Domingo, Fevereiro 06, 2005

Carmen Miranda

A Pequena Notável!!!





Maria do Carmo Miranda da Cunha não era brasileira, como muitos pensam. Nasceu em 9 de fevereiro de 1909 na freguesia de Marco de Canavezes, Província de Beira-Alta, Portugal. Veio para o Brasil ainda muito pequena, com apenas 10 meses de idade e foi criada bem no meio da boêmia carioca.

Adorava cantar e isso lhe custou o emprego como vendedora de gravatas. O dono do estabelecimento a despediu por distrair os colegas que paravam de trabalhar para ouvi-la.

Carmen Miranda é até hoje a cantora brasileira que mais fez sucesso no exterior. Dona de um estilo absolutamente único e particular, tanto na maneira de cantar como na performance de palco, teve uma vida de mito, cheia de glórias e dramas.

Aos 15 anos começou a trabalhar numa loja de chapéus.

Vários compositores almoçavam na pensão, entre eles Pixinguinha e seu grupo, e Carmen foi ficando popular como cantora: cantava em festas, reuniões e festivais. Tinha uma interpretação diferente, um quase imperceptível sotaque português que fazia mais graciosa sua apresentação. Seu repertório era composto basicamente de tangos. Em 1928 Carmen conheceu o compositor e violonista baiano Josué de Barros, que, impressionado com o seu talento, iniciou a jovem no meio artístico. O compositor, igualmente talentoso, tinha o mérito de ter "introduzido a M.P.B. na Europa, antes da Primeira Guerra Mundial. Contudo, numa declaração de modéstia, Josué declarou em 1955 que a sua biografia podia ser escrita com três palavras: ‘eu descobri Carmen’."1 A partir daí Josué passou a acompanhá-la em recitais, ensinou-lhe músicas populares, e, contra a vontade do pai, que não queria ver a filha "metida com essa coisa de música", levou Carmen à Rádio Sociedade e depois a outras emissoras.

A primeira gravação veio em 1929, pela Brunswick, tendo de um lado o samba "Não Vá Simbora" e o choro "Se o Samba É Moda", ambas de Josué. Carmen gravou alguns outros discos antes de estourar com seu primeiro grande sucesso, a marchinha "Pra Você Gostar de Mim (Taí)" (Joubert de Carvalho), que bateu recordes de venda, com 36.000 cópias.

Carmen Miranda era uma mulher baixinha...alguma coisa por volta de 1m 53. Em função de sua pouca estatura gostava de usar aqueles saltos enormes, plataformas mesmo de tão altos. Por causa disso o radialista César Ladeira a batizou, carinhosamente, de “ A pequena notável”.


Sua estréia no cinema se deu em 1932 com o filme O Carnaval cantado no Rio, e no ano seguinte A voz do Carnaval, ambos de Adhemar Gonzaga. Atuou em outras produções, todas de Wallace Downey: Alô, alô, Brasil (1935); Estudantes (1935); Alô, alô, Carnaval (1936) e Banana da Terra (1939), seu último filme no Brasil, no qual interpretava O que é que a baiana tem? acompanhada pelo Bando da Lua. Foi nesse filme que criou o estilo que a consagrou no mundo inteiro: roupas de baiana, turbantes, balangandãs, sandálias plataforma, as conhecidas gesticulações dos braços e do corpo, o revirar de olhos, o sorriso contagiante, enfim, Carmen tinha muita bossa, simpatia e humor, o que aumentava seu prestígio. Em 1933 Aurora Miranda, sua irmã mais nova, passou a acompanhá-la como cantora em diversos shows.



Carmen foi cantora exclusiva de diversas rádios: Victor (em São Paulo), Mayrink Veiga (onde foi "a primeira cantora de rádio a merecer contrato, quando todos recebiam somente cachês"2), Odeon e Tupi. Recebeu diversos slogans: "Cantora do it", "Embaixatriz do samba", "Ditadora risonha do samba" e, o mais significativo, "Pequena Notável", (pois era pequena mesmo, tinha 1,53 m de altura) sendo os dois últimos criados por César Ladeira, famoso radialista.

A partir daí, gravou diversos discos, fez cinema, trabalhou em dupla com sua irmã Aurora, fez parte da história do lendário Cassino da Urca, onde, em 1938 usou pela primeira vez o traje de baiana que a celebrizaria mundo afora. No Cassino conheceu um empresário norte-americano que a convenceu a ir para os Estados Unidos.

Acompanhada pelo Bando da Lua, a maior estrela do Brasil deixou uma legião de fãs chorando na sua despedida e chegou à América em 1939 totalmente desconhecida e sem falar inglês. Em pouco tempo fez participações em programas de grande audiência, cantando músicas como "Mamãe Eu Quero", "Tico-tico no Fubá", "O Que É Que a Baiana Tem?" e "South American Way" e se tornou um fenômeno também nos EUA, onde chegou a ser a segunda estrela mais bem paga de Hollywood.



No total, participou de dez filmes em Hollywood e ficou conhecida como a Brazilian Bombshell. Em 1940 voltou rapidamente ao Brasil, onde a população a recebeu com euforia, à exceção do público do Cassino da Urca, que a tratou com indiferença e frieza. Arrasada, Carmen encomendou uma música sobre a situação, e gravou "Disseram que Voltei Americanizada" (V. Paiva/ L. Peixoto). Depois disso voltou para os EUA e se radicou em Beverly Hills, onde continuou sua carreira de cantora e atriz de cinema e televisão. Em 1954 as pressões da indústria do entretenimento causaram uma crise de nervos, e a Pequena Notável veio ao Brasil para se tratar e descansar.

Em 25 de março de 1941 Carmen foi convidada a deixar impressas a sua assinatura, as marcas de suas mãos e seus pés na calçada da fama. Só as grandes estrelas de Hollywood tinham esse privilégio: Carmen foi a única sul-americana a deixar suas marcas na famosa calçada.


Mas todo esse sucesso tem um preço e Carmen sentiu no corpo o cansaço e o esgotamento que tantos compromissos acarretaram. Volta para o Brasil em dezembro de 1954. Fica reclusa no Copacabana Palace Hotel durante quatro meses. Mas as suas obrigações com produtores americanos a obrigam a voltar para os estados Unidos. Durante um desses compromissos, teve um discreto desmaio. Poucos perceberam. Voltou para sua casa em Beverly Hills onde recebeu alguns amigos. A última pessoa que deixou a casa saiu às 3 e 30 da manhã. Foram as últimas pessoas a verem Carmen Miranda com vida. Foi encontrada morta logo depois. Era o dia 5 de agosto de 1955. Carmen morria aos 46 anos de idade.

Carmen continuou sendo sempre lembrada por meio de shows e discos de homenagens, filmes, documentários sobre sua vida (como o premiado "Banana Is My Business", de Helena Solberg). Seu acervo está preservado no Museu Carmen Miranda, no Rio de Janeiro.



Aquela mulher pequena , com bananas equilibradas na cabeças e sapatos de saltos plataforma deixou de ser uma cantora de renome internacional e virou um mito. Nunca nenhum brasileiro chegou tão longe em sucesso e fama como ela. Era realmente uma pequena notável....


Em 20 anos de carreira deixou sua voz registrada em 279 gravações no Brasil e mais 34 nos E.U.A., num total de 313 gravações.


O Que é Que a Baiana Tem?
(Dorival Caymmi)


O Que é que a baiana tem?
O Que é que a baiana tem?

Tem torço de seda, tem!
Tem brincos de ouro tem!
Corrente de ouro tem!
Tem pano-da-costa, tem!
Sandália enfeitada, tem!
Tem graça como ninguém
Como ela requebra bem!

Quando você se requebrar
Caia por cima de mim
Caia por cima de mim
Caia por cima de mim

O Que é que a baiana tem?
O Que é que a baiana tem?
O Que é que a baiana tem?
O Que é que a baiana tem?

Tem torço de seda, tem!
Tem brincos de ouro tem!
Corrente de ouro tem!
Tem pano-da-costa, tem!
Sandália enfeitada, tem!
Só vai no Bonfim quem tem
(O Que é que a baiana tem?)
Só vai no Bonfim quem tem
Só vai no Bonfim quem tem

Um rosário de ouro, uma bolota assim
Quem não tem balagandãs não vai no Bonfim
(Oi, não vai no Bonfim)
(Oi, não vai no Bonfim)



Disseram Que Eu Voltei Americanizada(Luis Peixoto e Vicente Paiva)


Am Bm7/5- E7 Am
Disseram que eu voltei americanizada
E7
Com o burro do dinheiro
Am
Que estou muito rica
A7 Dm
Que não suporto mais o breque do pandeiro
B7 E7
E fico arrepiada ouvindo uma cuíca
Bm7/5-
E disseram que com as mãos
E7 Am
Estou preocupada
A7
E corre por aí
Dm
Que eu sei certo zum zum
Bm7/5- E7 Am
Que já não tenho molho, ritmo, nem nada
F E7 Am
E dos balangandans já não existe mais nenhum
G7 C7
Mas pra cima de mim, pra que tanto veneno
Bm7/5- E7 A7
Eu posso lá ficar americanizada
Dm E7 Am
Eu que nasci com o samba e vivo no sereno
F E7
Topando a noite inteira a velha batucada
A7 Dm
Nas rodas de malandro minhas preferidas
G7 C7+
Eu digo mesmo eu te amo, e nunca I love you
F Bm7/5-
Enquanto houver Brasil
Am Am/G
Na hora da comida
F E7 Am
Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu


Ta-hí(Joubert de Carvalho)

Int.:
Taí

Eu fiz tudo pra você gostar de mim

Oh meu bem não faz assim comigo, não

Você tem, você tem

Que me dar seu coração

Meu amor, não posso esquecer...

Se dá alegria, faz também sofrer

A minha vida foi sempre assim

Só chorando as mágoas que não tem fim

Essa história de gostar de alguém

Já é mania que as pessoas têm

Se me ajudasse Nosso Senhor

Eu não pensaria mais no amor


Alô... Alô?(André Filho)

Alô, alô, responde
Se gostas mesmo de mim de verdade
Alô, alô, responde
Responde com toda sinceridade
Alô, alô, responde
Se gostas de mim de verdade
Se não respondes
O meu coração é lágrima
Desesperado vai dizendo
Alô, alô
Ai se eu tivesse a certeza
Desse seu amor
A minha vida seria
Seria um rosário em flor
Responde então

Alô, alô
Continuas a não responder
E o telefone
Cada vez chamando mais
É sempre assim
Não consigo ligação meu bem
Indiferente não se importa
Com os meus ais




Principais sucessos:

Absolutamente, Joubert de Carvalho e Olegário Mariano, 1931

Adeus batucada, Synval Silva, 1935

Alô?...Alô?..., André Filho, 1933

Balancê, João de Barro e Alberto Ribeiro, 1936

Boneca de piche, Ary Barroso e Luiz Iglezias, 1930

Burucuntum, Sinhô, 1930

Cachorro vira-lata, Alberto Ribeiro, 1937

Camisa listada, Assis Valente, 1937

Cantores do rádio, Lamartine Babo, João de Barro e Alberto Ribeiro, 1936

Chattanooga choo choo, Haarry Warren, Mack Gordon e versão brasileira de Aloísio de Oliveira, 1942

Chegou a hora da fogueira, Lamartine Babo, 1933

Chica chica boom chic, Harry Warren e Mack Gordon , 1941

Como "vaes" você, Ary Barroso, 1936

Disseram que voltei americanizada, Vicente Paiva e Luiz Peixoto, 1940

Diz que tem, Vicente Paiva e Aníbal Cruz, 1940

E o mundo não se acabou, Assis Valente, 1938

Eu dei, Ary Barroso, 1937

Good-bye, boy, Assis Valente, 1933

Isto é lá com Santo Antonio, Lamartine Babo, em dueto com Mário Reis, 1934

Minha embaixada chegou, Assis Valente, 1934

Moleque indigesto, Lamartine Babo, 1934

Na batucada da vida, Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1934

No tabuleiro da baiana, Ary Barroso, 1936

O dengo que a nega tem, Dorival Caymmi, 1940

O que é que a baiana tem?, Dorival Caymmi, 1939

O tic-tac do meu coração, Alcir Pires Vermelho e Walfrido Silva, 1935

Querido Adão, Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago, 1935

Sonho de papel, Alberto Ribeiro, 1935

Ta-hi!, Joubert de Carvalho, 1930

Uva de caminhão, Assis Valente, 1939















Sonhos são gratuitos,transforma-los e realidade tem um preço

Sábado, Fevereiro 05, 2005

A Pequena Notável na TVE

HOJE NA TV CULTURA!!!

Documentário traz a trajetória de Carmen Miranda

A TV Cultura exibe no Cultura Documento, a alegria de Carmen Miranda com o documentário A Embaixatriz do Samba.

O programa aborda a trajetória da pequena notável nos dez anos pouco conhecidos de sua vida artística no Brasil, antes de se tornar estrela internacional, e o reflexo desta fase nos 14 anos que Carmen viveu nos Estados Unidos como a Brazilian Bombshell.

São exibidos trechos raros de suas participações em programas da televisão americana, como o Jimmy Durant Show, de filmes de época e dos musicais que lhe consagraram no Brasil e no exterior.

Através de depoimentos é possível conhecer mais sobre a vida de Carmen Miranda, nossa primeira figura multimídia, que atuou com desenvoltura e sucesso em todos os campos.


Terça-feira, Fevereiro 01, 2005

Daniela Mercury

Daniela Maravilhosa Mercury



A princípio nunca me agradou seu estilo musical,principalmente no início de sua carreira bem atrelada ao Axé uma forma de expressão musical que eu não gosto mas respeito quem gosta.
Depois fui conhecendo melhor essa cantora e percebi que além de uma voz límpida e poderosa existia algo mais nesta mulher.
E o que eu percebi é aquilo que brilha e resiste ao tempo: Qualidade

Pode ser que ela cante Axé,MPB,ou qualquer outra coisa o que importa é o resultado, sempre chama a nossa atenção a qualidade técnica e vocal de Daniela.

Quando Daniela passou a se afastar um pouco dos Axés e ousar cantar coisas mais refinadas,recebeu muitas críticas principalmente dos fâs.Eu adorei essa mudança que ocorreu de 2003 pra cá.
Mas na verdade ela não mudou ela apenas ampliou seu acervo de canções, ampliou seu repertório para que um número maior de pessoas possam admirar ainda mais seu talento.

Meu grande sonho de consumo é ver Daniela lançar um CD interpretando TOM Vinícius e Buarque,ela já fez algo parecido em eventos de grande porte ,mas um CD assim seria perfeito.
A minha simpatia por Daniela Mercury aumenta todo dia ,cada vez mais em escala exponencial.


Daniela mercury

De família de classe média de Salvador, decidiu ser cantora aos 13 anos por influência de Elis Regina. Aos 16 começou a cantar em bares um repertório essencialmente de MPB, e em 1988 integrou a banda de Gilberto Gil como backing vocal. Fez parte do conjunto Companhia Clic e em 1991 partiu para carreira solo, gravando seu primeiro disco. No ano seguinte o segundo disco a firmou como principal cantora da axé-music, graças ao sucesso estrondoso de "Swing da Cor" (Luciano Gomes). Seus shows costumam atrair multidões, e no carnaval costuma apresentar-se em trios elétricos. Gravou outros CDs nos anos seguintes, com músicas principalmente dançantes e algumas inéditas de compositores afastados da axé-music, como Herbert Vianna. Entre seus maiores sucessos estão "O Canto da Cidade" (com Tote Gira), "À Primeira Vista" (Chico César), "Todo Canto Alegre" e "Rapunzel" (ambas de Carlinhos Brown).



Em 1965 Daniela Mercury nascia sob o signo de Leão. Já se previa uma personalidade forte e exuberante. Criança levada, Daniela gostava de brincar com os garotos, jogar bola de gude e empinar papagaio. A feminilidade de menina se dirigia então para a dança, sua primeira paixão. Aos oito anos começava a dançar pelas mãos da tia Angela, na Escola Ana Nery. Eram os primeiros passos da bailarina que ainda não se adivinhava cantora.
Filha de Liliana Mercury, assistente social descendente de italianos, e de Antônio Fernando de Abreu Ferreira de Almeida, mecânico industrial português que se radicou no Brasil aos onze anos, Daniela passou a infância numa casa com jardim e quintal em uma rua tranquila do bairro de Brotas, ao lado de seus quatro irmãos: Tom, Cristiana, Vânia e Marcos. A vida de classe média, modesta mas plena de projetos, era levada entre o gosto pelas brincadeiras e pela arte e a responsabilidade nos estudos.
Os anos 60 e 70, da infância e adolescência de Daniela, formam talvez o período mais rico da música brasileira. E foram estes os anos marcados pela presença de grandes artistas baianos na cultura nacional. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia, antecedidos por João Gilberto, pontuavam para sempre a MPB.
Crescer ouvindo artistas geniais - um privilégio dessa geração - vai influenciar o gosto musical e estético de Daniela, enriquecido ainda pelo convívio com a música clássica através da dança.



Até a vida adulta, o norte de Daniela seria o balé. Seu hobby de criança se tornaria profissão assumida depois de cursar a Faculdade de Dança da Universidade Federal da Bahia (o primeiro curso de nível superior do gênero no país). Nessa época, estimulada pela turma de amigos de infância, Daniela começou também a soltar a voz. Daí para cantar em barzinhos foi um passo. Ainda adolescente, Daniela e a irmã Vânia começaram a cantar na noite de Salvador, apresentando shows de voz e violão. Vem desta época a paixão pelo repertório de Chico Buarque e Elis Regina - que Daniela até hoje adora cantar na intimidade dos amigos e familiares.



No entanto a dança continuaria a ser o sonho de artista de Daniela. Sonho esse que se transformou em um encontro com as raízes da cultura popular da Bahia. Daniela foi conquistada pelo carnaval, no momento em que esta festa entrava numa ebulição criativa que iria mudar a postura cultural da Bahia e conquistar o mercado brasileiro da música.
Com 19 anos, Daniela se casa com Zalther Povoas (de quem se separou em 1996), amigo de infância, com quem teve os filhos Gabriel e Giovanna que concilia os estudos regulares com a dança, que, como no caso da mãe, é sua paixão.






Se você acredita que pode ou acredita que não pode, você está certo
Henry Ford

Segunda-feira, Janeiro 31, 2005

Comunicado

Atualização Semanal




Caros colegas o tempo passa e as férias também.E agora vou voltar a minha rotina Universidade/trabalho assim terei menos tempo para o Blog e por isso ele será atualizado semanalmente e não mais todos os dias como de costume.Peço a compreenção de todos os amigos e amigas e aos náufragos perdidos neste mar de informação.Um abraço.

E neste período de fim-de-ano e pré carnaval,tive tempo disponível para compartilhar com todos vocês que acessam o ARQUIVO momentos e histórias da nossa MPB,e vamos continuar assim.Essa MPb que é maltratada e mesmo assim reage e nos surpreende desabrochando flores onde antes era só terra.Isso ocorre porque temos raíz e a raíz da nossa cultura da nossa gente ninguémm pode podar com as foices do mercado,sempre haverá uma flor.



Tente mover o mundo.O primeiro passo será mover a si mesmo
Platão.



Domingo, Janeiro 30, 2005

Mielle e seu Genial Senso de Humor

Heliscóptero ou Hélice Regina



A relação de Elis Regina com Ronaldo Bôscoli sempre foi agitada.
Elis tinha o costume de balançar os braços enquanto cantava,fato que lhe rendeu apelidos como:Hélice Regina ou Eliscóptero.

Quando Ronaldo viu aquela “coreografia diferente” no famoso -Beco das Garrafas- ele achou aquilo ridículo e foi falar com Miélle que produzia os espetáculos junco com ele.
E neste momento Miélle vendo a aflição de Bôscoli responde tranquilamente:

-“Deixa Bôscoli, assim ela enterra a Bossa Nova de vez”.

Uma frase cheia de humor que se tornou histórica na memória da MPB