 1, o dele sugere um velho Packard. Rosto sério, muito calado, não é homem de se abrir no primeiro ou no segundo encontro. Um padre amigo do casal definiu bem a extrovertida e o reservado. "César lembra o Teatro Municipal. Elis, a escola de samba."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colegas de trabalho, durante muito tempo conviveram os dois sem pensar em namorar. César jura que começou a gostar de Elis. Mas não ousava se declarar. A cantora que acompanhava ao piano parecia-lhe inatingível como uma estrela. "E ela era uma estrela, não era?" Elis, por sua vez, um belo dia também começou a se interessar. Mas, como César, tinha vergonha de dizer. O tempo foi passando até que um dia a estrela tomou coragem. Chamou um grupo de amigos para assistirem a "Os Sete Samurais" em sua casa. Durante a sessão, enfiou uma cartinha entre os dedos do pretendente e segredou na penumbra: "É pra ler no banheiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados estratégicos minutos, o tímido se levantou, trancou-se entre ladrilhos e saboreou a mensagem. Uma sonhada, mas absolutamente inesperada, carta de amor. Sentiu-se tão desnorteado que nem se despediu das pessoas, fugiu, do banheiro para a rua. No dia seguinte, ao se encontrarem, um silêncio de morte. Elis, agoniada, cobra uma resposta. O Teatro Municipal, solene e silencioso, segura a mão da escola de samba. "Aí começou", César finaliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carreira de Elis Regina também principiou muito bem. Depois de dois consagradores anos como atração principal do "Clube do Guri", recebeu o primeiro convite para se profissionalizar. Tinha 14 anos e muita facilidade para idiomas - dom que lhe permitia desfiar um eclético repertório internacional, composto de músicas do hit-parade, fossem em inglês, italiano, espanhol ou francês. "Eu ganhava 6 contos de ordenado - muito mais que o pai. Tanto ele como minha mãe jamais se opuseram, nunca interferiram na minha carreira. Só pediam que eu continuasse estudando."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem odiava a cantoria era o irmão, obrigado a deixar o futebol para levar a maninha ao auditório da rádio. Um dia o Zéio se enfezou de verdade e disse: "Eu não jogo, mas você também não canta". E deu-lhe um soco na boca. A Pia Sociedade das Filhas de Maria de Porto Alegre, da qual Elis era associada, também não apreciava suas inclinações artísticas. Ninguém, todavia foi mais categórico na condenação da "cantora de rádio" que a severa professora de francês do Instituto de Educação, General Flores da Cunha. A maestra reprovou injustamente a aluna e ainda a desacatou: "Disse que eu não tinha dignidade para envergar o uniforme da escola. E se eu era assim tão ordinária, minha mãe também não devia ser grande coisa. Aí eu não agüentei e, capuff, dei um tapa na megera. Da minha mãe você não fala desse jeito", relembra Elis possuída ainda de inextinguível furor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adélia Porto da Silva, repórter da sucursal de VEJA em Porto Alegre, foi sua colega de escola. Sentaram-se na mesma classe de quarta série ginasial, em 1961. "Elis era ótima em inglês, boa em matemática e perfeita no relato de anedotas picantes. Em seus cadernos, rabiscava freqüentemente o nome de Gessy Lima, cerebral e elegante ponta-de-lança do Grêmio Futebol Portoalegrense."&lt;br /&gt;Em três anos de rádio, Elis nunca foi vista sem a companhia e a vigilância da mãe. "Ela &lt;br /&gt;ficava por perto, fazendo tricô, quilômetros de tricô", a filha confirma. Maurício Sirotski &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elisbracopracima.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrinho, hoje com 50 anos, diretor da Rede Brasil Sul de Comunicações, trabalhou com a primogênita de dona Ercy. Como animador do programa, anunciava a entrada de Elis no palco utilizando frases que levavam ao delírio as 3.000 pessoas que lotavam o cinema Castelo. "Então entrava ela, com ar infantil, vesguinha, perna torta, caminhando de pés virados para dentro, muito insegura. Quando começava a cantar. porém, tomava conta do auditório."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idêntico entusiasmo Elis provocava nos músicos, como o maestro alemão Karl Faust, regente da orquestra em que estreou como crooner, aos 15 anos. Em seu escritório em Hamburgo, Alemanha, de onde atualmente dirige o departamento de música erudita da gravadora Polydor International, Faust, de 46 anos, recebeu Carlos Struwe, de VEJA, para uma conversa sobre a ex-pupila. "Ela sempre foi alegre, otimista, positiva. E trabalhava com seriedade. Depois que voltei à Alemanha, em 1962, reencontro Elis mais ou menos a cada dois anos. Mas até hoje não consigo definir sua voz. Para mim, é uma das poucas artistas completas que existem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elogios assim tão derramados ecoam rotineiramente aos ouvidos da Baixinha. As reverências partem dos mais diferentes pontos. Walter Silva, o "Pica-pau", 42 anos, o radialista e produtor de shows musicais que em 1965 a convidou a experimentar São Paulo: "Ela é a nossa Edith Piaf, a nossa Amália Rodrigues, nossa Judy Garland, a nossa Libertad Lamarque, a única estrela de categoria internacional que o Brasil já teve".  E "Pica-pau" arremata, triunfal: "Benditos os olhos que viram Elis Regina cantar e Pelé jogar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns preferem outra forma de reconhecimento. Antônio Carlos Jobim, por exemplo, gravou um disco todo com Elis. Os mais significativos nomes da música popular brasileira revelados nos últimos dez anos, de Edu Lobo a Milton Nascimento, de Chico Buarque a João Bosco, não hesitaram em confiar a Elis o seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela ainda ajudou a revelar muitos outros, como Tim Maia - e um autor de carreira bruscamente interrompida, um certo Édson Arantes do Nascimento, o Pelé. Não bastasse tão amplo crédito à sua competência profissional, alguns compositores tornaram-se íntimos amigos de Elis Regina. Como Aldir Blanc, o parceiro de João Bosco, que percebe na voz da cantora "a emoção que tive ao fazer a letra". Mais. "Acho Elis a maior cantora que o Brasil já teve em qualquer época. Admiro tanto a sua capacidade de duração quanto a de renovação. Nosso relacionamento é profundo, superaberto. Quem a conhece bem de perto vê que a cada dia de espetáculo, a cada faixa de disco, ela se supera. Um processo violento e contínuo de superação de si mesma. Elis é uma pessoa extremamente corajosa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produtor e diretor de espetáculos, humorista, o bon vivant Luís Carlos Mièle trabalhou diversas vezes com Elis. "Já a vi, e já a li, rotulada das mais diferentes maneiras. Mas a verdade é que em todas as fases de sua carreira, tanto público como crítica sempre tiveram que engolir Elis Regina. Porque, distribuindo muito mais talento que simpatia, Elis é a primeira, a segunda e a terceira cantora do Brasil."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente o que, ela estava disposta a provar quando, a 31 de março de 1964, desembarcou - com o pai Romeu - no Rio de Janeiro, esquecida do propósito de se tornar professora e advogada, e ansiosa por sensibilizar o chamado cenário artístico nacional. Na bagagem levava um disco que gravara para a CBS, uma sacolejante reunião de boleros e rocks-baladas, possíveis, segundo seus idealizadores, de fazer dela uma répica de Celly Campelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Romeu e eu fomos morar num quarto-e-sala da rua Figueiredo Magalhães, em Copacabana. Aprendi a cozinhar. Lavava a louça e Romeu arrumava a casa. Eu esfregava roupa, ele passava. Sabe como é, Romeu tinha lá seus 45 anos, e nessa idade ninguém arranja emprego. A gente precisava se virar com o que eu ganhava na TV Rio, num emprego que o Paulo Gracindo me conseguiu. Eram 200 contos por mês. Mandávamos 100 para Porto Alegre, 60 iam no aluguel, sobravam 40 para o resto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O compositor Roberto Menescal conheceu-a naquela época. E maravilhou-se à primeira vista. "Foi um negócio parecido com o que senti ao ouvir pela primeira vez o trabalho de João Gilberto. Fiquei vidrado mesmo." E a empolgação não diminuiu com o tempo. "Acho que Elis Regina é um pouco Vinicius de Moraes - está sempre começando. Quando você menos espera, lá vem ela toda entusiasmada, inteiramente imprevisível. Apesar de não ser fácil lidar com ela, é uma pessoa tão incrível que merece todo o crédito profissional."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinicius, compositor, poeta e diplomata, foi quem a batizou de "Pimentinha". A razão: "Aquela mulher não é fácil. Muito temperamental, imprevisível nas suas reações. Mas nenhuma cantora brasileira tem, como ela, tamanha sensibilidade para ritmo e divisão. Ela está mais tranqüila agora." E diagnostica a possível causa: "O casamento com o Cesinha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis, aliás, não procura desmentir sua fama de "baixinha invocada", hiper-sensível, difícil. "Sou mesmo. Eu sou uma pessoa geniosa. Se você me tratar legal, tudo bem. Mas se eu tenho uma unha encravada e você pisa nela, o mínimo que eu vou fazer é te mandar..." - transmitiu ela, quase como uma advertência, a José Márcio Penido, que a entrevistou para VEJA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os palavrões, aliás, participam desinibidamente de sua conversa. E também gírias, desde o senil "bicho" às mais disseminadas criações da chamada turma da curtição. De uns e outros, contudo, ela abre mão ao explicar sua posição na constrangedora disputa que se trava, desde a semana da estréia, nos bastidores de "Falso Brilhante". A diretora e o cenógrafo pleiteiam um percentual na bilheteria do espetáculo. Tal exigência, rebate Edmar Tommy, advogado da cantora, seria infundada, pois havia-se combinado que Míriam Muniz e Naum Alves de Souza receberiam um pagamento fixo por seu trabalho - 40.000 cruzeiros cada um. Paga esta soma, nada mais teriam a reclamar. Os dois artistas, por sua vez, reafirmam, cada qual, o direito a 5% da renda diária. Como nenhum contrato escrito se celebrou entre as partes, a polêmica se estendeu por um mês. No final da semana passada, entretanto, graças aos esforços de seus advogados, os litigantes pareciam dispostos a celebrar um acordo e encerrar a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tão agitada vida, a surpreendente Elis cultiva hábitos bem prosaicos. Faz a feira toda semana. Vai com o marido e os filhos andar de montanha russa no Playcenter e fazer piquenique nos gramados do Parque Ibirapuera. Não tem cozinheira. Ela mesma prepara o trivial variado de todos os dias - é uma especialista em suculentas peixadas. "Nós somos bem medíocres, graças a Deus", sintetiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ela sempre será uma radical", define o seu amigo Abelardo Figueiredo, produtor de shows e proprietário da boate Beco, em São Paulo, com a autoridade de quem foi até padrinho de casamento da cantora (com Bôscoli): "Ronaldo e Elis eram duas pessoas muito carentes de afeto, até parecia que se completavam. Mas o resultado foi um relacionamento neurótico. César Camargo Mariano lhe dá mais segurança afetiva, acho que estão ótimos juntos. Em casa, ela se comporta como uma mãe superdedicada, capaz de fazer tudo pelos filhos, mas sem chegar a superprotegê-los. A conversa é cri-cri, vida burguesa mesmo, porque Elis é uma mulher simples. Ama e odeia com toda força - e nisso está a chave da sua personalidade e do seu radicalismo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis conheceu Ronaldo Bôscoli quando se mudou para c Rio, há quase doze anos. O baterista Do Um Romão convidou-a para cantar com seu Copa Trio no Beco das Garrafas, o mais renomado reduto da música brasileira na primeira metade dos anos 60. Elis descreve o local: "O Beco era uma ruazinha de 50 metros, 20 talvez, com uma série de garagens, quatro ao todo, adaptadas para boates. Aquilo significava o templo da canção brasileira. Quem entrava nas quatro casas era quente. Quem não conseguia, estava perdido. Tive, então, oportunidade de vivenciar uma realidade das mais violentas que um ser humano possa se permitir". Os cariocas, lembra Elis, consideravam-se os donos da música brasileira - não tinham inventado a bossa-nova? Os forasteiros, se não passavam por maus-tratos, permaneciam simplesmente ignorados. "Agrediam a gente de tudo quanto é jeito. Eu dava boa-noite e não ouvia resposta. Ensaiava uma música num tom e na hora de tocar os músicos atacavam três tons acima, só pra me humilhar. Eu chorava que nem uma imbecil em cena."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namorado firme, naquela época, nenhum, ela garante. "Eu queria minha mãe, o útero materno, porque estava numa guerra desgraçada." Não gostava da noite, da boêmia, detestava beber. "Prefiro o branco ao preto. Prefiro o dia. Eu posso ver." De bom, para ela, o Rio só tinha a oferecer suas características de cidade-balneário. Assim, sem pensar duas vezes, aceitou o convite de Walter Silva para se apresentar nos shows musicais que ele produzia no Teatro Paramount de São Paulo. O cachê de 80 contos equivalia a uma dezena de noites de trabalho na boate Bottle's, do Beco. "Lógico que aceitei. O pessoal chiou - afinal, eu estava segurando a lotação da casa, pô. Um bando de sanguessugas, isso sim. Me xingaram de tudo quanto é nome. Mas eu tinha que aceitar, precisava ganhar dinheiro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na capital paulista, Elis Regina encontrou um ambiente musical bastante diferente. Os concorridíssimos shows do Paramount contavam com a colaboração de universitários paulistanos. Cada semana, um diretório acadêmico organizava a programação e convidava um grupo de artistas, "todos recém-chegando", ela recorda: "Vi o Chico Buarque, por exemplo, estudante de arquitetura, cantando 'Pedro Pedreiro' com as irmãs". Tanta gente nova, tantos talentos, por que não fazer um concurso? - pensaram os diretores da TV Excelsior, de São Paulo. Surgiu então o 1º Festival de Música Popular Brasileira, em 1965. Logo de saída, defendendo "Arrastão', de Edu Lobo e Vinicius de Moraes, Elis (que muitos pensavam ser Élis), conseguiu uma formidável vitória. A música ganhou o primeiro lugar e ela o título de melhor intérprete, alguma fama - a voz perfeita, o sorriso escancarado, os braços que se moviam furiosamente enquanto cantava - e apelidos como "Hélice" e "Eliscóptero".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elisarrastao.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comemorar a vitória no festival, Walter Silva programou três noites de espetáculos, com a participação dos mais destacados concorrentes. "Então eu cantei um pot-pourri com o Jair Rodrigues, acompanhamento do Jongo Trio. Os produtores, que gravavam todas as apresentações, mandaram a fita para a Phonogram, sem que eu e Jair soubéssemos de nada." Três semanas mais tarde, estourava em todas as lojas de discos do país o LP "Dois na Bossa". "Aí não deu pra segurar mais", relembra Elis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil ingressava na era dos festivais - e Elis Regina despontava como a mais cintilante revelação do naipe feminino de astros. "Era uma verdadeira loucura. O país inteiro seguia pela televisão. No teatro, não tinha chão, só gente. Bastava entrar em cena e dizer boa noite, uáááááááá, a massa ululava. Chico, Edu, Nara, Gil, Caetano, apenas gente nova, em cena e na platéia, um negócio muito bonito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E conturbado também. "O artista se sentia obrigado, por falta de mercado e de alternativa, a se dedicar exclusivamente à televisão. Eu não tinha tempo para conviver com os colegas. Tudo muito desumano. Excursionávamos sem parar. Faziam-se shows de várias horas, com cinqüenta ou mais artistas, em instalações precárias, sem camarins, banheiro - e até mesmo sem cadeiras."&lt;br /&gt;Entre uma excursão e outra, gravaram-se mais dois discos do sorridente par. "Jair e eu acabamos virando dupla - afinal, o primeiro LP vendeu mais de 500.000 cópias. Se eu ia a algum lugar sem ele, perguntavam: 'Cadê o Jair?'"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que não trouxe a Elis?", costumavam igualmente indagar do sambista  quando o viam sem a parceira. Depois do terceiro disco, conta Jair, os dois resolveram desfazer a dupla. "Era uma jogada muito perigosa. Na época,  quando do pintou "O Fino da Bossa", juntou-se a fome dela com minha vontade de comer. Mas, depois de saciados, comer mais seria pura gulodice". Aos 36 anos, que não aparenta, Jair parece o mesmo daqueles tempos - simples, despachado, brincalhão. A separação foi discutida e decidida em termos amigáveis. "Elis sempre se portou como uma profissional correta e uma figura humana admirável", garante Jair. "Nunca me destratou, nem como cantor, nem como homem, sempre foi maravilhosa comigo." Elis tem as mesmas palavras carinhosas para recordar o ex-companheiro. "O primeiro filho dele nasceu no mesmo dia que eu, 17 de março. Essa coincidência me fez chorar feito uma cabra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dela também não têm queixas os dois empresários com quem trabalhou, Marcos Lázaro, durante onze anos, e Rode Oliveira, dezoito meses. Graças ao primeiro, Elis cantou para platéias de quase vinte países das Américas, Europa e África. "Não viajou mais para o exterior porque não quis", conta Lázaro. "Para mim, ela está no nível de uma Ella Fitzgerald ou de uma Barbra Streisand."O destrato entre os dois também transcorreu em paz. "A maior qualidade de Elis é que, sendo amiga, o é realmente. Como demonstrou comigo: separamo-nos tão cordialmente que ela nunca falou mal de mim nem eu dela." De fato. Diz Elis: "Onze anos depois, fazendo uma repensagem, concluí que Marcos Lázaro foi a pessoa mais honesta que eu conheci. Porque ele nunca me mentiu, sempre disse: o que me interessa são os 20% que você me dá".  Como se traduziria, então, essa, digamos, desonestidade dos demais? "Quase todos diziam que gostavam de mim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto de Oliveira, 27 anos, da Clak Produções Artística, empresariou Elis durante todo o ano de 1974. Levou-a a gravar com Tom Jobim nos EUA e a percorrer o chamado circuito universitário - uma longa excursão de ônibus por cidades do interior. E relembra: "Ela enfrentou a parada com uma disposição incrível. Se tivesse que cantar o ano todo, cada dia numa cidade, Elis adoraria", conta Roberto, um homem que a Baixinha define amorosamente como "um cara de branco, prateado e com uma aura no corpo". Quanto ao circuito, "embora estafante", compensou. "Porque pude mostrar o trabalho de João Bosco, de Milton Nascimento, falar com as pessoas mais de perto e tomar contato com a realidade do país. Pois as metrópoles não são o Brasil. O Brasil é Piracicaba, Uberaba, Uberlândia, o interior. São Paulo é um acidente, saca? Mas é um lugar maravilhoso, de onde não vou sair nunca mais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu maior sonho, por exemplo, está na casa pré-fabricada que pretende erguer em seu terreno nos Alpes da Cantareira, um novo, longínquo e verdejante bairro de São Paulo. Além desse lote, Elis possui três apartamentos no Rio de Janeiro e a casa onde mora em São Paulo. Bens que adquiriu ao longo dos últimos anos, a partir do momento em que "O Fino da Bossa", os festivais da Record e os discos promoviam farta e regular compensação financeira. Uma época em que trabalhava "que nem uma louca". Uma vez teve um desmaio, de pura exaustão, e passou 28 horas desacordada. "Eu simplesmente não queria acordar. Pra quê? Não passava de uma máquina registradora. Não tinha amigos, não conversava com ninguém. Romeu, pela primeira vez em tantos anos, não estava ao meu lado. Eu o tinha dispensado, ficava encabulada de ser a estrela que sempre carregava o papai ou a mamãe, saca?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morando só, sem receber visitas e sem fazê-las, "para não dar o que falar", Elis confessa que nunca se sentiu tão mal. "Com 20 anos, uma enorme vitalidade, trabalhando doidamente e vivendo só, era um tremendo vazio. Você fica carente demais, o primeiro malandro com um pouco de lábia que pinta você cai. Não deu outra. Em 1967, casei com Ronaldo Bôscoli."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Chegou a ser bom algum tempo?&lt;br /&gt; - (longa pausa) Não.&lt;br /&gt; - Por que tudo muito apressado?&lt;br /&gt; - Não foi legal. Sem detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ronaldo também não fala da ex-mulher. Procurado por uma repórter de VEJA, marcou um encontro. Mas não compareceu. Mais tarde, por telefone, explicou-se. Seu advogado recomendara não fazer declarações para não prejudicar o andamento do lento processo que corre na Justiça carioca pela custódia de João Marcelo, o filho do casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fins de 1970, Elis fez análise com o dr. Hélio Pellegrino, no Rio. De grupo? "Não confio nas pessoas. Quando você conta casos ao analista, você dá nomes, né? Eu só conheço gente que todo mundo conhece. De repente, tem alguém ali no grupo que vai escrever contando minhas sessões, e aí como vai ser? Eu não sou besta. Já aconteceu isso uma vez, não quero de novo. Uma pessoa que privava da minha intimidade foi depois para os jornais contar até o nome do remédio que eu tomava nas minhas prisões de ventre."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem foi? Alguma secretária, empregada doméstica?&lt;br /&gt;- (longa pausa) Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, o tratamento pacificou Elis. Ela deu por encerrada a "fase loucura" de sua carreira, que durava já seis anos, e passou a restringir suas apresentações em público. Nos últimos anos, montava apenas um show por temporada, um ou dois discos no máximo. Antes tão afogueada, sua carreira quase beirou o extremo oposto, impecáveis recitais onde a absoluta correção de suas interpretações chegava a aparecer gélida, impessoal. Até a reviravolta completa de "Falso Brilhante".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o pai não é mais o único amigo de Elis Regina. Ela se orgulha de contar com gente querida em "Vitória, Belo Horizonte, Formiga, Curitiba, Porto Alegre, Rio, Recife, São Paulo e São Luís do Maranhão. Pessoas-exemplos, pessoas-chaves, gente que fala direto, sem entrelinhas - elas dizem". Existe também o preito dos admiradores. Elis adora, por exemplo, ser reconhecida na rua. "Gosto mesmo. Meu superego fica dançando rumba de tanta satisfação. E não tenho a menor vergonha de confessar. Vou ficar velha, com 60 anos, mas não largo esse riso na cara pra todo mundo ver que sou eu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhos de conquistar o mundo? "Acidentalmente, talvez. Perseguir isso, não. Tenho preocupação com uma carreira latino-americana - o que é bem diferente." Em "Falso Brilhante", no final do espetáculo, à frente de sua pequena mas comovedora companhia, Elis ginga pelo palco com um tosco estandarte na mão. Que pavilhão seria esse? Ela demora muito para responder. "Eu, porta-estandarte? Sei não. Sou uma cantora. Popular. Não levanto nada não. Eu só canto. O resto é conseqüência."&lt;br /&gt; REVISTA VEJA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/elisbroto.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;E tudo começou por aqui.&lt;br /&gt;O 1ºDisco de Elis Regina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIVA A BROTOLÂNDIA                &lt;br /&gt;Elis Regina&lt;br /&gt;1961&lt;br /&gt;Continental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1  Da sorte  &lt;br /&gt;(Salvador)&lt;br /&gt;2  Sonhando (Dream)  &lt;br /&gt; (Ellis - Vorzon)&lt;br /&gt;3  Murmúrio  &lt;br /&gt; (Djalma Ferreira - Luiz Antônio)&lt;br /&gt;4  Tu serás  &lt;br /&gt; (Ângela Martignoni - Othon Russo)&lt;br /&gt;5  Samba feito para mim  &lt;br /&gt; (Paulo Tito)&lt;br /&gt;6  Fala-me de amor (Take me in your arms)  &lt;br /&gt; (Markus - Rotter)&lt;br /&gt;7  Baby face  &lt;br /&gt; (Davis - Akst)&lt;br /&gt;8  Dor de cotovelo  &lt;br /&gt; (João Roberto Kelly)&lt;br /&gt;9  Garoto último tipo (Puppy love)  &lt;br /&gt; (Paul Anka)&lt;br /&gt;10  As coisas que eu gosto (My favorite)  &lt;br /&gt; (Hammerstein - Rodgers)&lt;br /&gt;11  Mesmo de mentira  &lt;br /&gt; (Carlos Imperial)&lt;br /&gt;12  Amor, amor (Love love)  &lt;br /&gt; (B.Caesar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Macaquices de auditório&lt;br /&gt;Duas ou três lembranças de um apaixonado por Elis Regina&lt;br /&gt;Artur Xexeo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Uma história puxa outra.Quem lê esta coluna (quem lê esta coluna?) sabe que o autor teve, tem e, tudo indica,sempre terá fixação em Elis Regina.Foi só lembrar disso na última quarta-feira para as lembranças de seus tempos de macaco de auditório ficarem mais acesas.Divido-as com vocês.&lt;br /&gt;	Tive uma vizinha, em Copacabana, que participou de um cruzeiro marítimo do qual Elis também fazia parte.Elas voltaram da Europa no mesmo navio.Não ficaram amigas, não se conheceram, nunca sequer se esbarraram.Mas eu admirava muito esta vizinha.Afinal, era a única pessoa do mundo que eu conhecia que já tinha estado no mesmo navio em que Elis Regina estivera.No tempo em que ela era minha vizinha, vi uma vez um especial de Elis na TV Rio.&lt;br /&gt;	Naquele tempo – estou falando de muitos, muitos anos atrás – um especial de Elis na televisão não era divulgado como seria hoje.Na verdade, imagino que nem as emissoras de TV fossem muito organizadas.Provavelmente, o tal especial fora decidido na véspera.Ou naquele dia mesmo.O fato é que foi uma surpresa.Elis estava ali, no mesmo bairro, a alguns quarteirões, fazendo, ao vivo, um especial para a TV Rio.Bati na porta da minha vizinha.Em cinco minutos, decidimos ir lá.&lt;br /&gt;	Nem era para tentar ver o show.E não tentamos.Só queríamos ficar na porta da emissora para acompanhar a saída da Elis.Até então, nunca tinha visto Elis tão de perto.Ela até deu um adeusinho.Acho que reconheceu minha vizinha.&lt;br /&gt;	Logo depois me mudei.Nunca mais vi a vizinha (espero que esteja bem) e ela nunca soube que cheguei a ver Elis bem mais de perto do que naquela noite no Posto Seis.Foi na mesa de um restaurante do Caesar Park.Eu de um lado, ela dou outro.Maior intimidade.E César Camargo Mariano no meio, o que quebrava um pouco a magia daquele primeiro encontro.O papo é que foi muito chato.Trabalhava na sucursal de uma revista paulista e tinha recebido uma pauta pedindo para entrevistá-la. Nem li o telex direito.É uma história tão antiga que é do tempo do telex.Lembra do telex?Pois é. Só li que era pra entrevistar Elis.Quase não acreditei.Depois de marcar a entrevista – acho que com ela mesma, por telefone – me dei conta de quanto era inadequado o assunto.Quer dizer, inadequado para um fã que  perderia a oportunidade de discutir seu último disco ou seu último show.Tinha que entrevistar Elis para falar sobre bancos de leite!Era uma reportagem-denúncia sobre a precariedade dos bancos de leite brasileiros.E Elis, que falava muito sobre isso logo depois de João Marcelo Bôscoli nascer (ele era alérgico ao leite da mãe), poderia dar um bom depoimento.E deu.Mas nunca me conformei de, enfim, estar cara a cara com meu ídolo e só perguntar estranhezas do tipo “você não tinha leite?”, “procurou algum banco?” e “ com os outros filhos, repetiu-se o problema?”Elis Regina nunca soube que estava diante do maior de seus admiradores.&lt;br /&gt;Mas eu tinha que dar um jeito de ela saber.O show era “Saudades do Brasil”, no Canecão.Já tinha visto duas vezes. Aquela era a terceira.Eu precisava dar um jeito de chamar sua atenção.Não conto tudo que fiz, mas quando o espetáculo acabou eu estava em pé, em cima da mesa, gritando: “Você é grande, Elis!”Não sei se Elis me viu, mas a Graça Lago - filha do grande Mário e , ela também, uma gracinha – veio me convidar para ir até o camarim.As duas eram amigas, sabe?Não tive coragem.Mas fiz uma encomenda.Entreguei minha cópia do álbum duplo com a gravação do espetáculo para Elis autografar.Graça cumpriu a tarefa direitinho.E é assim que guardo até hoje meu disco de vinil com o autógrafo da maior cantora brasileira.Quando meu pai gostava muito de um pertence, costumava dizer que ele era da Maroca.Por quê?Porque não se dá, não se vende e não se troca.Eu sei que não faz nenhum sentido, mas rima, né?Meu disco com o autógrafo da Elis é da Maroca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110614668021245935?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110614668021245935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110614668021245935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/elis-regina-especial-5.html' title='Elis Regina Especial 5'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110605879422639422</id><published>2005-01-18T12:40:00.000-02:00</published><updated>2005-01-18T12:36:23.250-02:00</updated><title type='text'>Amanhã é  19 de Janeiro/ Nara Leão e Elis Regina </title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;19 de Janeiro de todos os anos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã é 19 de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/nara1.gif" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;O dia 19 de Janeiro atinge meu coração de duas formas implacáveis:uma boa e outra ruim.&lt;br /&gt;Boa porque eu lembro do aniversário da eterna musa da bossa nova Nara Leão,linda ,maravilhosa,politizada e independente.Nara tem algo que é seu, próprio, intocável o jeito de cantar...emfim Nara Leão inspira os poetas e nos encanta com seu estilo todo próprio e marcante de cantar.Para Nara ,basta “um cantinho um violão” e tudo vira magia.&lt;br /&gt;O dia 19 de Janeiro também lembra um fato desta vez triste ,eu penso que o 19-1-1982 nunca deveria ter existido,foi o dia de uma das maiores perdas da nossa MPB da nossa cultura e da música  brasileira em geral,o mundo perdeu Elis Regina.&lt;br /&gt;Elis morre por overdose de cocaína e álcool, segundo laudo oficial...não é fácil ,não é fácil ficar sem Elis.&lt;br /&gt;Ontem quem nos deixou foi o querido Bezerra da Silva,aumentando nossa melancolia nos primeiros dias de Janeiro.&lt;br /&gt;Mas chega de saudade,vamos lembrar a Elis amanhã e hoje é a vez da Nara Leão!&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/violao.gif" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Nara cantava assim...&lt;br /&gt;“acender as velas&lt;br /&gt;já é profissão&lt;br /&gt;quando não tem samba&lt;br /&gt;tem desilusão...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis cantava assim...&lt;br /&gt;“acender as velas já é profissão&lt;br /&gt;quando não sou eu é Nara Leão...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Quando Nara Leão canta eu lembro um pássaro...mas não um pássaro cantando,um pássaro voando...”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ferreira Gular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/nara2.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um duelo de Gigantes!!!&lt;br /&gt;Era o maravilhoso e conturbado ano de 1966.&lt;br /&gt;E a finalíssima do Segundo festival de MPB da Record estava diante de um impasse histórico!&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/jair2.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas canções que se classificaram para a final tinham adeptos e defenssores de todas as classes e de todos os cantos.&lt;br /&gt;De um lado Nara Leão com “A Banda”(estava a toa na vida e meu amor me chamou pra ver a banda passar...lembra!) e de outro lado o  Jair Rodrigues,o cachorrão como o chamavam,defendendo “Disparada”.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/jair1.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda, uma marchinha suave tinha lá seu fundo político mas era leve,era do agrado maior do cariocas,de outro lado Disparada com uma letra bem mais ousada, e ousadia naquela época podia custar muito caro,era preferida dos paulistas...&lt;br /&gt;O final foi marcante e não podia ser diferente A Banda e Disparada empataram!!!Niguém podia com a Nara...ela era demais mesmo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após ela lançou um compacto(os compactos eram aqueles bolachões de vinil com apenas duas músicas, uma de cada lado)com a música A Banda---Foi um sucesso, vendeu 100.000 cópias que para a época foi um marco para um disco de MPB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NARA LEÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/violao.gif" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa tão cantada em verso em prosa. Acontecia o ano de 1942, ano em que o Rio perde a praça Onze. No rádio escutava-se o grande sucesso do saudoso Mário Lago, AI QUE SAUDADE DA AMÉLIA. Tocava ainda nas rádios carioca, AOS PÉS DA CRUZ, AVE MARIA NO MORRO, RENÚNCIA e SÓ VENDO QUE BELEZA. Foi embalado nessas músicas que o Rio de Janeiro, em uma de suas melhores épocas recebeu a menininha Nara Lofego Leão, um bebê ainda de colo. Narinha havia nascido em 19 de janeiro daquele mesmo ano, em Vitória do Espírito Santo. Os pais eram Dr. Jairo Leão, advogado, e a dona de casa, D. Altina Leão. E ainda tinha uma irmã, que era nada mais nada menos que Danuza Leão. Danuza foi uma espécie de “divisão de águas”, da sociedade brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina de classe média carioca nos anos dourados da década de 50, teve como seu quintal as areias ainda brancas das praias da zona sul carioca. Nara tentou dança, mais gostava mesmo de fazer gravuras. Um de seus primeiros namoradinhos foi Roberto Menescal, foi ela quem apresentou a Menescal o tal “ JAZZ”. Entediada de estudar acordeom, o instrumento da moda. Caiu de amores por outro instrumento, o violão, desprezado por sua irmã Danuza. Nara escolheu bem, pois o violão foi seu companheiro por toda a vida: “Ele é como um namorado. Ajuda, aconchega.” Falou Nara certa vez sobre seu violão. Nara e sua turma de praia, insatisfeitos com a música que escutavam. Começaram a se reunir para escutarem coisas diferentes, pesquisarem, e até fazer novas músicas. O grupo começou a aumentar, nomes como Ronaldo Bôscoli, João Gilberto se juntaram aos demais. A casa de Nara Leão, foi o principal ponto de encontro dessa turma, mas não era o único. Tinha a casa do pianista Bené Nunes, entre outros. O folclore tratou de criar as lendas, que não são poucas e existem até hoje. Como tudo a Bossa Nova – nome que foi dado ao que podemos chamar de movimento musical – tinha o seu mentor Ronaldo Bôscoli, seus “cabeças”, como Roberto Menescal, Carlos Lyra e João Gilberto. E como se tratava de musicas, com letra, verdadeiras poesias, tinha também sua musa. Assim Nara Leão ganhou seu eterno apelido de Musa da Bossa Nova. Mas a Bossa Nova ficou Pequena para as salas dos apartamentos em que se reunia. Logo começaram os Show´s em escolas, grêmios, faculdades. Foi nesses shows que aconteceu a estréia de Nara Leão. Nara muito tímida, foi vítima de uma “armação” de Silvinha Telles, que antes de chamá-la ao palco, mandou fechar todas as portas. O nervosismo de Nara foi tamanho, que cantou de costas para o público. Ai, começaram a surgir os primeiros NARÓLOGOS, e a fama dos joelhos de Nara. Como os mais belos de nossa música. A Bossa Nova chega aos teatros e vira mania nacional. Mas com sua plenitude a bossa, começou a sofrer os seus famosos “rachas”. O primeiro foi o de Carlinhos Lyra e Ronaldo Bôscoli. Algum tempo depois por desencontros da vida, Nara rompe com o articulador da Bossa, e também seu noivo, Ronaldo Bôscoli. Músicas como O BARQUINHO, SE E TARDE ME PERDOA, LOBO BOBO, todas foram feitas para Nara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nara faz sua estréia profissional no musical de Vinicius de Morais e Carlos Lyra, POBRE MENINA RICA. Mas em 1964 Nara surpreende com seu primeiro disco. Nara resgata o samba de morro, lança e relança os sambistas do mais puro samba. O incomparável Cartola, Nelson Cavaquinho, também com musicas de Carlos Lyra e Vinicius. Mas nada de sorriso, amor e flor. Todas engajadas com temáticas da realidade brasileira. Nara foi a primeira cantora branca da chamada zona sul, a fazer esse tipo de valorização dos sambistas esquecidos, os resgatando em disco. Nara foi aclamada e também perseguida por esse seu feito. Começou ai, não diria o melhor momento na carreira de Nara Leão, mas sem sombra de duvidas o mais importante. Nara se engaja na luta por justiça social, tendo como principal arma, sua música. Depois do golpe militar, Nara troca farpas com os militares, chegando quase a ser enquadrada na lei de segurança Nacional. Só não o foi devido a mobilização dos intelectuais a seu favor. Carlos Drumont de Andrade lhe fez um poema, a defendendo dos militares. Nara Leão, ao lado de João do Vale e Zé Kéti, foi a estrela do show OPINIÃO. Um dos shows mais importantes dentro da música popular brasileira. Por motivos de saúde teve de ser substituída, não só escolheu sua substituta como exigiu a mesma. Colocou Maria Bethânia em seu lugar no OPINIÃO. Sendo assim responsável por tabela, pelas vindas da Bahia de Caetano Veloso e Gal Costa. Estreou um outro show semelhante, LIBERDADE, LIBERDADE. O show passou pouco tempo em cartaz, foi logo proibido pela ditadura. Nara de musa da Bossa Nova passa a Diva do protesto. Nara passa a ser uma espécie de bússola dentro de nossa música, passa a lançar sempre nomes de compositores que seriam mais tarde os grandes da MPB. Chico Buarque, Paulinho da Viloa, Sidney Miller entre muitos outros. Um pouco mais na frente Nara canta com todo o Brasil, A BANDA. Musica de Chico Buarque que bateu todos os recordes de sua época. E fez de Nara e Chico os vencedores do II Festival de Música Popular Brasileira. Na época áurea dos festivais de nossa música. Nara Leão foi uma das primeiras cantoras consagradas a apoiar a TROPICALIA, outro movimento musical que chegou para quebrar os preconceitos de nossa musica. Na década de 60, a fina flor da cultura se entrelaçavam em todas as suas ramificações. Fossem elas o teatro, a música, a poesia, o cinema. Nara além da música que era o seu pedaço, fez teatro e cinema. No cinema estreou o filme QUANDO O CARNAVAL CHEGAR, ao lado de Chico Buarque e Maria Bethânia. Participou ainda dos filmes, GAROTA DE IPANEMA, OS HERDEIROS, O HOMEM CELEBRE e A LIRA DO DELIRIO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos de chumbo que a ditadura instaurou no Brasil, começaram a pesar para o lado de Nara. Nara casada com o cineasta Cacá Diegues, viaja em um alto exílio. Primeiro para a Itália e depois França. No seu exílio Nara faz as pazes com a Bossa Nova e grava um disco propriamente dito do movimento. Também se especializa em versões, trabalho que gostava de fazer. Uma dessas versões e JOSÈ, gravada por Rita Lee. Na França nasce a filha de Nara, Isabel. De volta ao Brasil nasce o segundo filho de Nara, Francisco. Nara Leão troca a vida de cantora famosa, pela vida de mãe. Nesse período fez shows e gravou discos esporadicamente. Faz vestibular para Psicologia, e obtém um dos primeiros lugares. Nara Leão registra seu lado “mãe” em disco. Gravou um disco só com músicas que cantava para seus filhos dormirem. Nara sente saudade de seus amigos e resolve dar uma festa, em vez de receber seus amigos em sua casa, os recebe em seu disco. Nara canta todas as faixas acompanhada de um amigo. Fazem parte dessa turma, Edu Lobo, Chico Buarque, Dominguinhos, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Tom Jobim, Dominguinhos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Erasmo Carlos e Nelson Rufino. Depois grava um disco só com músicas de Roberto e Erasmo Carlos. Nara Leão começa a sentir os primeiros sintomas do enfraquecimento de sua saúde. Mas segue em frente e grava um disco só com músicas de seu grande amigo Chico Buarque de Holanda. Nara resolve dar uma nova guinada a sua carreira, Grava um disco produzido por o também seu amigo Fagner. O próximo disco de Nara é um disco síntese de sua carreira. Nara cai de novo no samba, com o disco MEU SAMBA ENCABULADO, segundo a própria Nara, um samba de sabor brasileiro. Ficha-se um ciclo e Nara Leão Volta a Bossa Nova, seu últimos cinco discos são de Bossa Nova, hora em homenagem ao movimento, hora por encomendas dos japoneses, Nara tem naquele país um grande público. Nara Leão passa a fazer show´s pelo mundo inteiro. Canta Bossa Nova em Nova Iorque, Europa, Japão, sempre ao lado se seu eterno parceiro e amigo Roberto Menescal. Em 07 de junho de 1989, a tardinha cai, a Narinha vai. Nara Leão morre, mas nos deixa um legado de valor incalculável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nara Leão começou somente como Nara. Opinou. Protestou com opinião, e cantou livre. Cantou a Bossa com mais quatro. Exigiu Liberdade, liberdade. Pediu passagem. Raiou com a manhã de Liberdade. Soprou o vento de maio. Voltou a ser Nara, depois Nara Leão. Mostrou as coisas do mundo. Reavivou a bossa dez anos depois. Relembrou os seus primeiros amores. Cantou com seus amigos que eram um barato. Mandou tudo por inferno. Homenageou um amigo com açúcar e com afeto. Teve um romance popular com os novos ritmos do nordeste. Bailou. Sambou encabulada. Novamente cantou em um cantinho e um violão. Distribuiu abraços, carinhos e beijinhos sem ter fim para seus fãs. Disse onde foi garota, e nos contou seus sonhos dourados. E por fim descansou seu coração. A discografia de Nara Leão é uma das mais perfeitas já deixada para nós, amantes da MPB. Quem quiser saber o que aconteceu dentro da Música Popular Brasileira, entre 1964 a 1989, escute os discos de Nara Leão.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110605879422639422?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110605879422639422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110605879422639422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/amanh-19-de-janeiro-nara-leo-e-elis.html' title='Amanhã é  19 de Janeiro/ Nara Leão e Elis Regina '/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110597145095184362</id><published>2005-01-17T12:33:00.000-02:00</published><updated>2005-01-17T12:27:15.230-02:00</updated><title type='text'>Bezerra da Silva subiu o Morro do Céu</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Vou apertar, mas não vou acender agora! &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/bezerra.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cantor Bezerra da Silva morreu nesta segunda-feira no Rio de Janeiro, aos 77 anos. Ele estava internado desde 28 de outubro, com problemas pulmonares, no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital dos Servidores do Estado. À época, ele foi levado para o hospital pelo Corpo de Bombeiros depois de se sentir mal em seu apartamento, no bairro de Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Antes disso, o sambista já havia passado por uma internação em setembro, numa clínica privada do Rio, quando foram diagnosticados pneumonia e enfisema pulmonar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bezerra teve alta, mas continuou fazendo tratamento em casa, valendo-se de uma estrutura montada por sua mulher, Regina. Com a piora de seu quadro, foi novamente internado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sambista foi intérprete de sucessos como "Malandragem Dá um Tempo" e "Malandro É Malandro e Mané É Mané" e admirado por nomes da música pop como Marcelo D2, Barão Vermelho e O Rappa, que costumavam cantar suas músicas em shows. Ele celebrizou o chamado "sambandido", que mistura humor e protesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de 2001, Bezerra da Silva se tornou evangélico e, segundo sua mulher, se preparava para gravar um disco com músicas religiosas ainda este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não há informações sobre onde ocorrerá o velório e nem sobre o cemitério onde seu corpo será enterrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA HORA DA DURA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na hora da dura &lt;br /&gt;voce abre o cadeado &lt;br /&gt;e dá de bandeja &lt;br /&gt;os irmaozinhos pro delegado &lt;br /&gt;na hora da dura &lt;br /&gt;voce abre o bico e saiu caguetando &lt;br /&gt;eis a diferença,mané &lt;br /&gt;do otario pro malandro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e no pau de arara &lt;br /&gt;vc confessou o que fez e não fez &lt;br /&gt;e de madrugada &lt;br /&gt;gritava de medo dentro do xadrez &lt;br /&gt;quando via o xerife &lt;br /&gt;se ajoelhava e ficava rezando &lt;br /&gt;eis a diferença,canalha &lt;br /&gt;do otatio pro malandro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e na colonia penal &lt;br /&gt;assim que vc chegou &lt;br /&gt;deu de cara com os bichos &lt;br /&gt;que vc caguetou &lt;br /&gt;ai,vc foi obrigado &lt;br /&gt;a usar fio dental e andar rebolando &lt;br /&gt;eis a diferença,canalha &lt;br /&gt;do otatio pro malandro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A moça que leva a vida inteira a espera do príncipe encantado acaba fatalmente encontrando um sapo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110597145095184362?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110597145095184362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110597145095184362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/bezerra-da-silva-subiu-o-morro-do-cu.html' title='Bezerra da Silva subiu o Morro do Céu'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110588361574749492</id><published>2005-01-16T11:53:00.000-02:00</published><updated>2005-01-16T11:53:35.746-02:00</updated><title type='text'>Chico Buarque, meus amigos!</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Mais uma vez Chico Buarque!!!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/chicoviolao.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Série sobre Chico Buarque é destaque na DirecTV &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Chico Buarque é tema de um documentário em três partes da Directv&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O projeto Chico Buarque é a menina dos olhos da DirecTV em 2005. Na verdade, uma delas figura no rol das grandes apostas, ao lado de especiais como 7X Bossa Nova, outra produção exclusiva da operadora para o canal 605. &lt;br /&gt;A série sobre Chico - e tendo ele próprio à frente das câmeras - será exibida em três capítulos, cada qual se aprofundando em um viés da obra dele. A estréia está marcada para o dia 26, com o episódio Meu Caro Amigo, que será reapresentado ao longo da programação do canal até o dia 9 de fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ao ar no Brasil e em outros países da América Latina. Com uma hora de duração, o primeiro episódio tem como cenário o Rio de Janeiro e trata das parcerias do compositor. Tendo a Biblioteca Nacional ao fundo, Chico Buarque discorre sobre seu trabalho de criação e seus parceiros. Ele e o diretor Roberto de Oliveira, seu amigo, fizeram uso dos respectivos acervos pessoais de imagens para implementar o documentário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cenas históricas, como as de Chico ao lado de Tom Jobim, além de histórias contadas pelo próprio compositor, num momento raro de descontração e cumplicidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meses de fevereiro e março, a saga continua. No segundo episódio, intitulado À Flor da Pele, Paris será cenário para uma das vertentes mais comoventes e importantes da obra de Chico: a presença constante da mulher em suas letras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terceiro e último capítulo da série, Vai Passar, já em Roma, o tema central será sua atuação política. Feito em parceria com a RWR Comunicações, o projeto Chico Buarque foi realizado com recursos Agência Nacional de Cinema (Ancine), por meio do benefício fiscal concedido a operadoras e programadoras de TV paga, conhecido como 3% Condecine. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi investido pouco mais de R$ 1 milhão na produção. As gravações tiveram início no dia 3 de novembro, no Rio, continuaram em Paris e Roma, durante novembro e dezembro, e só foram finalizadas recentemente. Há planos de que a série seja disponibilizada em DVD. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tribuna do Norte&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Tudo o que é rigorosamente proibido é ligeiramente permitido"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110588361574749492?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110588361574749492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110588361574749492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/chico-buarque-meus-amigos.html' title='Chico Buarque, meus amigos!'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110583275862939317</id><published>2005-01-15T21:45:00.000-02:00</published><updated>2005-01-15T21:49:47.323-02:00</updated><title type='text'>Águas de Março</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Águas de Março&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom fez Águas de Março no sítio da família em Poço Fundo, estado do Rio de Janeiro, em março de 1972. A propriedade estava passando por uma pequena reforma, que consistia basicamente no reforço de um muro. Chovia muito, e a estradinha que levava ao sítio estava enlameada. Neste ambiente de obra, chuva, e lama, Tom escreveu a letra e a música. No folheto que acompanhou a primeira gravação da música, lançada em um encarte da revista "O Pasquim" em 1972, Tom diz que foi inspirado pelos versos iniciais de Olavo Bilac em "O Caçador de Esmeraldas":&lt;br /&gt;"Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada&lt;br /&gt;Do outono, quando a terra, em sede requeimada,&lt;br /&gt;Bebera longamente as águas da estação&lt;br /&gt;Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata&lt;br /&gt;À frente dos peões filhos da rude mata&lt;br /&gt;Fernão Dias Paes Leme entrou pelo sertão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/tomjobim.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Para mim a melhor música de todos os tempos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Águas de Março&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pau, é pedra, é o fim do caminho&lt;br /&gt;É um resto de toco, é um pouco sozinho&lt;br /&gt;É um caco de vidro, é a vida, é o sol&lt;br /&gt;É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol&lt;br /&gt;É peroba do campo, é o nó da madeira&lt;br /&gt;Caingá, candeia, é o Matita Pereira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É madeira de vento, tombo da ribanceira&lt;br /&gt;É o mistério profundo, é o queira ou não queira&lt;br /&gt;É o vento ventando, é o fim da ladeira&lt;br /&gt;É a viga, é o vão, festa da cumeeira&lt;br /&gt;É a chuva chovendo, é conversa ribeira&lt;br /&gt;Das águas de março, é o fim da canseira&lt;br /&gt;É o pé, é o chão, é a marcha estradeira&lt;br /&gt;Passarinho na mão, pedra de atiradeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma ave no céu, é uma ave no chão&lt;br /&gt;É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão&lt;br /&gt;É o fundo do poço, é o fim do caminho&lt;br /&gt;No rosto o desgosto, é um pouco sozinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto&lt;br /&gt;É uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando&lt;br /&gt;É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando&lt;br /&gt;É a luz da manhã, é o tijolo chegando&lt;br /&gt;É a lenha, é o dia, é o fim da picada&lt;br /&gt;É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada&lt;br /&gt;É o projeto da casa, é o corpo na cama&lt;br /&gt;É o carro enguiçado, é a lama, é a lama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã&lt;br /&gt;É um resto de mato, na luz da manhã&lt;br /&gt;São as águas de março fechando o verão&lt;br /&gt;É a promessa de vida no teu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma cobra, é um pau, é João, é José&lt;br /&gt;É um espinho na mão, é um corte no pé&lt;br /&gt;É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã&lt;br /&gt;É um belo horizonte, é uma febre terçã&lt;br /&gt;São as águas de março fechando o verão&lt;br /&gt;É a promessa de vida no teu coração&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110583275862939317?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110583275862939317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110583275862939317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/guas-de-maro.html' title='Águas de Março'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110571762908238569</id><published>2005-01-14T13:47:00.000-02:00</published><updated>2005-01-14T13:48:35.010-02:00</updated><title type='text'>Pietá de Milton Nascimento</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.arquivompb.blogspot.com/"&gt;Pietá um novo Clássico da MPB&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/pieta.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Milton Nascimento é um dos grandes da MPB.Foi lançado nacionalmente por Elis Regina e não parou mais de crescer.&lt;br /&gt;São tantas canções,discos e parcerias inesquecíveis...Quando penso em parcerias na hora vem a mente Milton nascimento e Fernando Brant ,Vinícius e Tom e o Aldir Blanc com João Bosco entre tantos outros mestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incrível como o Milton consegue se superar.&lt;br /&gt;O Disco Pietá é um exemplo disso.Aclamado pela crítica como um dos melhores discos(continuo chamando os CD's de discos porque na verdade o CD é um dico, portanto redondo, e pequeno é isso que o termo inglês quer dizer "disco compacto" portanto tecnicamente o CD é um disco ,ora pois. )de sua carreira incluindo os tempos do "Clube da Esquina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso como se bastasse tanto talento Milton neste album lança 3 cantoras lindas e maravilhosas talentos ,talentos!!!&lt;br /&gt;Marina Machado ,Maria Rita e a Simone Guimarães ,que trio de tirar o fôlego,é só ouvindo para sentir o que tento descrever com palavras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco Pietá é uma homenagem as mulheres da vida do Milton...especialmente sua mãe seguindo por outras como Elis( a pimentinha),Ângela Maria( a sapoti),entre outras que "ensinaram Milton a cantar" ele senpre se inspirou nas mulheres pra cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-"Nunca gostei de voz de homem só depois que fui me acostumar" disse certa vez.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pietá já se tornou um clássico da MPB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;è isso pessoal amanhã tem mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Quantas semanas tem um dia &lt;br /&gt;e quantos anos te um mês?"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pablo Neruda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110571762908238569?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110571762908238569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110571762908238569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/piet-de-milton-nascimento.html' title='Pietá de Milton Nascimento'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110562774952409623</id><published>2005-01-13T13:08:00.000-02:00</published><updated>2005-01-13T13:10:06.570-02:00</updated><title type='text'>Amanhã Tem Mais</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Hoje estamos de Folga! Amanhã tem mais!!!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/festa.gif" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em breve um especial de tirar o fôlego!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Construção &lt;br /&gt;&gt;&gt; Chico Buarque &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;    Amou daquela vez como se fosse a última &lt;br /&gt;Beijou sua mulher como se fosse a última &lt;br /&gt;E cada filho seu como se fosse o único &lt;br /&gt;E atravessou a rua com seu passo tímido &lt;br /&gt;Subiu a construção como se fosse máquina &lt;br /&gt;Ergueu no patamar quatro paredes sólidas &lt;br /&gt;Tijolo com tijolo num desenho mágico &lt;br /&gt;Seus olhos embotados de cimento e lágrima &lt;br /&gt;Sentou pra descansar como se fosse sábado &lt;br /&gt;Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe &lt;br /&gt;Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago &lt;br /&gt;Dançou e gargalhou como se ouvisse música &lt;br /&gt;E tropeçou no céu como se fosse um bêbado &lt;br /&gt;E flutuou no ar como se fosse um pássaro &lt;br /&gt;E se acabou no chão feito um pacote flácido &lt;br /&gt;Agonizou no meio do passeio público &lt;br /&gt;Morreu na contramão atrapalhando o tráfego &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amou daquela vez como se fosse o último &lt;br /&gt;Beijou sua mulher como se fosse a única &lt;br /&gt;E cada filho seu como se fosse o pródigo &lt;br /&gt;E atravessou a rua com seu passo bêbado &lt;br /&gt;Subiu a construção como se fosse sólido &lt;br /&gt;Ergueu no patamar quatro paredes mágicas &lt;br /&gt;Tijolo com tijolo num desenho lógico &lt;br /&gt;Seus olhos embotados de cimento e tráfego &lt;br /&gt;Sentou pra descansar como se fosse um príncipe &lt;br /&gt;Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo &lt;br /&gt;Bebeu e soluçou como se fosse máquina &lt;br /&gt;Dançou e gargalhou como se fosse o próximo &lt;br /&gt;E tropeçou no céu como se ouvisse música &lt;br /&gt;E flutuou no ar como se fosse sábado &lt;br /&gt;E se acabou no chão feito um pacote tímido &lt;br /&gt;Agonizou no meio do passeio náufrago &lt;br /&gt;Morreu na contramão atrapalhando o público &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amou daquela vez como se fosse máquina &lt;br /&gt;Beijou sua mulher como se fosse lógico &lt;br /&gt;Ergueu no patamar quatro paredes flácidas &lt;br /&gt;Sentou pra descansar como se fosse um pássaro &lt;br /&gt;E flutuou no ar como se fosse um príncipe &lt;br /&gt;E se acabou no chão feito um pacote bêbado &lt;br /&gt;Morreu na contramão atrapalhando o sábado &lt;br /&gt;- - - - - - - - - - - - - -&lt;br /&gt;E por hoje é só pessoal!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110562774952409623?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110562774952409623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110562774952409623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/amanh-tem-mais.html' title='Amanhã Tem Mais'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110554247058908973</id><published>2005-01-12T13:07:00.000-02:00</published><updated>2005-01-12T13:18:46.353-02:00</updated><title type='text'>Tropicalismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;O Tropicalismo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/tropicalismo.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esquerda observava o movimento com muita inquietação,eles desconfiavam que o tropicalismo fosse o nascimento de uma nova esquerda no Brasil.E no fundo o objetivo do Caetano e do Gil era mesmo abalar as estruturas e quem sabe fundar uma nova esquerda no Brasil.Durou pouco mas foi intenso e marcante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tropicalismo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tropicalismo foi um movimento surgido entre 1967 e 1968 liderado por Gilberto Gil e Caetano Veloso. Na época, predominavam no Brasil duas facções, a MPB e a Jovem Guarda, que viviam em constante conflito. A dupla revolucionou o cenário musical ao criar uma corrente que misturava a canção nacional ao rock, com seus amplificadores e guitarras elétricas. Outros traços marcantes eram as letras de forte cunho político e as roupas espalhafatosas, feitas com plástico e plumas, entre outros materiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes acontecimentos que marcou o nascimento da tropicália foi a apresentação das canções Alegria, Alegria e Domingo no Parque, respectivamente por Gil e Caetano, no 3º Festival de MPB da TV Record, em 1967. Um ano depois, os cantores junto com Gal Costa, Tom Zé, Os Mutantes, Nara Leão, o maestro Rogério Duprat, Júlio Medaglia, Damiano Cozzella, Torquato Neto e Capinan lançaram um disco coletivo recheado de canções-manifesto chamado Tropicália ou Panis et Circenses. No mesmo ano, Gil e Caetano foram presos e mandados para o exílio pelo governo militar e o movimento se enfraqueceu.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Domingo no Parque&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt; Gilberto Gil &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;    O rei da brincadeira - ê, José &lt;br /&gt;O rei da confusão - ê, João &lt;br /&gt;Um trabalhava na feira - ê, José &lt;br /&gt;Outro na construção - ê, João &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana passada, no fim da semana &lt;br /&gt;João resolveu não brigar &lt;br /&gt;No domingo de tarde saiu apressado &lt;br /&gt;E não foi pra Ribeira jogar &lt;br /&gt;Capoeira &lt;br /&gt;Não foi pra lá pra Ribeira &lt;br /&gt;Foi namorar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O José como sempre no fim da semana &lt;br /&gt;Guardou a barraca e sumiu &lt;br /&gt;Foi fazer no domingo um passeio no parque &lt;br /&gt;Lá perto da Boca do Rio &lt;br /&gt;Foi no parque que ele avistou &lt;br /&gt;Juliana &lt;br /&gt;Foi que ele viu &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliana na roda com João &lt;br /&gt;Uma rosa e um sorvete na mão &lt;br /&gt;Juliana, seu sonho, uma ilusão &lt;br /&gt;Juliana e o amigo João &lt;br /&gt;O espinho da rosa feriu Zé &lt;br /&gt;E o sorvete gelou seu coração &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sorvete e a rosa - ô, José &lt;br /&gt;A rosa e o sorvete - ô, José &lt;br /&gt;Oi, dançando no peito - ô, José &lt;br /&gt;Do José brincalhão - ô, José &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sorvete e a rosa - ô, José &lt;br /&gt;A rosa e o sorvete - ô, José &lt;br /&gt;Oi, girando na mente - ô, José &lt;br /&gt;Do José brincalhão - ô, José &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliana girando - oi, girando &lt;br /&gt;Oi, na roda gigante - oi, girando &lt;br /&gt;Oi, na roda gigante - oi, girando &lt;br /&gt;O amigo João - João &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sorvete é morango - é vermelho &lt;br /&gt;Oi, girando, e a rosa - é vermelha &lt;br /&gt;Oi, girando, girando - é vermelha &lt;br /&gt;Oi, girando, girando - olha a faca! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha o sangue na mão - ê, José &lt;br /&gt;Juliana no chão - ê, José &lt;br /&gt;Outro corpo caído - ê, José &lt;br /&gt;Seu amigo, João - ê, José &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã não tem feira - ê, José &lt;br /&gt;Não tem mais construção - ê, João &lt;br /&gt;Não tem mais brincadeira - ê, José &lt;br /&gt;Não tem mais confusão - ê, João &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110554247058908973?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110554247058908973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110554247058908973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/tropicalismo.html' title='Tropicalismo'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110545508155818949</id><published>2005-01-11T12:57:00.000-02:00</published><updated>2005-01-11T12:51:21.556-02:00</updated><title type='text'>Os Japoneses Levaram Nossa Garota</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Olha que coisa mais linda!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/ipanema.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Em 1962, Tom e Vinícius compõem Garota de Ipanema e, em novembro do mesmo ano acontece o show da Bossa Nova no Carnegie Hall, em New York. É a primeira viagem de Tom ao Estados Unidos.&lt;br /&gt;Mas nessa época Tom Jobim era um novato tentando a sorte em terras americanas e não tinha como chegar lá e discutir o contrato com os ///grandes empresários da música/// e discutir direitos e qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava lá e os contratos eram todos asssinados quase sem ler ,era uma fase inicial de Tom Jobim nos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso &lt;strong&gt;Garota de Ipanema&lt;/strong&gt; ficou assim por dizer desprotegida e nas mãos dos americanos.´Tempos depois uma grande corporação japonesa compra a MCA ( Music Corporation of America) e junto &lt;strong&gt;A Garota de Ipanema&lt;/strong&gt; que era da MCA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os japoneses são um dos maiores amantes da MPB e praticamente idolatra nossa música , eu estou falando dos Japoneses mesmo, não apenas os brasileiros que moram na terra do sol nascente,mas o povo japonês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje &lt;strong&gt;Garota de Ipanema&lt;/strong&gt; é a segunda música mais tocada no mundo,perde apenas para os Beatles!&lt;br /&gt;E o Tom numa entrevista a TV Cultura confirma que recebe$0,01 um centavo de dólar por CD vendido. &lt;br /&gt;Com certeza as 3 coisas mais famosas do Brasil no mundo são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelé, Carmen Miranda e Girl from Ipanema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Garota de Ipanema&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha que coisa mais linda &lt;br /&gt;Mais cheia de graça &lt;br /&gt;É ela menina &lt;br /&gt;Que vem e que passa &lt;br /&gt;Num doce balanço, a caminho do mar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moça do corpo dourado &lt;br /&gt;Do sol de Ipanema &lt;br /&gt;O seu balançado é mais que um poema &lt;br /&gt;É a coisa mais linda que eu já vi passar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, porque estou tão sozinho &lt;br /&gt;Ah, porque tudo é tão triste &lt;br /&gt;Ah, a beleza que existe &lt;br /&gt;A beleza que não é só minha &lt;br /&gt;Que também passa sozinha &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, se ela soubesse &lt;br /&gt;Que quando ela passa &lt;br /&gt;O mundo sorrindo se enche de graça &lt;br /&gt;E fica mais lindo &lt;br /&gt;Por causa do amor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;stron&gt;The Girl From Ipanema&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tall and tan and young and lovely&lt;br /&gt;The girl from Ipanema goes walking&lt;br /&gt;And when she passes, each one she passes goes - ah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When she walks, she's like a samba&lt;br /&gt;That swings so cool and sways so gentle&lt;br /&gt;That when she passes, each one she passes goes - ooh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ooh) But I watch her so sadly&lt;br /&gt;How can I tell her I love her&lt;br /&gt;Yes I would give my heart gladly&lt;br /&gt;But each day, when she walks to the sea&lt;br /&gt;She looks straight ahead, not at me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tall, (and) tan, (and) young, (and) lovely&lt;br /&gt;The girl from Ipanema goes walking&lt;br /&gt;And when she passes, I smile - but she doesn't see (doesn't see)&lt;br /&gt;(She just doesn't see, she never sees me,...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110545508155818949?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivompb.blogspot.com/feeds/110545508155818949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9945702&amp;postID=110545508155818949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110545508155818949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110545508155818949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/os-japoneses-levaram-nossa-garota.html' title='Os Japoneses Levaram Nossa Garota'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110536815348554619</id><published>2005-01-10T13:22:00.000-02:00</published><updated>2005-01-10T12:42:33.486-02:00</updated><title type='text'>O Doce Dom de Cantar </title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Adriana Calcanhotto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/adriana.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;A criatividade e a flexibilidade de canto e interpretação de Adriana Calcanhotto é mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela canta "...nada ficou no lugar..." se coloca com uma postura de mulher que sabe o que quer,de repente canta "...futebol sem bola piu-piu sem frajola..." com uma identidade infantil e ao mesmo tempo madura,ela é incrível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este letra especialmente &lt;strong&gt;Fico assim sem você &lt;/strong&gt;tem algo mágico que lembra até a composição de muitos anos atrás do Vinícius que Elis Regina arrasou numa canção para crinças, mas que tem a característica de ser universal,adultos e crianças se identificam com ela,Adriana fez o mesmo com essa cação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado Adriana com seu CD &lt;strong&gt;Adriana Partinpim&lt;/strong&gt;, de outro uma breve lembrança de &lt;strong&gt;A Arca de Noé &lt;/strong&gt;onde tinha&lt;strong&gt; A Corujinha&lt;/strong&gt; na voz da dona Elis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas canções lindas para a criançada e para os adultos de plantão também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Fico Assim Sem Você&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;    Avião sem asa, fogueira sem brasa &lt;br /&gt;Sou eu assim sem você &lt;br /&gt;Futebol sem bola. Piu-Piu sem Frajola &lt;br /&gt;Sou eu assim sem você &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que é que tem que ser assim? &lt;br /&gt;Se o meu desejo não tem fim &lt;br /&gt;Eu te quero a todo instante &lt;br /&gt;Nem mil alto-falantes &lt;br /&gt;Vão poder falar por mim &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor sem beijinho, &lt;br /&gt;Buchecha sem Claudinho &lt;br /&gt;Sou eu assim sem você &lt;br /&gt;Circo sem palhaço, namoro 'amasso' &lt;br /&gt;Sou eu assim sem você &lt;br /&gt;To louco pra te ver chegar &lt;br /&gt;To louco pra te ter nas mãos &lt;br /&gt;Deitar no teu abraço, retomar o pedaço &lt;br /&gt;Que falta no meu coração &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não existo longe de você &lt;br /&gt;E a solidão é o meu pior castigo &lt;br /&gt;Eu conto as horas pra poder te ver &lt;br /&gt;Mas o relógio tá de mal comigo Porque? Pooooooorque? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta &lt;br /&gt;Sou eu assim sem você &lt;br /&gt;Carro sem estrada, queijo sem goiabada &lt;br /&gt;Sou eu assim sem você &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que é que tem que ser assim? &lt;br /&gt;Se o meu desejo não tem fim &lt;br /&gt;Eu te quero a todo instante &lt;br /&gt;Nem mil alto-falantes &lt;br /&gt;Vão poder falar por mim &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não existo longe de você &lt;br /&gt;E a solidão é o meu pior castigo &lt;br /&gt;Eu conto as horas pra poder te ver &lt;br /&gt;Mas o relógio tá de mal comigo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vinicius de Moraes - Corujinha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corujinha, corujinha&lt;br /&gt;Que peninha de você&lt;br /&gt;Fica toda encolhidinha&lt;br /&gt;Sempre olhando não sei quê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu canto de repente&lt;br /&gt;Faz a gente estremecer&lt;br /&gt;Corujinha, pobrezinha&lt;br /&gt;Todo mundo que te vê&lt;br /&gt;Diz assim, ah, coitadinha&lt;br /&gt;Que feinha que é você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a noite vem chegando&lt;br /&gt;Chega o teu amanhecer&lt;br /&gt;E se o sol vem despontando&lt;br /&gt;Vais voando te esconder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia andas vaidosa&lt;br /&gt;Orgulhosa como quê&lt;br /&gt;Toda noite tua carinha&lt;br /&gt;Aparece na TV&lt;br /&gt;Corujinha, coitadinha &lt;br /&gt;Que feinha que é você &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110536815348554619?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivompb.blogspot.com/feeds/110536815348554619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9945702&amp;postID=110536815348554619' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110536815348554619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110536815348554619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/o-doce-dom-de-cantar.html' title='O Doce Dom de Cantar '/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110530177719893659</id><published>2005-01-09T18:16:00.000-02:00</published><updated>2005-01-09T18:16:17.196-02:00</updated><title type='text'>Mudei e Gostei</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;Música Popular Brasileira&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudei para o Blogger porque é muito mais fácil de postar e tem muito mais recursos!&lt;br /&gt;Agora nós temos um encontro diário aqui mesmo no ARQUIVO MPB,um Blog destinado a levar &lt;strong&gt;cultura brasileira &lt;/strong&gt;através da história da nossa música.&lt;br /&gt;Um abraço a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheça também no ORKUT a Comunidade &lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1057379"&gt;CANTORAS DO BRASIL &lt;/a&gt;é demais junte-se a nós!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110530177719893659?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivompb.blogspot.com/feeds/110530177719893659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9945702&amp;postID=110530177719893659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110530177719893659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110530177719893659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/mudei-e-gostei.html' title='Mudei e Gostei'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110527880802665249</id><published>2005-01-08T11:47:00.000-02:00</published><updated>2005-01-09T11:53:28.026-02:00</updated><title type='text'>A MPB está em Crise?</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/interrogacao.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A MPB está em Crise?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Respondo de cara que não.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aliás quando isso acontecer o Brasil perde toda sua identidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A MPB está aí ,nos discos na história.Todo dia gente nova entra em contato com Elis ,Tom, Cartola pela primeira vez ou da uma olhada no meu Blog e se ineteressa por MPB ,e claro, acaba se apaixonando.Assim todo dia nasce e renasce a MPB.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A crise está na forma como tratamos a cultura e a música.Fazer música para ganhar dinheiro pode ser interessante mas não combina com arte.As gravadoras tentam fazer dinheiro rápido com hits descartáveis ,isto é,promovem 2ou4 músicas que tocam sem parar nas FM’s e na TV e depois chamam o lixo produzido de sucesso.Enfim logo após vem o golpe final os CD’s são vendidos em massa,é uma beleza...o brasileiro médio não faz diferença entre um bom samba e um Latino da vida,pobre do Brasil,isso precisa mudar...parece que o povo está acostumado com esse lixo e na TV é a mesma coisa, quantas vezes há uma programa melhor em outra canal mas por força do hábito a galera não tira da novela.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Eu não perco a minha novela...dizem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lembro a história do elefante que desde pequeno é preso por uma corda e depois de grande e forte não ousa arrebenta-la porque acredita que não pode!Pobre elefante basta um puxão.O elefante e o brasileiro parecem não estar dispostos a pagar o preço,a liberdade tem um preço.Eu por exemplo ...aqui em curitiba apenas uma única rádio toca MPB Jazz samba chorinho etc.Apenas uma!É claro que sou fã e dependente dela.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas por favor,não perguntem, eu nem respondo quantas emissoras evangélicas e de gosto discutível existem no meu Dial.Quando falam em crise da MPB eu lembro do Tunai que diz:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;-Em todos os cantos desse país onde vou fazer show encontro gente maravilhosa que canta muito mas não tem a chance a oportunidade de ter um ///Microfone Oficial/// e mostrar seu talento.Que bom se voltasse os tempos da Record ,dos festivais.Podíamos fazer de novo um festival a cada 2 anos ou todo ano com tempo para poder escolher e descobrir talentos mas uma coisa legal sem cartas marcadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É Tunai eu também tenho saudades, aliás saudades de um tempo que não vivi.Os talentos estão por aí nos bares nas praças ou nos bailes da vida....&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O preço do CD é caro porque as gravadoras precisam injetar quantias absurdas de dinheiro em todas as FM’s do Brasil para tocar suas músicas lixo-comerciais.O impacto da pirataria existe,mas é bem menor do que divulga a mídia,o bicho não é tão feio assim.Só há CD’s pirata em grande escala dos artistas de massa do povão ,os patrocinados de forma desleal para tocar nas FM’s.Sendo assim por que um Cd do César Mariano ou do Lô Borges não é mais barato ? Por que vendem pouco,ora pois. Assim o circulo vicioso completa-se.&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110527880802665249?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivompb.blogspot.com/feeds/110527880802665249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9945702&amp;postID=110527880802665249' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110527880802665249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110527880802665249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/mpb-est-em-crise.html' title='A MPB está em Crise?'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110511527793763591</id><published>2005-01-07T14:27:00.000-02:00</published><updated>2005-01-08T17:16:37.570-02:00</updated><title type='text'>Elis Regina do Brasil !!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://arquivompb.blogspot.com/"&gt;*****Atrás da Porta*****&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/MoreElis.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Francis Hime mandou uma fita com uma série de músicas pra Elis escolher.Roberto Menescal e Elis ouviram a fita e nada nada de alguma chamar a atenção deles,salvo uma já no final da fita onde Francis cantava tudo aos pedaços uma música,Francis disse pra escolher qualquer uma e a escolhida foi essa!logo essa!coisa de artista mesmo.&lt;br /&gt;Quando Menescal e Elis ligaram pro Francis Hime ele disse que a música tinha mais de um ano e o Chico nem terminara a letra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim mesmo foi gravado,e quando a letra parava a Elis começava a cantarolar(a meu Deus que tempo maravilhoso,se não tinha a letra...tudo bem! Elis Regina completa...saudade de um tempo que não vivi)bom voltando ao tema,a gravação foi levada pro Chico Buarque ouvir e ele ficou louco!Terminou a letra ali mesmo na hora: Atrás da Porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa música é muito especial para mim porque foi meu primeiro contato com a voz da Elis-claro que antes disso ,por acaso,eu já tinha ouvido O Bêbado...ou Como Nossos Pais,mas foi com Atrás da Porta que eu parei pra ouvir Elis pela primeira vez.Eu até brinco com meus colegas da faculdade,sobre este assunto, que a minha 1º vez foi atrás da porta....há haha aha aha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ali naquele momento que eu senti algo difícil de explicar,algo como quando a gente sente que está apaixonado,sabe, mas não se assume pensa: -Acho que não é nada...mas é amor.Foi naquele momento que pensei,&lt;br /&gt;-Como não tinha descoberto ela antes???&lt;br /&gt;É como se naquele momento tivesse criado um elo entre eu e a obra dela a sua voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante é que quando ocorreu essa descoberta,foi algo sem influencia nenhuma pois pra mim Elis era apenas uma cantora de MPB entre muitas que existem,e só depois pesquisando sua obra sua vida foi que eu percebi que havia me apaixonado simplesmente: Pela Maior De Todas, e outra, eu não era o único a repercutir esse sentimento,existem muitos no Brasil e no World.&lt;br /&gt;Atrás da Porta,pra mim,foi o começo de uma paixão que dura até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“O fato de você ter conhecido uma pessoa um dia não significa que ela e você sejam as mesmas anos depois...”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Elis Regina&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110511527793763591?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivompb.blogspot.com/feeds/110511527793763591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9945702&amp;postID=110511527793763591' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110511527793763591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110511527793763591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/elis-regina-do-brasil.html' title='Elis Regina do Brasil !!!'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110502493665918162</id><published>2005-01-06T13:21:00.000-02:00</published><updated>2005-01-06T14:05:08.653-02:00</updated><title type='text'>Tom Jobim/Ensaio MariaRita/</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/tomjobim.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27/12/2004 09:35:30 @ 190 x 280 @ 20.9 Kb @&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto:Tom Jpbim na varanda de casa. &lt;br /&gt;Fonte: www.jobim.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom jobim um gênio brasileiro no Roda Viva da TV Cultura.&lt;br /&gt;Uma oportunidade única de conhecer melhor criador da &amp;#8220;Garota de Ipanema&amp;#8221; entre tantos outros clássicos da MPB.&lt;br /&gt;Eu amo todas as canções de Tom, mas em especial uma que mexe muito comigo é &amp;#8220;Luiza&amp;#8221; por isso vou colocar a letra maravilhosa dela abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E amanhã o tema será o show da Maria Rita no Ensaio Especial.&lt;br /&gt;Um abraço a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---No Brasil o sujeito pra usar uma caixa de fósforo devia ter porte de armas---Tom Jobim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom Jobim &lt;br /&gt;Compositor e maestro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especial-Roda Viva &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Roda Viva apresenta, neste final de ano, uma série especial com três programas que integram nossa lista de edições histórias, pela importância dos entrevistados e pela repercussão que as entrevistas deles tiveram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta Segunda-feira, estaremos reapresentando a entrevista de Antonio Carlos Jobim, gravada pelo Roda Viva um ano antes da morte do genial maestro, autor de centenas de composições e que trouxe poesia e invenção à música popular brasileira. Este mês de dezembro está marcando o décimo ano da morte de Jobim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criada para a novela Brilhante, da TV Globo. Ao compor a música, Tom se inspirou na atriz Vera Fischer, que faria o papel principal. Dos cabelos louros de Vera nasceram vários versos da letra. Grande foi, entretanto, a surpresa de Tom quando a novela foi ao ar, ao ver que Vera Fischer aparecia morena.É eu acho que a Globo não entendeu o poeta...mas a letra e a música são de uma profundidade e beleza sem comparação.&lt;br /&gt;Minha preferida do Tom....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1981&lt;br /&gt;Luiza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua, &lt;br /&gt;Espada nua &lt;br /&gt;Boia no céu imensa e amarela &lt;br /&gt;Tão redonda a lua &lt;br /&gt;Como flutua &lt;br /&gt;Vem navegando o azul do firmamento &lt;br /&gt;E no silêncio lento &lt;br /&gt;Um trovador, cheio de estrelas &lt;br /&gt;Escuta agora a canção que eu fiz &lt;br /&gt;Pra te esquecer Luiza &lt;br /&gt;Eu sou apenas um pobre amador &lt;br /&gt;Apaixonado &lt;br /&gt;Um aprendiz do teu amor &lt;br /&gt;Acorda amor &lt;br /&gt;Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem cá, Luiza &lt;br /&gt;Me dá tua mão &lt;br /&gt;O teu desejo é sempre o meu desejo &lt;br /&gt;Vem, me exorciza &lt;br /&gt;Dá-me tua boca &lt;br /&gt;E a rosa louca &lt;br /&gt;Vem me dar um beijo &lt;br /&gt;E um raio de sol &lt;br /&gt;Nos teus cabelos &lt;br /&gt;Como um brilhante que partindo a luz &lt;br /&gt;Explode em sete cores &lt;br /&gt;Revelando então os sete mil amores &lt;br /&gt;Que eu guardei somente pra te dar Luiza &lt;br /&gt;Luiza &lt;br /&gt;Luiza &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/ritaensaio.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28/12/2004 12:09:26 @ 428 x 500 @ 53.2 Kb @ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma experiêcia inesquecível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais que um presente de natal o programa Ensaio da Tv Cultura com Maria Rita foi uma experiência inesquecível,emocionate e reveladora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira impressão que tive foi de ver ali uma mulher mais solta mais segura de si,mais a vontade sorrindo muito,linda como sempre.&lt;br /&gt;Quando cantou Conta Outra e A HIistória de Lily Braun,que são pouco conhecidas até mesmo dos fãs pois não esta no primeiro CD,foi demais!!!!que ritmo!!! Ela incorporou a composição deu vida a poesia nos envolveu com sua voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O formato do programa Ensaio é um show a parte também uma grande invenção do genial Fernando Faro que construiu um arquivo sem igual na TV sobre MPB,um programa que valoriza e realça o que cada artista tem de melhor e no caso da Maria Rita foi inesquecível,aquele tom de luz meio penumbra cor azul...criando todo um clima aconchegante e delicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero chamar a atenção do leitor para dois fatos marcantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, foi a emoção e a entrega com que Maria Rita falou do filho Antônio(olhos cheios d&amp;#8217;água),tenho certeza que daqui uns 20 anos Antônio vai ver e se emocionar também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fato,foi a vontade a gana de representar e cantar &amp;#8211;Santa Chuva-de uma forma nunca vista antes!&lt;br /&gt;Para quem não lembra a letra trata do fim do relacionamento de um casal ,na verdade é a mulher que dá um basta na relação.É conhecido de todos a separação de Maria Rita com Marcos Baldini logo após a volta de Los Angeles EUA, onde acontece o Grammy,tenho quese certeza que ela deu seu recado através da letra,ela mesmo disse em várias entrevistas que sua músicas tem algo de biográfico algo que marcou ela de alguma forma.&lt;br /&gt;Resumindo foi lindo!&lt;br /&gt;Foi a melhor interpretação de Santa Chuva que assisti até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela fou do amor...disse que teve muitas paixões e que cada uma teve algo de diferente que a encantou./ ...amei muito me decepcionei muito...decepcionei... /...vale a pena ,amar vale a pena.../&lt;br /&gt;Sobre a mão Elis Regina disse/...é uma força incomprarável e insubstituível na MPB.../...tenho muito orgulho de ser filha dela.../&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fato interessante é que sempre Maria Rita se refere a Elis a chamando de mãe e/ou -ela-,nunca que eu lembre eu vi ou ouvi Maria Rita falar a palavra-Elis Regina- com todas as letras.è possível que seja uma forma de se resguardar e até mesmo possa ser natural,pois lá em casa eu dificilmente chamo minha mãe pelo nome ,sempre a chamo de mãe,ora pois!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras são sem dúvida a maior invenção que o ser humano já produziu mas mesmo assim não são suficientes para passar ao receptor da mensagem a verdadeira emoção que senti vendo o Ensaio da TVE. é só vendo mesmo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulisses Giovani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de Lily Braun&lt;br /&gt;(Edu Lobo e Chico Buarque)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como num romance&lt;br /&gt;O homem dos meus sonhos&lt;br /&gt;Me apareceu no dancing&lt;br /&gt;Era mais um&lt;br /&gt;Só que num relance&lt;br /&gt;Os seus olhos me chuparam&lt;br /&gt;Feito um zoom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me comia&lt;br /&gt;Com aqueles olhos&lt;br /&gt;De comer fotografia&lt;br /&gt;Eu disse cheese&lt;br /&gt;E de close em close&lt;br /&gt;Fui perdendo a pose&lt;br /&gt;E até sorri, feliz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltou&lt;br /&gt;Me ofereceu um drinque&lt;br /&gt;Me chamou de anjo azul&lt;br /&gt;Minha visão&lt;br /&gt;Foi desde então ficando flou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no cinema&lt;br /&gt;Me mandava às vezes&lt;br /&gt;Uma rosa e um poema&lt;br /&gt;Foco de luz&lt;br /&gt;Eu, feito uma gema&lt;br /&gt;Me desmilingüindo toda&lt;br /&gt;Ao som do blues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abusou do scotch&lt;br /&gt;Disse que meu corpo&lt;br /&gt;Era só dele aquela noite&lt;br /&gt;Eu disse please&lt;br /&gt;Xale no decote&lt;br /&gt;Disparei com as faces&lt;br /&gt;Rubras e febris&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltou&lt;br /&gt;No derradeiro show&lt;br /&gt;Com dez poemas e um buquê&lt;br /&gt;Eu disse adeus&lt;br /&gt;Já vou com os meus&lt;br /&gt;Numa turnê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como amar esposa&lt;br /&gt;Disse ele que agora&lt;br /&gt;Só me amava como esposa&lt;br /&gt;Não como star&lt;br /&gt;Me amassou as rosas&lt;br /&gt;Me queimou as fotos&lt;br /&gt;Me beijou no altar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais romance&lt;br /&gt;Nunca mais cinema&lt;br /&gt;Nunca mais drinque no dancing&lt;br /&gt;Nunca mais cheese&lt;br /&gt;Nunca uma espelunca&lt;br /&gt;Uma rosa nunca&lt;br /&gt;Nunca mais feliz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----- ------ - -------------- -- &lt;br /&gt;Conta Outra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composição: Edu Tedesco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta outra &lt;br /&gt;nessa eu não caio mais &lt;br /&gt;já foi-se o tempo em que eu pensei &lt;br /&gt;que você era um bom rapaz &lt;br /&gt;Corta essa &lt;br /&gt;de querer me impressionar &lt;br /&gt;Coisa boa é Deus quem dá &lt;br /&gt;besteira é a gente que faz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você jurou pra mim que foi doença &lt;br /&gt;Que te impediu de vir me encontrar &lt;br /&gt;O mundo é bem menor do que 'cê pensa &lt;br /&gt;e ontem já vieram me falar &lt;br /&gt;Que você estava lá no baile da comunidade &lt;br /&gt;Bebendo e se acabando de dançar &lt;br /&gt;Mas eu não caio do salto &lt;br /&gt;não grito, não falto com a minha verdade &lt;br /&gt;Sinceridade, sai que a fila tem que andar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta outra &lt;br /&gt;nessa eu não caio mais &lt;br /&gt;já foi-se o tempo em que eu pensei &lt;br /&gt;que você era um bom rapaz &lt;br /&gt;Corta essa &lt;br /&gt;de querer me impressionar &lt;br /&gt;Coisa boa é Deus quem dá &lt;br /&gt;besteira é a gente que faz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de te deixar na geladeira &lt;br /&gt;eu resolvi te dar colher de chá &lt;br /&gt;é dura a tua cara de madeira &lt;br /&gt;tão dura que bastou eu me virar &lt;br /&gt;E você estava lá jogando todo o teu feitiço &lt;br /&gt;pra cima da mulherada lá do bar &lt;br /&gt;Mas eu não caio do salto &lt;br /&gt;não grito, não falto com a minha verdade &lt;br /&gt;Sinceridade, sai que a fila tem que andar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta outra &lt;br /&gt;nessa eu não caio mais &lt;br /&gt;já foi-se o tempo em que eu pensei &lt;br /&gt;que você era um bom rapaz &lt;br /&gt;Corta essa &lt;br /&gt;de querer me impressionar &lt;br /&gt;Coisa boa é Deus quem dá &lt;br /&gt;besteira é a gente que faz &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110502493665918162?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivompb.blogspot.com/feeds/110502493665918162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9945702&amp;postID=110502493665918162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110502493665918162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110502493665918162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/tom-jobimensaio-mariarita.html' title='Tom Jobim/Ensaio MariaRita/'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110502517462994667</id><published>2005-01-04T13:25:00.000-02:00</published><updated>2005-01-06T14:31:12.463-02:00</updated><title type='text'>Regra3/Fernando Faro/MPB -Emoções</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/tokinhovina.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04/01/2005 12:20:08 @ 332 x 252 @ 23.2 Kb &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 3&lt;br /&gt;O Toquinho pediu uma letrinha pro Vinícius,oVina chamava de letrinha de parcerinho, tudo no diminutivo... e quando ele fez uma letra pro Toquinho segundo o Toquinho não tava dando muito certo,na verdade o Toquinho não gostou muito porque a letra não tava casando muito bem com a música.&lt;br /&gt;Não sei se o Vinícius ficou meio com raiva mas, depois ele disse que ia fazer outra letra ,que tudo bem e tal, e disse:&lt;br /&gt;-Essa letra é pra você! Eu fiz pensando em você!(Toquinho)&lt;br /&gt;Daí saiu Regra 3.&lt;br /&gt;Olha só a letra que você vai entender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música: Regra 3 &lt;br /&gt;Toquinho / Vinicius de Moraes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(introdução)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dm7 G7/4 G7 C7+ F7+ F#° E7 Gm6/Bb A7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dm7 G7/4 G7 C7+ F7+ F#° E7 Am7(9) E7(b13) E7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Am7 B/A E7/G# E7(b13) E7 A7&lt;br /&gt;Tantas você fez que e - la cansou &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A/G Dm/F Dm7&lt;br /&gt;por - que você rapaz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G7 G#° Am7(9) Am7/G&lt;br /&gt;abu- sou da regra três, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B7/F# E7 E7/b9(omit3) E7(b9) E(addb9)&lt;br /&gt;onde menos vale mais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Am7 B/A E7/G# E7(b13) E7 A7&lt;br /&gt;Da primeira vez ela chorou, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G° Dm7&lt;br /&gt;mas re - solveu ficar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G7(9) &lt;br /&gt;é que os momentos felizes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C6/9(omit3) F7+ F#° E7 Gm6/Bb A7&lt;br /&gt;tinham deixado raí - zes no seu pe- nar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D7 G7/4(9) G7(9)&lt;br /&gt;De - pois perdeu a esperança &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C7+ F7+ F#° E7 Am7(9)&lt;br /&gt;porque o perdão também cansa de per- do- ar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bm7(b5) E7 Am(add9)&lt;br /&gt;Tem sempre um dia em que a casa cai &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gm/Bb A7(b9/b13) Dm&lt;br /&gt;Pois vai curtir seu deserto, vai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dm7 G7/4(9) G7(9)&lt;br /&gt;mas deixe a lâmpada acesa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C7+ F7+ F#° E7 Gm6/Bb A7(b9/13)&lt;br /&gt;se algum dia a tristeza quiser entrar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dm7 G7/4(9) G7(9)&lt;br /&gt;e uma bebida por perto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C7+ F7+ F#° E7 Am(add9) Bm7(11) E7&lt;br /&gt;porque você pode estar certo que vai cho - rar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(improviso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Am7 B/A E7/G# E7(b13) E7 A7 A/G Dm/F G7 G#° Am7 Am7/G&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B7/F# E7 E7/b9(omit3) E7(b9) E(addb9) Am7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B/A E7/G# E7(b13) E7 A7&lt;br /&gt;Da pri - meira vez e - la chorou, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G° Dm7 &lt;br /&gt;mas re - sol - veu ficar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G7/4(9) G7(9)&lt;br /&gt;é que os momentos feli - zes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C7+ F7+ F#° E7 A7/4 A7&lt;br /&gt;tinham deixado raí - zes no seu penar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dm7 G7/4(9) G7(9)&lt;br /&gt;de - pois perdeu a esperan - ça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C7+ F7+ F#° E7 Am7/4 Am7 Am7/4 Am7 Am7/4 &lt;br /&gt;porque o perdão também cansa de per- doar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Am(add9) Am Am(add9) Am6 Am7+(13) Am7+(9)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@@@CONVITE ! ! !@@@&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@@@@@ORKUT@@@@@ORKUT@@@@@&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vc pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vc pode falar da Gal e compara-la com Nara Leão,ou abrir umm tópico da Elis e outro da Bethânia na mesma comunidade.&lt;br /&gt;Cantoras do Brasil é um espaço DEMOCRÁTICO aberto a todos que tem bom gosto e admiram as cantoras do Brasil.Aqui tudo pode acontecer de Pitty a Gal Costa,é vc quem escolhe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que vazer parte desta COMUNIDADE?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Este espaço não é nem muito específico e restrito(que ocorre limitações por exemplo:vc fica sem jeito de postar coisas da Gal na comunidade da Bethânia ....)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-Não é muito amplo e disperso como um grupo sobre MPB por exemplo,onde quando vc quer discutir Elza Soares seu post logo desaparece porque outros post's variados de Pixinguinha a Caetano os tiraram de pauta,sim eles são demais mas o foco Cantoras de dispersa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-Quabndo falo em DEMOCRACIA é no termo original da palavra logo o poder de fazer e desfazer está nas mãos da COMUNIDADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-Amos as contoras do Brasil e se vc também ama,porque não nos encontrarmos aqui?Tô te convidando,junte-se a nós,eu quero vc ao meu lado eu quero vc com as CANTORAS DO BRASIL.&lt;br /&gt;Obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTRE PARA ESTA COMUNIDADE NESTE LINK OU VÁ NA PARTE DE LINKS DESTE FLOG E CLICK EM CANTORAS DO BRASIL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1057379&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/tvcultura.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05/01/2005 12:13:52 @ 198 x 56 @ 5.1 Kb &lt;br /&gt;FERNANDO FARO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1950 quando a TV chegou ao Brasil muito tem sido feito e criado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emissoras nasceram,morreram,outras se tornaram gigantes, uma das maiores do mundo e com certeza a maior do mundo em alguns aspectos também nasceu aqui no Brasil,é líder de audiência desde os anos 80 -(TV GLOBO) qualidade discutível...já foi melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dentro deste contexto eu apresento a vocês este homem,Fernando Faro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Faro é o criador do melhor programa já feito no Brasil na sua categoria que tem por objetivo trazer os mais variados nomes da nossa música popular e coloca-los ali na frente da câmera registrar com perfeição documental sua arte sua personalidade extrair o máximo da genialidade de cada convidado,e Fernando consegue através do programa Ensaio fazer tudo isso .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe fórmula para o sucesso?&lt;br /&gt;Sem medo de errar eu digo que não,mas podemos pelo menos tentar entender o que torna o Ensaio tão especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estúdio é neutro...não há distrações visuais,o que importa é o artista ali em 1ºplano em close seja no pé, no rosto ou no balançar das mãos,ali o artista puro e simplesmente com seu talento.&lt;br /&gt;Fernando faro criou o programa em 1969 na TV Tupi,também nesta época foi Free lancer da TV Cultura e por lá criou um programa similar com outro nome: MPB Especial,ele na verdade fez uma cópia do Ensaio pra TVCultura e por uma questão de ética mudou o nome.&lt;br /&gt;Depois trabalhou na TV Globo e voltou pra Cultura em 1979,com o programa Ensaio, faz a estréia trazendo Ney Matogrosso,um artista completo uma voz sensacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Faro conta um pouco de sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O Ensaio é uma nova forma de fazer TV,diferente do /plano americano/ utilizado em quase tudo,eu queria valorizar /o close/ a reação da boca dos pés dos olhos das mãos,fato que lhe rendeu um apelido curioso/FEIJOADA/.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa feijoada se tornou o melhor programa de TV da nossa música popular Brasileira,parte dos arquivos foram perdidos com o tempo mas mesmo assim o arquivo da TV Cultura é sem dúvida o maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/rosared.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06/01/2005 12:20:37 @ 496 x 500 @ 30.8 Kb &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Emoções Afloram na MPB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que gostamos de uma música?&lt;br /&gt;Eu respondo por mim que gosto de uma música quando algo nela,seja a letra a canção ou a interpretação do cantor reflete algo em mim,ou quando reconheço naquela música algo que me faz bem ou me emociona de alguma forma...e você?O que torna uma canção inesquecível para você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freud quando postulou o complexo de Édipo concebeu-o como sendo o conflito desses afetos básicos/Amor /Ódio/.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a ambivalência de sentimentos e uma de suas principais dimensões aé a oposição entre o amor e o ódio,ambos dirigidos a mesma pessoa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aparências enganam &lt;br /&gt;Aos que odeiam e aos que amam &lt;br /&gt;Porque o amor e o ódio &lt;br /&gt;Se irmanam na fogueira das paixões///&lt;br /&gt;As Aparências Enganam(Tunai / Sérgio Natureza)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que falar do coração? Nada mais simbólico para o amor que o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração&lt;br /&gt;Não sei por quê&lt;br /&gt;Bate Feliz&lt;br /&gt;Quando te vê///&lt;br /&gt;Carinhoso(Pixinguinha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo é coisa pra se guardar&lt;br /&gt;Debaixo de sete chaves&lt;br /&gt;Dentro do coração///&lt;br /&gt;Canção da América(Milton Nascimento/Fernando Brant)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As emoções nos ajuda a avaliar as situações servem de critério de valorização positiva ou negativa,ou seja,as emoções participam ativamente das nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olhaste bem&lt;br /&gt;Nos olhos meus&lt;br /&gt;E o teu olhar era de adeus&lt;br /&gt;Juro que não acreditei&lt;br /&gt;Eu te estranhei&lt;br /&gt;Me debrucei sobre teu corpo&lt;br /&gt;E duvidei&lt;br /&gt;E me arrastei///&lt;br /&gt;Atrás da Porta (Chico Buarque)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As emoções que se revelam na poesia da MPB também estão ligadas diretamente a sexualidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando transmites o calor &lt;br /&gt;De tua mão para o meu corpo&lt;br /&gt;Que te espera&lt;br /&gt;Me deixas louca&lt;br /&gt;E quando sinto que teus braços&lt;br /&gt;Se cruzaram em minhas costas&lt;br /&gt;Desaparecem as palavras&lt;br /&gt;Outros sons enchem o espaço&lt;br /&gt;Você me abraça &lt;br /&gt;A noite passa&lt;br /&gt;Me deixas louca///&lt;br /&gt;Me deixas Louca (A . Manzanero/versão Paulo Coelho) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem emoção não há arte não há música não há nada.E o dizer então da obra de Milton nascimento e Wagner Tiso,em poucas linhas resumem carinho,aflição,saudade e amizade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coração de estudante&lt;br /&gt;Há que se cuidar da vida&lt;br /&gt;Há que se cuidar do mundo&lt;br /&gt;Tomar conta da amizade&lt;br /&gt;Alegria e muito sonho&lt;br /&gt;Espalhados no caminho&lt;br /&gt;Verde:plantas e sentimentos&lt;br /&gt;Folhas,coração,juventude e fé///&lt;br /&gt;Coração de Estudante(Milton /Wagner Tiso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As emoções são o combustível do poeta e a poesia reflete o que temos de mais obscuro e belo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110502517462994667?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivompb.blogspot.com/feeds/110502517462994667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9945702&amp;postID=110502517462994667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110502517462994667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110502517462994667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/regra3fernando-farompb-emoes.html' title='Regra3/Fernando Faro/MPB -Emoções'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110502511619367229</id><published>2005-01-04T13:24:00.000-02:00</published><updated>2005-01-06T14:17:32.926-02:00</updated><title type='text'>Doce Pimenta/Tempo/O Bêbado e a Equilibrista</title><content type='html'>01/01/2005 14:28:42 @ 191 x 210 @ 15.9 Kb &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doce Pimenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o assunto é Elis Regina fica impossível fazer projeções de comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que aconteceu,quando Rita Lee saiu de um tribunal em 1976,condenada à prisão por porte de maconha.&lt;br /&gt;Na cadeia Rita Lee recebe uma cartinha da Elis em papel de caderno,na carta Elis dizia o quanto gostava dela e como estava triste pelo fato ocorrido e que assim que pudesse iria visitá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita Lee ficou surpresa pois nunca havia falado com ela antes e quando saiu da cadeia Elis a convidou a fazer parte do seu especial de fim de ano na TV.Rita ficou tão comovida pela atitude de Elis que compôs uma música especialmente para ela: Doce Pimenta.Pimenta porém doce,como disse certa vez a Rita Lee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Elis era demais mesmo,tinha esse dom de descobrir talentos e de reconhecer os talentos nas pessoas,só após muitos anos é que o Brasil reconhece definitivamente Rita Lee como a maior roqueira do Brasil e um dos ícones da nossa música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doce de pimenta&lt;br /&gt;Rita Lee - Roberto de Carvalho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um vive como pode&lt;br /&gt;E eu nasci pra sofrer&lt;br /&gt;Cara feia pra mim é fome&lt;br /&gt;Eu não faço manha pra comer não!&lt;br /&gt;A vida é como uma escola&lt;br /&gt;E a morte é um vestibular&lt;br /&gt;No inferno eu entro sem cola&lt;br /&gt;Mas o céu eu vou ter que descolar&lt;br /&gt;Mas quando alguém&lt;br /&gt;Precisa de um carinho meu&lt;br /&gt;Não há nada que me prenda&lt;br /&gt;Mas se eu sentir que um bicho me mordeu&lt;br /&gt;Sou mais ardida que pimenta!&lt;br /&gt;No fundo eu sou otimista&lt;br /&gt;Mas sempre imagino o pior&lt;br /&gt;Me cansa essa vida de artista&lt;br /&gt;Mas cada vez o prazer é maior&lt;br /&gt;Mas quando alguém&lt;br /&gt;Precisa de um carinho meu&lt;br /&gt;Não há nada que me prenda&lt;br /&gt;Mas se eu sentir que um bicho me mordeu&lt;br /&gt;Sou mais ardida que pimenta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/relogio.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02/01/2005 13:35:15 @ 250 x 187 @ 11.7 Kb &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano está só começando e como hoje é Domingo eu estou com vontade de sair um pouco do tema MPB e entrar no tema Drummond,afinal somos escravos do tempo?&lt;br /&gt;Que 2005 seja muito melhor para todos nós!&lt;br /&gt;Mesmo que isso tenha um pouco de contradição...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortar o Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,&lt;br /&gt;a que se deu o nome de ano,&lt;br /&gt;foi um indivíduo genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no&lt;br /&gt;limite da exaustão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e&lt;br /&gt;entregar os pontos.&lt;br /&gt;Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra&lt;br /&gt;vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra&lt;br /&gt;diante vai ser diferente\" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS:A FOTO DO DIA ANTERIOR DEU PROBLEMA E NÃO ABRE,ERA UMA FOTO DA RITA LEE.VOLTAREMOS EM MOMENTO OPORTUNO A FALAR DA RITA.(Das duas...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/chicoanistia.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03/01/2005 12:32:44 @ 302 x 500 @ 51.5 Kb &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bêbado e a Equilibrista&lt;br /&gt;Reflete um momento político,se tornou um clássico,um hino da anistia pela voz de Elis Regina que tomou proporções gigantescas,pois todos estavam esperando a volta do irmão do Henfil...&lt;br /&gt;Foi o maior sucesso do Show e do disco Essa Mulher,agora nas palavras do próprio Henfil ele nos fala desta obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;///Do jeito que ela estava(Elis Regina),percebi que era para largar tudo e ir.Quando cheguei ela me mostrou uma fita com a gravação do João Bosco cantando O Bêbado e a Equilibrista não lembro de ter gostado ou não da música.&lt;br /&gt;Ela ficou chorando o tempo inteiro...Talvez ela tenha antevisto a importância que teria esta música,coisa que não percebi.talvez já soubesse que tipo de voz ia colocar a repercussão que iria ter.Fiquei muito feliz de ter meu nome numa música...O César fez um arranjo para aquela música que começa com aquele acordeão( ou sanfona para alguns) parecendo uma caixinha de tirar sorte.&lt;br /&gt;Olhei para ele,que me devolveu o olhar como se dissesse:-É sua... O negócio cresceu de tal maneira que tenho certeza que aquilo pesou para o comício passar das 500 para 5000 pessoas.E aí ,nos comícios era só tocar a música e assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que seis meses depois saiu a anistia.(lei da anistia 1979)&lt;br /&gt;Antes mesmo que a oposição tivesse condições de gerir aquilo,de propor outras fórmulas.&lt;br /&gt;No dia em que meu irmão chegou,ainda havia um clima de saber se ele ia ser preso ou não.Muitas pessoas levaram um gravador com a fita da música,no aeroporto de Congonhas foi aquela tocação de O Bêbado e a equilibrista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até os policiais ficaram tocados.A TV Globo colocou a música no ar.&lt;br /&gt;Betinho chegou e no mesmo dia o levei ao Anhembi para o show da Elis.Ela interrompeu o espetáculo para dizer que um dos motivos daquela música,graças a Deus ,estava presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha voltado o irmão do Henfil...Era como se Elis dissesse:&lt;br /&gt;-Estamos quites.&lt;br /&gt;Já não me olhava com jeito de culpada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Furacão Elis-Globo-Regina Echeverria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que depoimento fantástico do Henfil...&lt;br /&gt;O negócio da culpa da Elis é porque Ela cantou o hino nacional nas Olimpíadas do Exército na semana da pátria em 1972,pro cartunista Henfil aquilo foi um prato cheio e ele a enterrou no ///cemitério dos mortos vivos///,uma charge que ,vamos dizer assim, denunciava todos aqueles que não estavam lutando contra a ditadura da mesma forma que ele,isso foi no jornal Pasquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis ficou maluca.Afinal de contas ela não foi exatamente convidada a cantar naquela época as coisas eram um pouquinho diferentes ela foi intimada.Só pra ter idéia um blog deste como o meu ,naquela época, poderia me render pelo menos uma semana de tortura com choques e chicotadas,leiam sobre Wladimir Herzog...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bêbado e a Equilibrista, marcou uma época ,que não queremos nunca mais e por isso temos que lembrar sempre, pra não repetir o erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bêbado e a Equilibrista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caía a tarde feito um viaduto &lt;br /&gt;E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos &lt;br /&gt;A lua tal qual a dona do bordel &lt;br /&gt;Pedia a cada estrela fria um brilho de a...lu...guel &lt;br /&gt;e nuvens lá no mata-borrão do céu &lt;br /&gt;Chupavam manchas torturadas, que sufoco louco &lt;br /&gt;O bêbado com chapéu coco fazia irreverências mil &lt;br /&gt;Prá noite do Bra...sil, meu Brasil &lt;br /&gt;Que sonha com a volta do irmão do Henfil &lt;br /&gt;Com tanta gente que partiu num rabo de foguete &lt;br /&gt;Chora a nossa pátria mãe gentil &lt;br /&gt;Choram marias e clarisses no solo do Brasil &lt;br /&gt;Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente&lt;br /&gt;a espe...rança dança na corda bamba de sombrinha &lt;br /&gt;E em cada passo dessa linha pode se ma...chu...car &lt;br /&gt;Azar, a esperança equilibrista &lt;br /&gt;sabe que o show de todo artista, tem que conti...nu...ar&lt;br /&gt;tem que conti...nu...ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@@@CONVITE ! ! !@@@&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@@@@@ORKUT@@@@@ORKUT@@@@@&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vc pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vc pode falar da Gal e compara-la com Nara Leão,ou abrir umm tópico da Elis e outro da Bethânia na mesma comunidade.&lt;br /&gt;Cantoras do Brasil é um espaço DEMOCRÁTICO aberto a todos que tem bom gosto e admiram as cantoras do Brasil.Aqui tudo pode acontecer de Pitty a Gal Costa,é vc quem escolhe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que vazer parte desta COMUNIDADE?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Este espaço não é nem muito específico e restrito(que ocorre limitações por exemplo:vc fica sem jeito de postar coisas da Gal na comunidade da Bethânia ....)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-Não é muito amplo e disperso como um grupo sobre MPB por exemplo,onde quando vc quer discutir Elza Soares seu post logo desaparece porque outros post's variados de Pixinguinha a Caetano os tiraram de pauta,sim eles são demais mas o foco Cantoras de dispersa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-Quabndo falo em DEMOCRACIA é no termo original da palavra logo o poder de fazer e desfazer está nas mãos da COMUNIDADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-Amos as contoras do Brasil e se vc também ama,porque não nos encontrarmos aqui?Tô te convidando,junte-se a nós,eu quero vc ao meu lado eu quero vc com as CANTORAS DO BRASIL.&lt;br /&gt;Obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTRE PARA ESTA COMUNIDADE NESTE LINK OU VÁ NA PARTE DE LINKS DESTE FLOG E CLICK EM CANTORAS DO BRASIL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1057379&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110502511619367229?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivompb.blogspot.com/feeds/110502511619367229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9945702&amp;postID=110502511619367229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110502511619367229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110502511619367229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/doce-pimentatempoo-bbado-e.html' title='Doce Pimenta/Tempo/O Bêbado e a Equilibrista'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110502506309902402</id><published>2005-01-04T13:23:00.000-02:00</published><updated>2005-01-06T14:09:29.876-02:00</updated><title type='text'>Vinícius/Ivan Lins/2005Diferente</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/sucovina.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29/12/2004 12:02:40 @ 330 x 500 @ 32.9 Kb &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cachorro engarrafado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chega o fim de ano é comum a gente tomar uma cervejinha a mais ou até mesmo a tradicional champanha ou se não temos muito recurso da pra encarar uma Cidra Cereser mesmo hahahahahaha!!!!!,mas é mesmo, ora eu compro Cidra e daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando nisso lembrei de uma história do Vinícius o de Moraes, ele mesmo o poeta e diplomata.&lt;br /&gt;O Toquinho foi um grande parceiro de composições do Vinícius e contou uma dele veja só:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ligação do Vinícius com o Whisky é uma coisa interessante-ele o chamava de cachorro engarrafado! O melhor amigo do homem né. &lt;br /&gt;Bom de vez em quando o Vina (apelido do poetinha Vinícius de Moraes)passava um tempinho nestas clínicas de recuperação pra fazer um check-up e quando saia estava magrinho, pele lisinha pois parava de beber e tinha a alimentação controlada ,e tal sabe como é. &lt;br /&gt;Numa dessas paradas de check-up o Vina liga pro Toquinho e fala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Toquinho hoje eu vou sair daqui,não aguento mais vou dar uma saidinha...&lt;br /&gt;Toquinho:&lt;br /&gt;-Mas, Vinícius tem enfermeiro de plantão não vai dar certo isso...&lt;br /&gt;Vina:&lt;br /&gt;-Não tá tudo certo eu dou uma caixinha pro enfermeiro e daí a gente sai...&lt;br /&gt;Toquinho:&lt;br /&gt;-Bom ,tudo bem ,mas você me promete que não vai beber nada de alcool ,olha lá heim!&lt;br /&gt;E o Vina disse que tava tudo bem ...&lt;br /&gt;Já no bar Toquinho tomando uma caipirinha e o Vina só num suquinho de maracujá...&lt;br /&gt;Com o tempo Toquinho percebeu que o Vinícius tava mais alegre que o normal tava com o rosto coradinho ,bochecha coradinha e logo desconfiou.Quando Toquinho foi ao banheiro o Vina acrescentou um pouco de Whisky ou Vodka não lembro bem ao certo mas com certeza não faz muita diferença né?&lt;br /&gt;Toquinho não agüentou e provou do copo dele e sentiu o gosto e não era apenas sabor de maracujá.&lt;br /&gt;Daí voltaram pra clínica o Vina tava bêbado mandando beijo pra enfermeira apoiado no ombro do Toquinho ...enfim não teve jeito.&lt;br /&gt;Tempo depois disso o Toquinho pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O Vinícius porque você bebe? É o gosto, é o porrinho ....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sabe eu depois de duas doses eu me harmonizo com as pessoas com o mundo, fico mais alegre mais divertido...&lt;br /&gt;Coisas do poetinha Vinícius de Moraes um dos maiores compositores deste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/ivanlins.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30/12/2004 10:03:06 @ 333 x 500 @ 57.6 Kb &lt;br /&gt;Amor é meu país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan Lins conta como foi discriminado em uma época conturbada em que todo mundo era suspeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui criticado muito por essa música na época (1970-74) era uma barra por causa da ditadura e tinha aquele negócio do pessoal da esquerda ficar controlando quem era ou não era a favor do governo ,uma loucura.&lt;br /&gt;E não é que implicaram com esta letra pensando que fosse algum tipo de apologia a ditadura,eles entenderam tudo errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz &amp;#8211;Amor É Meu País &amp;#8211;pensando de uma forma romântica nada a ver com política,mas não teve jeito paguei caro por isso na época, me excluíram do circuito universitário de música na época, só depois de um ano eu voltei a cantá-la .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste cenário Ivan Lins após um show ,estava num restaurante e encontrou um grupo de operários e entre eles tinha um sindicalista e disse:&lt;br /&gt;-Ivan você tinha que ter cantado ,Amor é meu País, porque não cantou? Esses intelectuais não entenderam nada nós do povo adoramos você e entendemos você,tá tudo trocado esses intelectuais não entenderam nada!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi decisivo pra Ivan voltar a cantar esta música, que gerou tanta polêmica na época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/escadas.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31/12/2004 11:17:31 @ 300 x 388 @ 24.7 Kb @ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça diferente e com certeza 2005 será um ano diferente também para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque se você repetir tudo do mesmo jeito nada vai mudar em sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo coisas simples como acordar mais cedo e não ir até ao meio-dia,ou ser mais paciente e entender o ponto de vista dos outros,agir quando for a hora ,ousar mais ,exitar menos,ser mais pró-ativo e não culpar a todos pelos fracassos inerentes a vida,aprenda com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005 tudo será melhor se...e apenas se a gente fizer por onde. &lt;br /&gt;Faça diferente!&lt;br /&gt;Feliz 2005!!!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110502506309902402?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivompb.blogspot.com/feeds/110502506309902402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9945702&amp;postID=110502506309902402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110502506309902402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110502506309902402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/vinciusivan-lins2005diferente.html' title='Vinícius/Ivan Lins/2005Diferente'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110502488923854952</id><published>2005-01-04T13:20:00.000-02:00</published><updated>2005-01-06T14:39:03.576-02:00</updated><title type='text'>Maria Rita/Natal/Domingo</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/mrhoje.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24/12/2004 09:16:03 @ 267 x 400 @ 16.8 Kb @ &lt;br /&gt;Programa Ensaio Especial com Maria Rita TVE 20:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hoje! Sim é isso mesmo pode acreditar, é hoje!&lt;br /&gt;Confesso que quando tomei conhecimento ,a algumas semanas atrás, que Maria Rita tinha gravado o programa Ensaio e vi a foto dela ao lado do Fernando Faro juro que fiquei extasiado de alegria surpresa e emoção.&lt;br /&gt;Desde ntão conto os dias as horas para chegar o dia de hoje o dia da estréia,que será reprisada dia 26 na TVE,sim pra mim é como se fosse uma estréia de um show,vai ser um show!&lt;br /&gt;Para quem chegou ao Brasil hoje ou vei do centro-oeste africano ou ainda estava perdido em alguma aldeia indígena na Amazônia(embora muitas aldeias hoje já possuam TV e parabólica!? Há ha!) e não conhece Maria Rita segue abaixo um pequeno resuminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Rita Mariano, filha da falecida cantora Elis Regina e do músico César Camargo Mariano. &lt;br /&gt;Maria Rita nasceu em 1977, em São Paulo e, desde pequena conviveu com músicos e artistas. Aos 16 anos, concluiu o ensino fundamental e foi morar nos Estados Unidos, onde permaneceu por oito anos. Em 2001 voltou ao Brasil e iniciou sua carreira musical, com o apoio do seu padrinho, o músico Milton Nascimento. Em 2003 assinou um contrato com a produtora Warner Music e, no mesmo ano lançou seu CD.&lt;br /&gt;Que presentão de NATAL HEIM? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/noelnatal.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25/12/2004 15:08:10 @ 200 x 300 @ 33.5 Kb @ &lt;br /&gt;O natal é realmente lindo.&lt;br /&gt;O que me irrita um pouco é a avalanche de comerciais idiotas oferecendo Deus e a mãe para que se compre compre compre,e claro ,tudo em 9x sem juros no cartão(qué paga quanto? Hahahahaah).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo o nata---, os internautas e blogueiros não vão ler isso no dia de hoje,somente é claro os blogueiros de plantão(meu caso)que respira internet e não é muito normal,tudo bem afinal quem é normal?&lt;br /&gt;Todo mundo longe da REDE mas perto do mar(desculpe o trocadilho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom como é natal vamos entrar no clima do “bom velhinho” e postar algo da MPB que tem como tema esta data.&lt;br /&gt;Eu quase ia esquecendo:-Feliz aniversário Jesus hoje você tem 2004 velinhas para apagar.&lt;br /&gt;E o Papai Noel acima?&lt;br /&gt;Para dar os créditos merecidos eu peguei ele no &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.digestivocultural.com.br &lt;br /&gt;que tem um artigo muito legal sobre o “bom velhinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma música do Ivan um dos grandes da nossa música cai bem neste dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan Lins - Um Feliz Natal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom: B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intro: B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B E F# Ebm G#m &lt;br /&gt;Um feliz Natal, um feliz Natal, e que Deus lhe&lt;br /&gt;C#m F# B&lt;br /&gt;guarde próspero ano e felicidade&lt;br /&gt;B E F# Ebm G#m &lt;br /&gt;Um feliz Natal, um feliz Natal, e que Deus lhe&lt;br /&gt;C#m F# B&lt;br /&gt;guarde próspero ano e felicidade&lt;br /&gt;B E&lt;br /&gt;Por um Natal luz de um tempo novo,&lt;br /&gt;F# Ebm &lt;br /&gt;por um Natal justo e amoroso&lt;br /&gt;G#m C#m F# B&lt;br /&gt;Por um Natal lindo pro meu povo é o que quer meu coração&lt;br /&gt;B E&lt;br /&gt;Por um Natal luz de um tempo novo,&lt;br /&gt;F# Ebm &lt;br /&gt;por um Natal justo e amoroso&lt;br /&gt;G#m C#m F# B&lt;br /&gt;Por um Natal lindo pro meu povo é o que quer meu coraçãoooo&lt;br /&gt;D G A7 F#m Bm &lt;br /&gt;Um feliz Natal, um feliz Natal, e que Deus lhe&lt;br /&gt;Em A7 D&lt;br /&gt;guarde próspero ano e felicidade&lt;br /&gt;D G A7 F#m Bm &lt;br /&gt;Um feliz Natal, um feliz Natal, e que Deus lhe&lt;br /&gt;Em A7 D&lt;br /&gt;guarde próspero ano e felicidade&lt;br /&gt;D G&lt;br /&gt;Por um Natal luz de um tempo novo,&lt;br /&gt;A7 F#m&lt;br /&gt;por um Natal justo e amoroso&lt;br /&gt;Bm Em A7 D&lt;br /&gt;Por um Natal lindo pro meu povo é o que quer meu coraçãoooo&lt;br /&gt;D G&lt;br /&gt;Por um Natal luz de um tempo novo,&lt;br /&gt;A7 F#m&lt;br /&gt;por um Natal justo e amoroso&lt;br /&gt;Bm Em A7 D&lt;br /&gt;Por um Natal lindo pro meu povo é o que quer meu coraçãoooo&lt;br /&gt;G A7 F#m Bm Em&lt;br /&gt;Feliz Navidad Feliz Navidad Feliz Navidad &lt;br /&gt;A7 D&lt;br /&gt;próspero anõ y felicidad&lt;br /&gt;G A7 F#m Bm Em&lt;br /&gt;Feliz Navidad Feliz Navidad Feliz Navidad &lt;br /&gt;A7 D&lt;br /&gt;próspero anõ y felicidad&lt;br /&gt;D G&lt;br /&gt;I wanna wish you a Merry Christmas, &lt;br /&gt;A7 F#m &lt;br /&gt;I wanna wish you a Merry Christmas, &lt;br /&gt;Bm Em &lt;br /&gt;I wanna wish you a Merry Christmas,&lt;br /&gt;A7 D&lt;br /&gt;from the bottom of my heart !&lt;br /&gt;D G&lt;br /&gt;I wanna wish you a Merry Christmas, &lt;br /&gt;A7 F#m &lt;br /&gt;I wanna wish you a Merry Christmas, &lt;br /&gt;Bm Em &lt;br /&gt;I wanna wish you a Merry Christmas,&lt;br /&gt;A7 D&lt;br /&gt;from the bottom of my heart &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D G A7 F#m Bm &lt;br /&gt;Um feliz Natal, um feliz Natal, e que Deus lhe&lt;br /&gt;Em A7 D&lt;br /&gt;guarde próspero ano y felicidade&lt;br /&gt;D G A7 F#m Bm &lt;br /&gt;Um feliz Natal, um feliz Natal, e que Deus lhe&lt;br /&gt;Em A7 D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/dog.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26/12/2004 12:51:36 @ 350 x 260 @ 22.2 Kb &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é Domingo e Domingo quase ninguém trabalha.&lt;br /&gt;Ainda mais nesta época de fim de ano ainda mais no país chamado Brasil.Ta tudo bem retiro o que disse saiu um pouco preconceituoso não é?E olha que eu nem citei a Bahia(ops!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a gente merece, trabalha a semana ineira ou agüenta professores malucos e complexados a semana inteira portanto merecemos descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse ritmo de não fazer nada eu hoje também vou entrar no clima e não vou falar sobre MPB,apenas quero que se concentre nesta imagem acima.&lt;br /&gt;Bonitinho, né?&lt;br /&gt;Muito lindinho,né? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, Não, já sei o que passou pela sua cabeça, mas eu não sou gay(como diria o personagem do Casseta e Planeta da Globo –Eu não sou gay!-Eu não sou Gay! Haha hahah ahah hahah aha) nem afeminado, apenas um cara sensível que sabe apreciar coisas bonitas e delicadas!&lt;br /&gt;Por isso coloquei esta fotinho meiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus colegas homens e fãs de MPB que estão lendo agora não estão pensando muita coisa neste momento apenas rindo um pouco eu garanto,mas as mulheres ha! as mulheres! &lt;br /&gt;Sendo fato que as mulheres são mais observadoras e mais inteligentes que nós pobres caçadores e primitivos machos,é claro que estão pensando: Como pode um cara que escreve sobre MPB que adora o Ney Matogrosso e ainda por cima é sensível,alguma coisa ele tem de errado! Gay ele disse que não é e então como se resolve? Ele é casado? É procurado pelo FBI? Não porque um cara assim não existe tem que ter algum defeito.&lt;br /&gt;E tenho.....como naão existe um cara perfeito meu defeito é: SOU FEIO.Simples não.Hahahahh aa ahahahahahaha hahahaaha!!!!!! .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço a todos os manos e um beijo pra minhas amigas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110502488923854952?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivompb.blogspot.com/feeds/110502488923854952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9945702&amp;postID=110502488923854952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110502488923854952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110502488923854952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/maria-ritanataldomingo.html' title='Maria Rita/Natal/Domingo'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9945702.post-110502482206695871</id><published>2005-01-03T13:18:00.000-02:00</published><updated>2005-01-06T14:11:40.073-02:00</updated><title type='text'>MPB/Ivan no JO/Lo Borges</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/mpbmontagem.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22/12/2004 09:38:29 @ 311 x 400 @ 28.1 Kb @ 29 acessos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da MPB pode ser contada de várias formas e maneiras ,e em cada uma delas o brilho de nossa gente e o talento da nossa música é fato marcante ,reconhecido em todo o mundo.&lt;br /&gt;Fatos e Fotos da M P B ,veio com esta missão de levar ao público(principalmente jovem) o que há de melhor na nossa música popular brasileira através de fotos, sem perder de vista os artistas ,poetas e intérpretes que fizeram história no Brasil e no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/ivanjo.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22/12/2004 11:32:27 @ 320 x 200 @ 23.7 Kb @ 33 acessos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa o próprio Ivan Lins conta pro Jô Soares quando esteve em seu programa na semana passada.&lt;br /&gt;O Ivan é formado em Química Industrial pela UFRJ e a uns 25 ou 30 anos atrás seu pai que era economista (segundo ele muito ligado com finanças e mercado de trabalho) disse ao filho o seguinte:&lt;br /&gt;-Meu filho músico....não sei ,você precisa ter uma profissão, músico...?&lt;br /&gt;Nessa época Ivan já tinha uma certa notoriedade na música,já era os tempos de madalena...&lt;br /&gt;Bom foi nesse clima que Ivan, então formado e com pós concluído foi fazer uma entrevista de emprego com um amigo de seu pai gerente de uma indústria de cimento em Barbacena MG.&lt;br /&gt;A entrevista foi ótima e tal e o gerente disse ao final da entrevista que ia entrar em contato pegou o telefone e....tirou três folhas da gaveta e disse:&lt;br /&gt;-Antes de ir Ivan você poderia me dar 3 autógrafos?&lt;br /&gt;É que minha esposa e minhas duas filhas são apaixonadas por você!&lt;br /&gt;Bem depois disso Ivan detonou qualquer tipo de dúvida ou incerteza se queria ser Químico ou músico. Ainda bem! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/arquivompb/loborges.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23/12/2004 09:46:13 @ 400 x 264 @ 33.0 Kb @ 28 acessos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto:Lô Borges&lt;br /&gt;Lô Borges,compositor de O TREM AZUL junto com Ronaldo Bastos,estava no estúdio 2 da Odem-EMI para fazer gravações com sua família.&lt;br /&gt;No mesmo dia ,vejam só as coincidências desta vida,no mesmo dia...Elis Regina ia gravar O TREM AZUL no estúdio 1.&lt;br /&gt;Lô conta que andando pelo corredor da Odeon viu alguém vindo ao fundo e não reconheceu de imediato quem era a moça,Elis o reconheceu antes e disse:&lt;br /&gt;- Você é o Lô Borges não é?&lt;br /&gt;Sou eu mesmo.&lt;br /&gt;- Prazer ,meu nome é Cláudia!&lt;br /&gt;Respondeu brincando e fazendo alusão a cantora Cláudia,que tinha um timbre de voz parecido com o de Elis e existia uma certa rivalidade entre as duas nesta época.&lt;br /&gt;Ela disse ainda:&lt;br /&gt;- E to gravando Trem Azul você não quer assistir?&lt;br /&gt;Lô:&lt;br /&gt;- Claro que não!(respondeu brincando)&lt;br /&gt;E de fato Lô foi assistir a gravação.&amp;#8221;Ela cantava e o pessoal dizia:- Tá ótimo Elis ,ficou ótimo(sabe aquela primeira voz que fica sempre a melhor? )e ela ia e gravava de novo e cada vez melhor!Incrível! ela era o Pelé da música mesmo.&lt;br /&gt;O Lô Borges tem uma história musical muito rica como ele mesmo diz &amp;#8220;comecei cedo porém tenho poucos discos&amp;#8221;.&lt;br /&gt;É pode ser, mas seu talento é inegável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9945702-110502482206695871?l=arquivompb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivompb.blogspot.com/feeds/110502482206695871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9945702&amp;postID=110502482206695871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110502482206695871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9945702/posts/default/110502482206695871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivompb.blogspot.com/2005/01/mpbivan-no-jolo-borges.html' title='MPB/Ivan no JO/Lo Borges'/><author><name>Ulisses Giovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03855932492555081152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://www.geocities.com/arquivompb/macaquinho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
